sábado, 1 de outubro de 2011

Pastoras





Pode uma mulher ser pastora? 
"Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que esta servindo a igreja de Cencreia, para que a recebais no Senhor como convém aos santos e a ajudeis em tudo que de vós vier a precisar; porque tem sido protetora de muitos  e de mim inclusive. Saudai a Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu mas também todas asa igrejas dos gentios; ...saudai a Maria, que muito trabalhou por vós. Saudai Andrônico e Junias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim. Saudai a Trifena e Trifosa, as quais trabalhavam no Senhor. Saudai a estimada Pérside, que também muito trabalhou no Senhor" (Rm 16.1-4, 6-7, 12). 
A igreja moderna, tem reconhecido o valor e o ministério feminino, embora exista muito preconceito no meio cristão evangélico, nada justifica essa falta de respeito e lealdade para com as mulheres. 
Muitos se posicionam de forma contrária ao ministério feminino, achando que o tal só poderia ir até a presidência de um círculo de oração, ou um cargo de obreira na igreja. Outros, admitem que as mulheres possam ser diaconisas ou missionárias. Mas sem poder para batizar e ministrar a santa ceia! ou seja, pregar pode! ganhar vidas para Cristo pode! sofrer qualquer perseguição e as vezes até colocar a sua vida em risco pode! mas batizar e ministrar a ceia é tarefa para machos! Quanta hipocrisia e falta de sensibilidade. 
Será difícil entender, que no contexto social e estrutural em que a Bíblia foi escrita, as mulheres não tinham, ou gozavam de liberdade e respeito? A bíblia foi escrita num contexto histórico em que a sociedade era extremamente machista e patriarcal. Onde o homem mandava e desmandava, sendo a mulher considerada muitas vezes, apenas um ser reprodutor, não possuindo nem mesmo uma alma! Por isso não encontramos de forma explícita na Palavra de Deus um versículo que nos fale claramente a respeito do ministério pastoral feminino, mas isto não quer dizer não ha, pois veremos a seguir, que só no capítulo 16 de Romanos, ha, de forma muito clara a participação de mulheres no ministério. Nem todas no ministério pastoral, mas com certeza na obra de uma forma bem generalizada. Vamos analisar agora, cada uma dessas mulheres citadas por Paulo no capítulo 16 de Romanos. 

Febe. Era uma cristã gentia cujo nome significava pura ou radiante de luz. Estudos indicam que Febe era de fato uma diaconisa em Cencreia, talvez até uma funcionária do governo grego. Mas o que me chama a atenção sobre ela, é que Paulo admoesta a igreja a recebê-la no Senhor, ou seja, os romanos deveria recebê-la como serva do Senhor, isso é, obreira mesmo! e deveria também lhe assessorar! "e a ajudeis em tudo de que vós vier a precisar". Não seria isso um pequeno sinal de autoridade dentro da igreja? Talvez. 
Priscila. Paulo chama a Priscila e Áquila de cooperadores, ou seja, ajudantes de Paulo na obra, ou seja, ela fazia a obra, participava dela como cooperadora. O curioso é perceber que o nome dela vem antes do marido quando citado por Paulo, será por que? Em Atos 18.26, a bíblia nos informa que ela era uma conhecedora da palavra e que junto do seu esposo ensinaram a Apolo as verdades da palavra de Deus. 
Maria. Que trabalhou muito! veja a enfase de Paulo, esse muito, com certeza não se referia apenas a serviços sociais e diaconais! 
Junias. (Junia na  versão revista e corrigida de Almeida). Aqui com certeza Paulo se refere a um casal, Andrônico e Junia, pois esse nome feminino era bem comum na época, ao contrário de júnias que soa de forma masculina, sendo bem menos comum em sua época. No verso 7, Paulo a chama juntamente com seu marido de apóstolos! vemos aqui claramente, uma mulher com um título de apóstola! e foi Paulo que fez essa afirmação! Essa é uma prova muito concreta de um ministério feminino mais avançado e reconhecido, pelos homens, pois Paulo afirma que ela e seu marido eram notáveis entre os apóstolos! 
Trifena, Trifosa e Pérside. Que trabalhavam muito no Senhor, ver sobre Maria. 
Em fim, Muito se poderia falar sobre o ministério feminino, mas para não me prolongar muito acho melhor parar por aqui. 
Quanto a afirmação paulina, que proibia a mulher de falar na igreja (1Co 14.34,35), se analisado seu contexto, qualquer um descobrirá que Paulo de modo algum estava proibindo as mulheres de falar na igreja, mas aqui o problema em questão é de ordem e não de autoridade como querem alguns afirmar. Pois no verso 35, Paulo diz para as mulheres que elas deveriam perguntar em casa aos seus esposos. Isso claramente nos fala de ordem no culto, pois imagine amigo leitor, numa sociedade totalmente machista, poucas mulheres conheciam de fato as escrituras e quando foram as reuniões cristãs, não hesitavam em perguntar aos seus esposos o que estava sendo ensinado, fato que atrapalhava o andamento dos cultos e incomodava o apóstolo. Não é uma proibição ao ministério feminino, mas uma admoestação a ordem nos cultos. É preciso entender, que certas coisas não poderiam ser tratadas naquela época e uma posição favorável as mulheres não seria tolerada nem mesmo por muitos cristãos do tempo de Paulo. Seria uma verdadeira tsunami na igreja daquela época um ministério pastoral feminino. 
Paz e entendimento! 
Pr. Igor de Moura Caogoy  

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