segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Um novo tempo na vida de Jacó
Texto: Gn 35.1-7,9
Na minha bíblia, que é da sociedade bíblica do Brasil, o título deste capítulo é Jacó erige um altar em Betel, mas nesta noite eu gostaria de sugerir um novo título para esse capítulo maravilhoso da palavra de Deus: Um novo tempo na vida de Jacó! ou ainda O renovo de Jacó! Pois é isso que esse texto nos revela, ele nos mostra um homem desanimado na fé, desesperado diante das atitudes imaturas e cruéis de seus filhos.
Jacó no capítulo 35 de Gênesis, estava muito temeroso quanto ao seu futuro e o de seus filhos. Não conseguia perceber que Deus em breve iria lhe mostrar que algo estava errado na sua vida e que algo deveria ser feito para que ele tivesse de Deus a vitória. 
Muitas vezes estamos exatamente assim, nos queixamos de Deus por causa de nossas lutas, dizemos a ELE que estamos sendo alvo de injustiça, repreendemos as lutas e muitas vezes profetizamos a nossa vitória, confessando que não aceitamos a tribulação que nos sobreveio. Quanta arrogância! quanta falta de espiritualidade e despreparo ministerial! até quando vamos agir dessa forma? até quando vamos continuar impedindo o Senhor de nos abençoar plenamente? Esta na hora de cada um de nós repensar nossa caminhada espiritual, esta na hora de refletirmos sobre nossa vida espiritual! Sera que não precisamos erigir novamente um altar ao Deus todo poderoso? Pois é, quando estamos fracos e dispostos a correr para um lugar secreto,Deus com seu amor nos revela todas as coisas e nos manda novamente levantar e andar, se obedecermos a vitória será certa. 
1. Mas por que Deus disse a Jacó "levanta-te, sobe a Betel"? 
a) Fraqueza espiritual e medo do futuro. o capítulo 34 de Gênesis nos revela o motivo dessa ordem, Jacó estava muito angustiado e temeroso, ele estava abalado física e espiritualmente. Talvez se perguntasse: "onde eu errei na educação de meus filhos?" Talvez se lembrasse do tempo em que eles eram apenas crianças e não tinham malícia alguma para se tornarem assassinos cruéis e sanguinários. Mas a realidade era outra, pois seus filhos estavam completamente distantes das velhas lembranças do velho Jacó. 
b) Jacó havia se esquecido das promessas divinas. Deus havia prometido a Jacó em Gênesis 32.12, que ele seria uma grande nação e que Deus lhe faria o bem. Mas Jacó havia se esquecido dessa promessa, relaxando na fé, vivendo a vida de qualquer forma, ou seja, longe do compromisso que deveria ter. Jacó por exemplo permitiu que em sua casa houvesse idolatria (vv. 2, 4), mostrando completo descaso ou conhecimento da vontade de Deus. 
c) Jacó precisava ser restaurado por Deus e isso deveria ser no altar do Senhor.  No verso um de Gênesis 35, nos revela que o começo de uma vida renovada espiritualmente é o altar de Deus! só seremos renovados, se restaurarmos o nosso altar de oração e sacrifício a Deus. Por isso é que Deus disse para Jacó que deveria erigir um altar. 
2. Por que Deus manda fazer um altar? 
a) Porque é no altar do Senhor que somos perdoados! (Lv 1,3,4). Lembre-se, é através do sangue do cordeiro derramado no altar, que temos o perdão de nossos pecados! pois para que haja remissão de pecados, o sangue deve correr (Ef 1.7). 
b) Porque é no altar, que o Deus verdadeiro responde com fogo. O fogo é um dos símbolos do poder do Espírito Santo (At. 2),  ele representa também o renovo, a força e a glória de Deus (Ex 3.2). Você que ser renovado por Deus? quer ser cheio do Espírito Santo? então corra e concerte seu altar! 
3. O que é preciso para levantarmos um altar ao Senhor? 
a) Total obediência a Deus. Jacó não hesitou, não contrariou a vontade de Deus, nem tentou mostrar que sabia mais que Deus. Mas prontamente obedeceu. E você caro leitor, qual é sua atitude diante de uma ordem divina? você obedece, ou contraria essa ordem, tentando argumentar com Deus, mostrando talvez que ELE possa estar errado? 
b) Nos livrarmos de tudo o que ofende a santidade de Deus. No caso de Jacó, ele tomou uma atitude de mudança e reconhecimento, mandou suas mulheres jogarem fora todos os ídolos do lar, todos os colares santificados a ídolos e etc. O que esta ofendendo a Deus em sua vida? não marque bobeira, se livre de pressa dele! Seja abençoado por Deus, ande de conformidade com sua palavra. 
c) Purificação. Para levantarmos novamente o altar do Senhor em nossas vidas, precisamos mudar nossa postura como cristãos, precisamos purificar nossas vidas, nos afastarmos das coisas que comprometem nosso relacionamento com ELE e com sua igreja. No verso dois de Gênesis 35, Jacó diz para seu povo que deveriam se purificar. 
d) Mudar nossa maneira de viver. Devemos conferir nossos hábitos, nossas amizades e nossos meios de postura diante da sociedade em que vivemos. Quando Jacó diz no verso dois para  mudarem suas vestes, ele esta afirmando que deveriam sempre pensar na opinião de Deus, ou seja, o que Jesus faria? 
4. As vantagens de obedecer a Deus. 
a) Proteção no caminho. Jacó obedeceu e nada lhe aconteceu porque Deus o estava protegendo no caminho (v.5). Nada poderá nos tocar se estivermos debaixo da proteção divina. 
b) Somos alvos das bençãos de Deus. No verso nove, Jacó é abençoado por Deus, pois obedeceu a Deus e foi recompensado
Se você esta cansado, abatido e achando que tudo esta perdido, você precisa experimentar o renovo do Senhor! você precisa levantar novamente o seu altar de oração e comunhão com Deus.
Que Deus te abençoe! 
Pr. Igor de Moura Cogoy


