terça-feira, 29 de julho de 2014

O autoritarismo eclesiástico




O papado evangélico

Ola amigos do blog ai graphai, que bom estar junto com vocês novamente, hoje, falarei sobre o abuso de certos líderes e de certas lideranças evangélicas em nosso país. Não sei o que esta havendo com o povo brasileiro, pois este aceita ser oprimido politicamente, socialmente e até espiritualmente. Não são poucos os casos que ouvimos e que até presenciamos no meio evangélico, de abuso de autoridade ou nepotismo dentro da igreja.
Mas afinal de contas, a igreja pertence ao Senhor Jesus? Ou aos senhores pastores? Você já se perguntou meu irmão e minha irmã, se o seu trabalho na igreja é para Jesus de fato, ou para o seu pastor e liderança? E se é certo a igreja passar de pai para filho como acontece em diversas cidades e igrejas?
Parece que as igrejas de hoje, são um negócio de família, o pai (pastor) toca o negócio até a sua morte, depois, o filho que grande parte do tempo nunca se importou de fato com a obra, herda a igreja e os irmãos.
Escrevo este post, não para julgar as igrejas evangélicas, mas para que todos reflitam no que estão fazendo, e vejam realmente a quem estão servindo e onde estão congregando. Muitos pastores tratam a igreja como se fosse uma empresa, pois de fato para eles ela o é. Pois fazem do dinheiro dos dízimos o que bem entendem, mandam e desmandam na igreja como querem, chutando porta a fora a todos que ousarem discordar ou ameaçar seu império eclesiástico.
Para que este post não fique só em minhas palavras, recorrerei às escrituras como fonte de autoridade para tudo que passarei a escrever e defender aqui. Não quero e não espero que todos  irão aceitar e apoiar tudo o que escrevi neste post, mas espero que os que forem sinceros de coração e que desejam servir de verdade ao Senhor o leiam do início ao fim e comparem com as escrituras sagradas tudo o que eu disser neste estudo.  Pois vou tratar de assuntos e coisas que acontecem no meio evangélico em paralelo com a palavra de Deus e ver se essas coisas se enquadram nas Escrituras ou se são apenas erros de conduta ou de caráter de certos líderes evangélicos.
1-      A igreja do Novo Testamento era governada por um líder ou era democrática?
Certa vez, um pastor querendo justificar sua conduta ditatorial na igreja, disse-me que a igreja na Bíblia era teocrática e não democrática! Ou seja, para ele, a Bíblia ensinava que a liderança da igreja era exercida por um único líder que poderia fazer o que quisesse sem perguntar nada a ninguém, pois era o anjo da igreja, e o escolhido para liderar aquele rebanho.  Segundo ele, todos deveriam seguir o seu ponto de vista sem objeções. Mas o que diz a Bíblia sobre a igreja do Novo Testamento? Era de fato governada por uma espécie de papa evangélico? Ou era uma instituição democrática, onde todos tinham tudo em comum e decidiam junto o que deveriam fazer? Deixemos as Escrituras falarem por si só:
“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão e no partir do pão, e nas orações. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum” (Atos 2. 42,44).
Percebam que a Bíblia diz que a igreja perseverava na doutrina dos e não do apóstolo! Pois não era um papado, não tinha um líder, mas doze líderes. Mas esse texto não para por ai, perceba também, que ele nos diz o seguinte: estavam juntos e tinham tudo em comum. Amados, estar junto e ter tudo em comum não significam obedecer cegamente os desejos e visões de um líder, mas sim compartilhar a fé e a obra, que devem estar ligadas a palavra de Deus e não ao coração e sonho pessoal de um líder! Versos 42 perseveravam na doutrina dos apóstolos.
Vamos ver mais exemplos da Bíblia sobre como era exercido o governo da igreja, se era um papado, com apenas um líder, ou se era democrático, onde todos podiam participar das decisões.
“Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos as mesas. Escolhei, pois, irmãos, de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra” (Atos 6. 1-3).
 Mais uma vez, o livro de atos dos apóstolos, livro que tem a impressão digital da igreja, que revela como funcionava a igreja no tempo dos apóstolos, nos mostra de forma bem clara que a liderança da igreja não era exercida por um só líder, mas os doze a governavam. Por tanto, como vimos até agora, não a base bíblica para justificar o papado evangélico moderno, onde o pastor manda nas finanças da igreja, na decoração, e em tudo, como se fosse uma empresa que possui um dono. Podemos ver no verso citado acima, que a função do líder é pregar e orar, e não ficar se envolvendo com as coisas pequenas, que o tirem do seu dever sagrado. Os apóstolos não ignoraram o problema que surgiu na igreja, mas reconheceram que não era função deles se envolverem com estas questões e repassaram para a igreja escolher (tomar decisão) quem resolveria o problema. 
Vejamos mais um exemplo:
“E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor. E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia” (Atos 11. 19-22).
Aqui, temos mais um exemplo que a igreja não era governada por um só líder, mas agia em comunidade em comunhão com a liderança dos doze apóstolos. Perceba que o verso diz que a notícia (fama) chegou aos ouvidos da igreja, e não de um líder. Se fosse a igreja governada por um líder, o verso diria que a fama chegou até os ouvidos do apóstolo tal, ou seja, citaria o nome do indivíduo. Outra coisa que precisa ser observada no verso acima, é que ele diz que enviaram Barnabé, e não que alguém o enviou.  Sempre é usado o verbo no plural e não no singular, indicando claramente que o governo da igreja não é de uma pessoa só, mas democrático.
Mais um exemplo:
“Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, Cirineu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e Jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram” (Atos 13. 1-3).
Esse é um exemplo grandioso de como a igreja era democrática, e que não era exercida por um papa (líder, ditador), pois se trata da igreja de Antioquia e não a de Jerusalém. E ele nos revela que a liderança desta igreja estava em jejum quando o Espírito Santo vem e ordena a separarem Barnabé e Saulo para o ministério. Eles não consultaram a liderança dos apóstolos para saber o que fazer, tinha autoridade ou liberdade para fazê-lo, o que nos indica mais uma vez, que a igreja era democrática e não uma ditadura eclesiástica como a igreja moderna.
Para finalizar, cito o primeiro concílio da igreja, a Assembléia de Jerusalém, que esta no capítulo 15 de Atos dos Apóstolos. Não vou colocá-lo todo aqui, pois é um texto grande, mas todos podem verificá-lo em suas bíblias e atentarem para as seguintes informações:
A Assembléia de Jerusalém (Atos 15.1-30)
a)      As decisões do concílio não foram tomadas por um único líder, mas pelos apóstolos e os anciãos (Atos 15.6);
b)      Essa liderança não era de poucas pessoas, pois o texto diz que era uma multidão (Atos 15.12);
c)       A decisão final foi tomada com base nas opiniões dos apóstolos, dos anciãos e de toda a igreja (Atos 15. 22, 25).
Aqui vemos um inegável exemplo que a igreja não deve ser governada por um único líder, pois é imoral, e totalmente anti-bíblico! Penso que a maioria dos crentes de nossos dias deveria repensar o evangelho que esta seguindo, e ver se a igreja onde serve é de fato uma igreja séria, que segue a Bíblia ou é uma igreja empresa, onde o pastor usa e abusa como quer do privilégio de ser o líder da comunidade.

