domingo, 13 de novembro de 2011


Um novo tempo de vida, fé e milagres

“Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isso?”. (Jo 11. 25,26).

Nesta oportunidade, falarei a respeito de uma família especial, uma família que estava muito ligada a Jesus, e que testemunharia de forma incrível o poder de Deus. Uma família que o recebia em sua casa e que demonstrava por ele muito carinho e cuidado (Lc 10. 38-48). De fato a comunhão que tinham com ELE era tão grande, que se referindo a um integrante dela, disseram a Jesus: “... aquele que tu amas”.
Essa família vivia sua fé em Deus e cria que Jesus era o messias enviado por Deus, eles o ouviam falar e com certeza ficavam maravilhados com a sabedoria e a graça que emanava de Cristo. Não viam à hora de poder novamente estarem com Jesus e ouvirem novamente suas palavras de vida e amor, que tanta paz trazia aos seus corações. Pois diferentemente dos líderes religiosos da nação, Jesus não oprimia as pessoas, nem procurava obter lucro ou posições de destaque diante dos políticos, mas ensinava o amor de Deus e o desejo deste em salvar seus filhos do domínio do pecado e de Satanás. Essa família era a de Marta e Maria, que juntamente com seu irmão Lázaro, serviam a Deus numa aldeia chamada Betânia, que estava localizada a três quilômetros ao leste de Jerusalém, no caminho para Jericó.   
Um dia, uma enfermidade alcançou um membro dessa família, Lázaro, que mesmo sendo medicado, a sua situação só piorava cada vez mais. Então não tendo mais alternativas, e percebendo que a vida de seu irmão estava em perigo de morte, as irmãs Maria e Marta mandaram avisar a Jesus que Lázaro estava muito enfermo (Jo 11. 3). Jesus ao contrário do que elas imaginavam, não foi ao encontro de Lázaro imediatamente, mas somente dois dias depois (v.6).  Fato esse, que causou nelas uma decepção e um sentimento de abandono: “Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido” (v.21). Embora estivesse ela entristecida pelo suposto descaso de Cristo com a sua necessidade, Marta acreditava profundamente no poder de Deus e que Jesus poderia pedir a Deus e tudo voltaria ao normal (v.22). Ao passo que Jesus lhe responde: “Teu irmão há de ressuscitar” (v.23). Jesus queria nesta oportunidade, ensinar algo realmente poderoso para os discípulos e para essa família, ele queria que eles experimentassem um novo tempo de vida, de fé e de milagres! Até então para essa família, tudo o que eles sabiam de Deus e do seu reino era muito teórico, eles apenas ouviam Jesus falar! Provavelmente, até tenham testemunhados muitos milagres por intermédio do ministério de Cristo, mas o que eles testemunhariam agora marcaria para sempre suas vidas.
O instrumento usado por Deus para essa lição foi uma enfermidade, não há estudos ou registros que nos elucidem a respeito dessa enfermidade, só teorias, mas seja qual for à enfermidade, era grave para a época, podia matar.
Uma enfermidade nunca é bem vinda na família de ninguém, muito menos na família daquele que acredita no poder de Deus, quando essa enfermidade insiste em permanecer, causa muitos transtornos espirituais na vida do crente e pode até muitas vezes fazê-lo se afastar e apostatar a fé! Mas essa enfermidade na vida familiar de Marta e Maria, tinha como finalidade mostrar o poder de Deus e dar a eles uma importante lição. Com base neste texto, aprenderemos a respeito da finalidade de uma enfermidade cujo propósito é a glória de Deus e que se acreditarmos em sua palavra e em seu poder viveremos um novo tempo em sua presença, um novo tempo de vida, fé e milagres.

1. Uma enfermidade para a glória de Deus (v.4).

Pois Deus demonstraria todo o seu poder para aquela comunidade, Deus honraria a fé daquela família e glorificaria a imagem de seu filho diante dos seus opositores.

2. Uma enfermidade para aumentar a fé dos seus discípulos (v.15).

Deus muitas vezes aproveita as dificuldades que a vida nos apresenta para nos ensinar a confiar mais nele.
Mas nem sempre seus discípulos estão dispostos a aprender essas lições da parte de Deus e acabam por colocar muitos obstáculos no caminho do aprendizado:
a) Os discípulos tinham medo de ir a Betânia, pois temiam morrer lá (v.8,16);
b) Marta tentou impedir Jesus de abrir o túmulo alegando o mau cheiro (v. 39).
Qual é a sua desculpa? 

3) Uma enfermidade para testemunho e pregação do poder de Deus (vv. 39-46).

Quando  Deus opera um milagre através de seus servos, sempre o resultado final será a glória de Deus por intermédio dos testemunhos daqueles que presenciaram o acontecido.
O nome de Deus será lembrado e dois grupos surgiram em conseqüência desse milagre (vv. 45,46):
a) Os crentes e futuros conversos. Que foram impactados pelo poder de Deus;
b) Os incrédulos e perdidos. Que nunca aceitaram a verdade, pois foram por Deus endurecido. Esses se tornaram em inimigos do evangelho.


O fim dessa história todos sabem, Jesus totalmente emocionado com a situação espiritual daquelas pessoas, vendo o sofrimento deles e ao mesmo tempo a frieza espiritual de alguns que ali estavam, chorou (v.35) e chorou muito (v.38). Mas conclui sua missão, ressuscitou Lázaro para a glória de Deus. Como Lázaro saiu daquele túmulo para mim é um mistério, pois ele estava amarrado pelas mãos e pelos pés (v.44), mas isso pouco importa não é verdade? O fato é que ele saiu e Jesus pode novamente compartilhar momentos agradáveis com essa família que ele tanto amava (João 12).
O meu desejo é que você também possa ser alvo da glória de Deus, e que através dela, possa experimentar um novo tempo em sua vida. Um novo tempo de vida, fé e milagres.
Que Deus vos abençoe!
Pr. Igor de Moura Cogoy.