PARA VIVER UM NOVO TEMPO É PRECISO TER ATITUDE
Mc 5:25-34
Introdução:
A mulher: “E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de hemorragia” v.25
Uma mulher sem nome, sem definição de idade ou aparência física. Uma mulher que marcada pelo sofrimento vivia atônita, em grande desespero. Em seu corpo habitava uma enfermidade que a debilitava e a marcava duplamente: na alma e no corpo. E de uma maneira crônica,pois esta hemorragia fazia dela uma pessoa que sendo considerada impura pela lei judaica(Lv.15:25-33),a conduzia para um abismo,para uma caverna interior.Só e sozinha lutando contra o mal.
O sofrimento: E que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto possuía, sem conduto, nada aproveitar, antes,pelo contrario,indo a pior,”v.26
Esta mulher conhecia o sofrimento, a dor e o desespero, pois padeceu muito e foi acompanhada por muitos médicos. Aqueles que tinham a possibilidade de lhe oferecer a cura,e mais que isso a sua vida de volta,não conseguiam lhe proporcionar resultados positivos.Havia gasto todos os seus bens,os seus recursos,quem sabe de sua família e nenhum resultado,somente mais sofrimento.Mas ela continuava tentando.
Para vivermos um novo tempo precisamos:
·         Olhar honestamente para nossa situação e reconhecer que necessitamos de Deus: devemos ser dependentes do Senhor e buscá-lo, reconhecer seu poder sobre nossas vidas e que sem ele nada podemos fazer (João 15:5 “... porque sem mim nada podeis fazer).
·         Ter fé: “tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste. Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada.”v27, 28
Quando a mulher ouviu falar de Jesus, começou a ser gerada no seu interior a esperança de que se apenas tocasse na sua veste ficaria curada, apesar dos tantos anos sofridos ela conseguiu valorizar a sua vida e alimentar a esperança da cura. Essa é a grande diferença para tantas pessoas ,que não valorizam as suas vidas,aceitam passivamente a  sua situação por pior que seja,quando a cura está a disposição,basta apenas crer.Esta mulher foi toma de grande fé e cria que se tocasse nas vestes do Mestre seria curada.
·         Ter atitude: ela colocou a sua fé em ação, teve ousadia.
Esta mulher tocou as vestes de Jesus, e dele saiu virtude e ficou sarada de seu mal. Tomou uma posição vou tocar, vou me esforçar. Não foi fácil para ela,estava debilitada e toda a multidão a apertando,mas conseguiu e recebeu de Jesus a vitória,conforme v.29: “e logo se lhe estancou a hemorragia,e sentiu no corpo estar curada do seu flagelo.”
Quando Jesus perguntou quem o havia tocado (v.30), esta mulher antes sofrida e agora vivendo a cura, vendo seus planos e sonhos voltarem, veio até ele com temor e tremendo e prostrou-se diante dele e declarou-lhe a verdade (v.33). A atitude de Jesus em insistir em quem lhe tocou,demonstra o seu amor e o seu cuidado.Esta mulher precisava ser vista não mais como uma mulher impura,mas sim,como uma mulher que foi curada da enfermidade do corpo e da alma.Ela recebeu mais do que esperava: “Ora, aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós”.Chegou a ela um novo tempo de fé,esperança,saúde e de salvação.
Conclusão:
Devemos depender do Senhor e colocar em prática tudo aquilo que tem nos ensinado, para vivermos um novo tempo em nossas vidas. “... para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”(Rm12:2).

Pastora Kethuli Cogoy

domingo, 13 de novembro de 2011


Um novo tempo de vida, fé e milagres

“Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isso?”. (Jo 11. 25,26).