2-      Os pastores não podem ser confrontados pelos membros quando erram?
Muitos líderes usam este argumento para defender seus atos ditatoriais e seus caprichos pessoais na frente da obra e saírem ilesos diante da congregação.  Intocáveis, e inalcançáveis pelos demais membros da igreja. Mas o que a Bíblia diz a respeito disto? Bem, a Bíblia diz que devemos orar pelos nossos líderes, respeitá-los e tudo mais, isso é verdade e é bíblico. Mas a Bíblia mostra exemplos de líderes que erraram e foram sim confrontados pelo seu erro, pois é dever da igreja zelar pela santidade do culto.
Cito agora dois exemplos, onde Paulo defende sua liberdade de pensamento e crença até diante dos apóstolos (Gálatas 2.1,2,5) Onde Paulo diz que não cedia nem uma hora para que a verdade do Evangelho fosse mantida! E o outro exemplo, é o que ele repreende o apóstolo Pedro na sua presença pois este estava andando de maneira dissimulada (Gálatas 2.12-14).  Em ambos os exemplos, Pulo não se importou se eram seus superiores hierarquicamente, se eles andaram com Jesus pessoalmente, mas manteve seu ponto de vista indiferentemente da opinião e vontade deles, e depois repreendeu a Pedro na presença de todos!
Infelizmente, muitos tratam seus pastores e líderes como se fossem verdadeiros papas, não podem ser contrariados nem desobedecidos, senão eles podem amaldiçoar ou invocar o Deus todos poderoso para te fazer um mal. 
Não devemos tratar os pastores como se fossem deuses, pois não são. Nem melhores do que as demais pessoas, pois também não são. Devemos amá-los, honrá-los e respeitá-los pelos que fazem pela obra de Deus, mas sempre termos consciência, que a igreja não é deles é de Deus.
Soli Deo Glória!