Nesta oportunidade, falarei a respeito de uma família especial, uma família que estava muito ligada a Jesus, e que testemunharia de forma incrível o poder de Deus. Uma família que o recebia em sua casa e que demonstrava por ele muito carinho e cuidado (Lc 10. 38-48). De fato a comunhão que tinham com ELE era tão grande, que se referindo a um integrante dela, disseram a Jesus: “... aquele que tu amas”.
Essa família vivia sua fé em Deus e cria que Jesus era o messias enviado por Deus, eles o ouviam falar e com certeza ficavam maravilhados com a sabedoria e a graça que emanava de Cristo. Não viam à hora de poder novamente estarem com Jesus e ouvirem novamente suas palavras de vida e amor, que tanta paz trazia aos seus corações. Pois diferentemente dos líderes religiosos da nação, Jesus não oprimia as pessoas, nem procurava obter lucro ou posições de destaque diante dos políticos, mas ensinava o amor de Deus e o desejo deste em salvar seus filhos do domínio do pecado e de Satanás. Essa família era a de Marta e Maria, que juntamente com seu irmão Lázaro, serviam a Deus numa aldeia chamada Betânia, que estava localizada a três quilômetros ao leste de Jerusalém, no caminho para Jericó.   
Um dia, uma enfermidade alcançou um membro dessa família, Lázaro, que mesmo sendo medicado, a sua situação só piorava cada vez mais. Então não tendo mais alternativas, e percebendo que a vida de seu irmão estava em perigo de morte, as irmãs Maria e Marta mandaram avisar a Jesus que Lázaro estava muito enfermo (Jo 11. 3). Jesus ao contrário do que elas imaginavam, não foi ao encontro de Lázaro imediatamente, mas somente dois dias depois (v.6).  Fato esse, que causou nelas uma decepção e um sentimento de abandono: “Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido” (v.21). Embora estivesse ela entristecida pelo suposto descaso de Cristo com a sua necessidade, Marta acreditava profundamente no poder de Deus e que Jesus poderia pedir a Deus e tudo voltaria ao normal (v.22). Ao passo que Jesus lhe responde: “Teu irmão há de ressuscitar” (v.23). Jesus queria nesta oportunidade, ensinar algo realmente poderoso para os discípulos e para essa família, ele queria que eles experimentassem um novo tempo de vida, de fé e de milagres! Até então para essa família, tudo o que eles sabiam de Deus e do seu reino era muito teórico, eles apenas ouviam Jesus falar! Provavelmente, até tenham testemunhados muitos milagres por intermédio do ministério de Cristo, mas o que eles testemunhariam agora marcaria para sempre suas vidas.
O instrumento usado por Deus para essa lição foi uma enfermidade, não há estudos ou registros que nos elucidem a respeito dessa enfermidade, só teorias, mas seja qual for à enfermidade, era grave para a época, podia matar.
Uma enfermidade nunca é bem vinda na família de ninguém, muito menos na família daquele que acredita no poder de Deus, quando essa enfermidade insiste em permanecer, causa muitos transtornos espirituais na vida do crente e pode até muitas vezes fazê-lo se afastar e apostatar a fé! Mas essa enfermidade na vida familiar de Marta e Maria, tinha como finalidade mostrar o poder de Deus e dar a eles uma importante lição. Com base neste texto, aprenderemos a respeito da finalidade de uma enfermidade cujo propósito é a glória de Deus e que se acreditarmos em sua palavra e em seu poder viveremos um novo tempo em sua presença, um novo tempo de vida, fé e milagres.

1. Uma enfermidade para a glória de Deus (v.4).

Pois Deus demonstraria todo o seu poder para aquela comunidade, Deus honraria a fé daquela família e glorificaria a imagem de seu filho diante dos seus opositores.

2. Uma enfermidade para aumentar a fé dos seus discípulos (v.15).

Deus muitas vezes aproveita as dificuldades que a vida nos apresenta para nos ensinar a confiar mais nele.
Mas nem sempre seus discípulos estão dispostos a aprender essas lições da parte de Deus e acabam por colocar muitos obstáculos no caminho do aprendizado:
a) Os discípulos tinham medo de ir a Betânia, pois temiam morrer lá (v.8,16);
b) Marta tentou impedir Jesus de abrir o túmulo alegando o mau cheiro (v. 39).
Qual é a sua desculpa? 

3) Uma enfermidade para testemunho e pregação do poder de Deus (vv. 39-46).

Quando  Deus opera um milagre através de seus servos, sempre o resultado final será a glória de Deus por intermédio dos testemunhos daqueles que presenciaram o acontecido.
O nome de Deus será lembrado e dois grupos surgiram em conseqüência desse milagre (vv. 45,46):
a) Os crentes e futuros conversos. Que foram impactados pelo poder de Deus;
b) Os incrédulos e perdidos. Que nunca aceitaram a verdade, pois foram por Deus endurecido. Esses se tornaram em inimigos do evangelho.


O fim dessa história todos sabem, Jesus totalmente emocionado com a situação espiritual daquelas pessoas, vendo o sofrimento deles e ao mesmo tempo a frieza espiritual de alguns que ali estavam, chorou (v.35) e chorou muito (v.38). Mas conclui sua missão, ressuscitou Lázaro para a glória de Deus. Como Lázaro saiu daquele túmulo para mim é um mistério, pois ele estava amarrado pelas mãos e pelos pés (v.44), mas isso pouco importa não é verdade? O fato é que ele saiu e Jesus pode novamente compartilhar momentos agradáveis com essa família que ele tanto amava (João 12).
O meu desejo é que você também possa ser alvo da glória de Deus, e que através dela, possa experimentar um novo tempo em sua vida. Um novo tempo de vida, fé e milagres.
Que Deus vos abençoe!
Pr. Igor de Moura Cogoy.

domingo, 23 de outubro de 2011


A diferença entre o crente carnal e o crente espiritual



“Vendo Jesus que ele havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estas longe do reino de Deus” (Mc 12.34a).

Ola amigos do blog, neste domingo, posto essa mensagem sobre a diferença dos crentes carnais e dos espirituais, pois a cada dia se faz necessário compreender o que realmente é cada um deles.
Começo nosso estudo de hoje, com um texto do evangelho de Marcos, no qual Jesus nos revela algo muito importante: Podemos estar dentro de uma igreja, mas não pertencermos realmente a ela. Podemos nos intitular cristãos, mas não termos realmente nenhum vínculo com o salvador! Podemos estar tão perto de Deus, mas ao mesmo tempo tão afastados dele que Ele nem nos conheça! (MT 7.21-23).  
Jesus havia terminado um diálogo com um escriba que lhe tinha dado uma resposta verdadeira, a qual Cristo já esperava escutar. Pois conhecia muito bem os escribas e os religiosos de sua época. Sabia que eles conheciam as escrituras como ninguém, que desde criança eram educados nas sagradas letras, afim de que, quando chegassem aos doze anos se apresentassem aos doutores da lei, para dela serem inquiridos.
Mesmo tendo os escribas um conhecimento tão grande das escrituras, não foram eles capazes de reconhecer o Cristo! Mesmo passando tantas horas estudando, orando e participando de rituais de purificação e cerimônias no templo, eles estavam completamente distanciados de Deus! E por que estavam? Porque eram meros religiosos! Estavam apenas apegados a letra da lei e não ao Senhor da lei. Muitos estão na mesma situação dos escribas e fariseus, sustentando títulos e denominações de forma orgulhosa e sem espiritualidade alguma, colocando-se muitas vezes até no lugar do próprio Deus, se sentindo superior aos demais irmãos, sempre prontos a julgar e condenar o próximo.
Mas como podemos nos proteger dos crentes religiosos e não cairmos no mesmo erro destes irmãos? Analisando nossa vida com Deus e atentando para os seguintes pontos indicativos de mera religiosidade cristã.
1. O perfil de um religioso:
1.1 A exteriorização da fé. O crente carnal ou religioso, sempre procura exteriorizar a sua fé, ou seja, sempre demonstra através de sua aparência que é mais santo que os outros. Ele faz isso através de regras quanto ao uso de roupas, jóias e etc.
1.2 A materialização da fé. Outro indício de religiosidade é o uso de imagens (idolatria), ou o abuso e exploração da fé, onde certos indivíduos que se dizem servos de Deus usam a fé para ganharem dinheiro enganando crentes igualmente carnais, que só buscam prosperidade e bem materiais.  
1.3 A busca da auto-salvação. Para terminarmos o perfil de um crente carnal, descrevo algo que é indispensável no currículo de qualquer um deles, a auto-salvação! Eles desprezam o sacrifício de Jesus na cruz, podem até admitir que Cristo morreu por eles, mas sempre, eu digo, sempre, encontrarão em seu arcabouço teológico, um modo de ensinar que o sacrifício de Jesus na cruz não foi perfeito ou completo, restando para o homem terminar o serviço. Muito embora a Bíblia ensine o contrário (Hb 10.17,18).
Na ânsia de se salvarem por seus próprios méritos, criam muitas doutrinas soteriológicas totalmente destituídas de base e consistência bíblica. Veja a seguir alguns exemplos do passado e alguns de nossos dias:
No passado. As seitas judaicas e os cristãos que eram a favor da circuncisão para os gentios (Fp 3.2).
No presente. Sabatistas, que ensinam que o sábado é o selo de Deus, os espíritas que ensinam a salvação através da caridade, os católicos que ensinam a salvação através de mediações de santos e também da purificação por meio de um purgatório, e finalizando essa lista, não podemos deixar de fora os crentes evangélicos adeptos de superstições e crendices populares.
Agora que fizemos um pequeno raio-X dos crentes carnais, vamos nos deter nos crentes que realmente estão inseridos no reino de Deus, pois reconhecem que são falhos e depositam a esperança da salvação aos pés da cruz.

 2. O perfil de um crente espiritual.
1.1 Ele interioriza sua fé. O crente verdadeiro sabe que todo o pecado contra Deus vem de dentro de nosso ser (Mt 15.17-20), por isso ele procura santificar a Cristo como Senhor do seu coração (1Pe 3.15), e como Davi ele guarda a palavra de Deus no coração para não pecar contra o Senhor (Sl 119.11). Por tanto, o crente espiritual não procura demonstrar que é mais santo do que os outros, nem promove a santificação através de roupas, alimentos, ou dias de guarda. Pois ele sabe que quem nasceu de novo não precisa ser vigiado ou regulado a cerca dessas coisas, pois já se libertou dos rudimentos desse mundo (Cl 2.20-23).
1.2 Não materializam a sua fé. O crente espiritual não precisa de imagens para crer que Deus esta perto dele, pois crê pela fé, que Deus esta sempre por perto dele (Mt 28.20), mas adora a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.24).
1.3 Não buscam uma auto-salvação. Pois sabe perfeitamente que a Deus deve toda a honra e glória por essa dádiva maravilhosa que é a vida eterna (Ef 2.5; Rm 5.20).
Amados de Deus, nem os escribas e fariseus do passado, nem os religiosos do presente conseguiram alcançar o coração de Deus, mas sim aqueles que se humilham e choram aos pés de Cristo (Jr 29.13), e que reconhecem a Deus como sendo o agente transformador e santificador de nossas vidas. Agora que você descobriu a diferença do que é servir a Deus e do que é mera religiosidade carnal, que tal fazer uma análise de sua vida para descobrir em qual lado você esta? Atente para uma coisa importante, hoje você esta sendo convidado a fazer uma auto-análise para se certificar se esta ou não servindo a Deus adequadamente, mas chegará um dia em que quem fará esta análise em nossas vidas será o próprio Deus (Ml 3.18). Por tanto, vamos seguir o conselho do apóstolo Paulo que esta registrado em (At 17.30,31).
A Deus toda a Glória!
Pr. Igor de Moura Cogoy

sábado, 1 de outubro de 2011

Pastoras





Pode uma mulher ser pastora? 
"Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que esta servindo a igreja de Cencreia, para que a recebais no Senhor como convém aos santos e a ajudeis em tudo que de vós vier a precisar; porque tem sido protetora de muitos  e de mim inclusive. Saudai a Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu mas também todas asa igrejas dos gentios; ...saudai a Maria, que muito trabalhou por vós. Saudai Andrônico e Junias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim. Saudai a Trifena e Trifosa, as quais trabalhavam no Senhor. Saudai a estimada Pérside, que também muito trabalhou no Senhor" (Rm 16.1-4, 6-7, 12). 
A igreja moderna, tem reconhecido o valor e o ministério feminino, embora exista muito preconceito no meio cristão evangélico, nada justifica essa falta de respeito e lealdade para com as mulheres. 
Muitos se posicionam de forma contrária ao ministério feminino, achando que o tal só poderia ir até a presidência de um círculo de oração, ou um cargo de obreira na igreja. Outros, admitem que as mulheres possam ser diaconisas ou missionárias. Mas sem poder para batizar e ministrar a santa ceia! ou seja, pregar pode! ganhar vidas para Cristo pode! sofrer qualquer perseguição e as vezes até colocar a sua vida em risco pode! mas batizar e ministrar a ceia é tarefa para machos! Quanta hipocrisia e falta de sensibilidade. 
Será difícil entender, que no contexto social e estrutural em que a Bíblia foi escrita, as mulheres não tinham, ou gozavam de liberdade e respeito? A bíblia foi escrita num contexto histórico em que a sociedade era extremamente machista e patriarcal. Onde o homem mandava e desmandava, sendo a mulher considerada muitas vezes, apenas um ser reprodutor, não possuindo nem mesmo uma alma! Por isso não encontramos de forma explícita na Palavra de Deus um versículo que nos fale claramente a respeito do ministério pastoral feminino, mas isto não quer dizer não ha, pois veremos a seguir, que só no capítulo 16 de Romanos, ha, de forma muito clara a participação de mulheres no ministério. Nem todas no ministério pastoral, mas com certeza na obra de uma forma bem generalizada. Vamos analisar agora, cada uma dessas mulheres citadas por Paulo no capítulo 16 de Romanos. 

Febe. Era uma cristã gentia cujo nome significava pura ou radiante de luz. Estudos indicam que Febe era de fato uma diaconisa em Cencreia, talvez até uma funcionária do governo grego. Mas o que me chama a atenção sobre ela, é que Paulo admoesta a igreja a recebê-la no Senhor, ou seja, os romanos deveria recebê-la como serva do Senhor, isso é, obreira mesmo! e deveria também lhe assessorar! "e a ajudeis em tudo de que vós vier a precisar". Não seria isso um pequeno sinal de autoridade dentro da igreja? Talvez. 
Priscila. Paulo chama a Priscila e Áquila de cooperadores, ou seja, ajudantes de Paulo na obra, ou seja, ela fazia a obra, participava dela como cooperadora. O curioso é perceber que o nome dela vem antes do marido quando citado por Paulo, será por que? Em Atos 18.26, a bíblia nos informa que ela era uma conhecedora da palavra e que junto do seu esposo ensinaram a Apolo as verdades da palavra de Deus. 
Maria. Que trabalhou muito! veja a enfase de Paulo, esse muito, com certeza não se referia apenas a serviços sociais e diaconais! 
Junias. (Junia na  versão revista e corrigida de Almeida). Aqui com certeza Paulo se refere a um casal, Andrônico e Junia, pois esse nome feminino era bem comum na época, ao contrário de júnias que soa de forma masculina, sendo bem menos comum em sua época. No verso 7, Paulo a chama juntamente com seu marido de apóstolos! vemos aqui claramente, uma mulher com um título de apóstola! e foi Paulo que fez essa afirmação! Essa é uma prova muito concreta de um ministério feminino mais avançado e reconhecido, pelos homens, pois Paulo afirma que ela e seu marido eram notáveis entre os apóstolos! 
Trifena, Trifosa e Pérside. Que trabalhavam muito no Senhor, ver sobre Maria. 
Em fim, Muito se poderia falar sobre o ministério feminino, mas para não me prolongar muito acho melhor parar por aqui. 
Quanto a afirmação paulina, que proibia a mulher de falar na igreja (1Co 14.34,35), se analisado seu contexto, qualquer um descobrirá que Paulo de modo algum estava proibindo as mulheres de falar na igreja, mas aqui o problema em questão é de ordem e não de autoridade como querem alguns afirmar. Pois no verso 35, Paulo diz para as mulheres que elas deveriam perguntar em casa aos seus esposos. Isso claramente nos fala de ordem no culto, pois imagine amigo leitor, numa sociedade totalmente machista, poucas mulheres conheciam de fato as escrituras e quando foram as reuniões cristãs, não hesitavam em perguntar aos seus esposos o que estava sendo ensinado, fato que atrapalhava o andamento dos cultos e incomodava o apóstolo. Não é uma proibição ao ministério feminino, mas uma admoestação a ordem nos cultos. É preciso entender, que certas coisas não poderiam ser tratadas naquela época e uma posição favorável as mulheres não seria tolerada nem mesmo por muitos cristãos do tempo de Paulo. Seria uma verdadeira tsunami na igreja daquela época um ministério pastoral feminino. 
Paz e entendimento! 
Pr. Igor de Moura Caogoy  

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Teologia
MINI TRATADO PRÓ-DICOTOMISTA
Muito é pregado nas igrejas, sobre Deus Pai, sobre Jesus, sobre o Espírito Santo, anjos, pecado e etc. Mas somente agora, com essa nova geração de pregadores é que o ser humano tem tido um lugar de privilégio nos púlpitos brasileiros. Não estou defendendo um evangelho antropocêntrico, não me entenda mal. Estou apenas afirmando que durante muitos anos, ou, até séculos, pouca atenção tinha sido dada ao ser humano, digo, a sua estrutura, enfim, a antropologia bíblica. Agora com esses novos pregadores isso esta mudando e em certo ponto até preocupa, pois com certeza muitos exageros virão por ai! Pensando nisso, venho através desse blog expor algo realmente bíblico sobre a composição ou estrutura do ser humano, no que que refere a teologia é claro. Com esse intuito, trago para os leitores desse blog, o que chamarei de pequeno tratado antropológico a favor do dicotomismo, ou seja, um pequeno tratado pró-dicotomismo. Espero que gostem e que comentem! 

1. Definição etimológica. [do gr. dicha, em dois+temnein, cortar] É a divisão de qualquer coisa em duas partes. Na teologia antropológica, é a corrente que defende estar a natureza humana constituída de duas partes distintas: matéria e espírito. 

2. Base Bíblica. Tanto a alma (hb. nephesh; gr. psyque) quanto o espírito (hb. ruah; gr. pneuma) são empregados na bíblia indistintamente para referir-se a mesma parte imaterial do ser humano. 
-É o espírito ou a alma que se perturba ou se abate no indivíduo (Gn 41.8; Sl 42.6). 
-Jesus teve sua alma perturbada, angustiada (Jo 12.27), mas em (Jo 13.21), diz seu espírito turbado, angustiado.
-E no céu, estarão os espíritos dos justos aperfeiçoados (Hb 12.27), ou as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus (Ap 6.9). Vejam que na bíblia é uma coisa só, seu emprego dependeu apenas da preferencia do escritor, pois a bíblia ensina claramente que somo compostos de duas partes, ou seja, uma parte material (o corpo) e outra imaterial (espírito ou alma) e não três partes como querem os irmãos tricotomistas. 
-Na bíblia, as vezes a morte é descrita como a entrega da alma (Gn 35.18; 1 Rs 17.21) e em outras partes, como sendo a entrega do espírito (Sl 31.5; Lc 23.46; At 7.59). Como podemos observar, as duas palavras são usadas para descrever a mesma coisa! só que em uns versos, o autor escolheu a palavra alma e em outros o espírito. Podemos ainda observar o paralelismo em (Lc 1. 46,47). 

3. Dois elementos substanciais. O material e o imaterial. A bíblia apresenta o homem como um todo, porém podendo se distinguir nele um elemento material e outro imaterial. O elemento material, o corpo, veio do pó da terra e liga o homem, em sua natureza com a criação em geral. O elemento imaterial, o espírito, veio diretamente de Deus, representado no sopro divino e constitui a natureza espiritual do homem, assemelhando-o ao criador, sendo responsável por qualquer comunicação com Deus. 
Na junção desses dois elementos é que o homem tornou-se um ser vivente (Gn 2.7). Deste modo, o ser humano é visto na bíblia, normalmente como sendo constituído de dois elementos a saber: 
-Carne e espírito (1Co 5.5);
-Corpo e espírito (1Co 5.3; 7.34; Tg 2.26); 
-Pó e espírito (Ec 12.7); 
-Corpo e alma (Mt 10.28; 3Jo 2). 
Por tanto, na palavra de Deus, de um modo geral menciona-se apenas dois elementos na constituição do ser humano: Uma parte material = Corpo, carne, e Uma parte imaterial= que você pode chamar de alma ou espírito. 

4. Como explicar os textos tricotomistas de 1Ts 5.23; Hb 4.12 ?
Para interpreta-los devemos como em toda a teologia usarmos os princípios da hermenêutica bíblica.  Que nos ensina que todo o texto deve ser analisado juntamente com o seu contexto. 
Observe querido leitor, que nestes textos, o autor não esta falando da constituição do ser humano, mas ele esta usando uma linguagem exortativa, ele esta exortando seus leitores a fazer algo. O foco  do escritor bíblico ali é outro. Vamos ver? 
Em 1Ts 5.23, o apóstolo Paulo esta apelando para que os servos de Deus sejam plenamente santificados para a volta de Jesus! Ele usa então com enfase a santificação, ele não esta ensinando ou abordando a constituição do homem, apenas exortando aos crentes a serem plenamente santos porque Jesus logo voltaria. Para comparar, vejamos o texto de Mc 12. 30, onde há um exemplo semelhante de enfase para exortar a amarmos a Deus acima de tudo.  Observe que Jesus usa elementos como alma, coração, entendimento e forças para ilustrar esse amor. Jesus não estava ensinado sobre a constituição do homem, ele estava assim como Paulo fazendo um apelo e com enfase. 
Em Hb 4.12, A intenção do autor é bem semelhante, pois ele também usa uma enfase para ilustrar o poder da palavra de Deus, que poderia, se a caso existisse separar alma e espírito. Veja que no próprio contexto do capítulo, nada existe que comprove um estudo sobre o a constituição do homem, apenas nesse verso, que esta falando da poderosa palavra de Deus e não do ser humano. Ele a palavra é tão poderosa que pode sondar o íntimo de nosso coração e ao olharmos para ela, vermos o real estado de nosso ser espiritual, ou seja, o nosso eu interior.
 Conclusão:  É perigoso dar voz a onde a bíblia se cala, assim como é muito perigoso ensinar o que ela não ensina. Por tanto amigos, aceitemos o que ela tem nos dito e seremos abençoados. 
Espero que este estudo tenha tirado a dúvida de muitos irmãos em Cristo. 
Pr. Igor de Moura Cogoy 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Continuação da história de Onésimo.
...Onésimo, de tanto imaginar uma vida melhor, resolveu ceder as tentações que lhe sobrevinham a mente e certo dia, ao voltar do seu serviço encontrou a oportunidade que tanto buscava e furtou um objeto de valor de seu senhor Filemom. Depois, vendo o tamanho da encrenca em que se metera e que provavelmente seria descoberto, pois não teria como escondê-lo! fugiu (Fm 11.18,19). Não ha como saber o que foi furtado por ele, a Bíblia não nos da nenhuma pista sobre isso, mas provavelmente era algo de valor, de muito valor, quem sabe algo que se poderia vender a fim de comprar a própria liberdade? ou como ele fugiu para bem longe, este objeto valioso poderia ao menos assegurar-lhe um futuro melhor. É justamente isso que satanás faz com o homem, ele fica lançando pensamentos de revolta em nossa mente, para que tomemos decisões precipitadas, que sempre nos prejudicam. Quando caímos nessa armadilha, então ele nos faz lembrar de como eramos felizes e não sabíamos! fica nos atormentando, pois sua intenção sempre foi e sempre sera nos jogar ao chão, na lama do pecado e no vale do desespero, Fico imaginando o pobre escravo Onésimo, que sonhara tanto em ser livre e agora constata que continua mais escravo ainda, na verdade em situação pior, pois agora era um escravo condenado, que teria de fugir para salvar a única coisa que lhe restara, a própria vida. 
Ao ler essa história e meditar no que esta escrito nessa carta de Paulo a Filemom, percebemos que se Onésimo furtou algo de valor, é porque ele era um escravo de confiança! Filemom deveria acreditar e depositar confiança nele, do contrário, não teria ele acesso ao objeto de valor que furtara de Filemom. Veja, como o diabo é sujo. E como ele é astuto, ele tirou de Onésimo tudo aquilo que ele possuía, seus sonhos, sua moral, sua estabilidade (pois se ele era um escravo de confiança deveria ser bem tratado) e por último e mais importante, ele estava tirando de Onésimo a própria vida! 
Uma vez que fosse constatado o furto, Onésimo só poderia ter um destino, a condenação! como poderia ele se escapar dela? Ninguém poderia lhe ajudar, ele agora estava sozinho, quem iria ajudar um escravo? Para onde iria Onésimo afim de se escapar? 
É incrível como a história de Onésimo se confunde com a história de todos nós, todos, sem exceção, antes de termos um encontro com Jesus, vivíamos nesse mundo como escravos fujões em busca de um porto seguro. Fugíamos de algo que queria nos condenar (A lei de Deus) e de alguém que nos acusava o tempo todo (o acusador, o diabo) que nos fazia lembrar de quão pecadores eramos e ainda somos. Como Onésimo queríamos apenas um lugar seguro (um bom emprego, paz, statos social e felicidade), mas  ao ouvirmos as sugestões do diabo, acabávamos numa situação pior do que a que estávamos. Então, pela graça e misericórdia de nosso bom Deus, nossa cabeça foi levantada e podemos enxergar a luz de Jesus e descobrimos algo muito mais sublime e seguro que nossos planos pessoais e nossos projetos. Encontramos Jesus Cristo "e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos a escravidão por toda a vida" (Hb 2.15). 
O fim dessa história, a Bíblia não nos revela, mas pelo que podemos entender na carta de Paulo a Filemom, Onésimo ao fugir acabou encontrando a Paulo, provavelmente quando este estava preso em Roma, e se tornou mais um convertido de Paulo. O próprio apóstolo intercede por ele na carta (v.19), pois entendia que deveria haver um concerto entre Filemom e Onésimo seu escravo, que agora também era seu irmão em Cristo. 
Essa história nos mostra o poder regenerador do Espírito Santo de Deus, que transforma o pecador em filho de Deus (Jo 1.12), não importando quem seja ele, seja rico ou pobre, alto ou baixo, seja culto ou inculto, nem o pecado que cometeu. 
Se Onésimo não tivesse esse encontro com Cristo, quão triste seria o seu fim, mas graças a decisão de aceitar a Cristo, teve sua vida restaurada e provavelmente pode voltar a sua posição de confiança diante de seu senhor Filemom. 
E você meu amigo, já tem a Jesus como senhor de sua vida? você já pensou nas consequências de morrer sem Cristo? Se você esta afastado dos caminhos do Senhor, volte logo, ele ama você e quer te conceder o perdão, mais, Deus quer ser seu amigo! volte enquanto é tempo. 
Em Cristo. 
Pr. Igor de Moura Cogoy  

domingo, 25 de setembro de 2011

O Destino de Onésimo e o Nosso. 
Ao lermos a carta de Paulo a Filemom descobrimos muitas verdades relevantes da palavra de Deus, como a liberdade do cristão, a fé, vitória sobre os fracassos do passado (já postado aqui no blog) e muitas outras que muito enriquecem nossa vida espiritual.
Hoje, eu gostaria de falar sobre alguém que como nós andou perdido e por pouco não teve um fim trágico. Esse alguém é Onésimo, que era mais um entre os milhares de escravos existentes em todo o império romano, era mais um que não possuía a liberdade, apenas mais um entre os milhares! você por acaso se sente assim? sem liberdade? sem um propósito? apenas mais um entre tantos? Talvez você também se ache mais no meio onde convive e mesmo quando está cercado de amigos, ainda se sente sozinho e sem esperança. Mas hoje eu quero lhe falar de Jesus, pois Ele pode mudar a história da sua vida, ele se importa com você e crendo você ou não, tem um plano maravilhoso para sua vida!
Onésimo, com certeza se sentia assim, sozinho e sem esperança. Aliás, que esperanças teria um escravo? Poderia ele sonhar com algo melhor? Um escravo não tinha direito a nada e a menos que furtasse algo, provavelmente nunca conseguiria nada na vida, deveria sentir-se feliz, se tivesse o direito de ao menos constituir uma família. Talvez, Onésimo pensando nisso, ele resolveu que buscaria mudar o rumo de sua vida, e o único meio para tal coisa seria o menos nobre e arriscado, o furto. 
Onésimo sabia que sendo ele um escravo, qualquer deslize seu, poderia lhe causar sérias consequências, tais como: açoites, amputações e até mesmo em alguns casos a morte. 
Uma vez que a semente do pecado entrou no coração de Onésimo, logo começou a germinar e a cada dia que Onésimo se dirigia ao seu trabalho, seu coração contaminado lhe dizia o seguinte: Até quando você vai aceitar viver essa vida miserável? você tem que mudar, você já sabe o que fazer, o que esta esperando? Pobre Onésimo, não tinha mais forças para resistir, o pecado já havia lhe assaltado o coração e agora o deixava cego com o desejo de mudar a situação de sua vida. 
Mas queridos, não existe uma mudança real e perfeita sem Jesus! Se Onésimo conhecesse o amor de Deus e o seu poder, não cairia na armadilha que seu coração lhe preparara. Quantas vezes meu amigo, você fez planos maravilhosos crendo que eram perfeitos e que nada poderia impedir o seu sucesso, mas quando você percebe, tudo não passou de uma ilusão, pois tudo deu errado, as portas não se abriram ou seu sócio lhe enganou e etc. Com certeza isso é motivo para ficar muito triste e descontente com sua vida, é motivo para duvidar de tudo e de todos, menos de Deus. Ele pode mudar sua vida e você vai ver isso, ao acompanhar essa história de Onésimo. 
Se formos sinceros, todos nós podemos nos enxergar nessa história, todos somos como Onésimo, a sua história muitas vezes se confunde com a nossa, pois como ele, muitas vezes tentamos nos libertar de coisas que nos aprisionam e buscamos a felicidade, mas assim como ele, não colocamos o Senhor Deus a nossa frente, ou então queremos ajudar ao Senhor a fazer sua tarefa de nos abençoar! dizemos inconscientemente para Deus: - Posso te ajudar a me fazer um vitorioso!. 
Talvez não usamos da mesma artimanha de Onésimo, afinal roubar é algo muito feio e errado, mas que todos nós muitas vezes damos uma de auxiliares de Deus, isso damos. Pois queremos mudanças em nossas vidas, sejam elas de ordem financeira, espiritual,matrimonial,etc. O problema todo está em não tomarmos a decisão certa, a de entregar nossos problemas a Deus e acabamos nos enfiando numa encrenca maior que a outra. 
A solução é Jesus, o filho de Deus. Ele pode nos ajudar, assim como ajudou Onésimo a se livrar do seu problema. continua....