Pr. Igor de Moura Cogoy

sexta-feira, 18 de julho de 2014




Porque creio na predestinação
Uma exposição simples e bíblica da soberania de Deus na salvação do homem

Olá amigos do blog ai graphai, escrevi este post com o propósito de testemunhar a cerca de uma doutrina que é bíblica, mas é mau compreendida por grande parte dos cristãos no Brasil. Digo no Brasil, por que na Europa e na América do Norte, é muito aceita e até comum entre os credos e declarações de fé. A predestinação é uma doutrina bíblica, fundamentada e ensinada pelos primeiros cristãos e cito como exemplos os seguintes teólogos e pregadores: Agostinho de Hipona, grande teólogo e patriarca da igreja, Spurgeon, o príncipe dos pregadores, Calvino, o mestre da reforma, e tantos outros que poderiam ser citados aqui neste estudo, que defendiam e ensinavam em suas igrejas sobre essa importante doutrina bíblica.
Penso que o fato de muitos não aceitarem essa doutrina, é porque não conseguem enxergar a realidade espiritual em que se encontram os homens antes de Cristo os chamar a salvação! É impossível você compreender a doutrina da predestinação, sem antes entender que o homem sem Deus está morto espiritualmente, e estando morto, não tem condições de compreender as coisas espirituais “Ora o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1° Co 2.14), e ainda “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef. 2.1). Somente depois de Deus aplicar a eleição em nossas vidas, é que compreendemos o Evangelho e ouvimos a palavra de Deus claramente “Se vos digo a verdade, por que razão não me credes? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus” (Jo 8.47). Isso no pensamento calvinista é a depravação total da humanidade, um conceito fundamentado nas escrituras, que procura explicar que o ser humano na queda, perde totalmente sua capacidade de enxergar as coisas de Deus, pois suas vontades e poder de decisão estão corrompidos com o pecado (morto espiritualmente). Sendo necessário ao homem, ser resgatado por Deus. Portanto, não é o homem por sua livre escolha (Livre arbítrio) que decide aceitar a Cristo, mas é Cristo, que antes de tudo ser criado escolhe quem haveria de se salvar “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis frutos” (Jo 15.16), e ainda “assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é penhor da nossa herança, até o resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1.4-14).  Sabendo e aceitando a soberania de Cristo em sua vida, Paulo pode afirmar que a salvação não vem da nossa escolha, ou de “nosso livre arbítrio”, mas é resultado exclusivo da eleição, predestinação divina, que Paulo em Efésios 2.8 chama de graça “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Perceba que Paulo diz claramente que a salvação é um dom, e que este dom, não vem de nós, mas de Deus.  Deste modo, quem dá o crescimento a igreja é o próprio Deus, o Senhor da igreja, ele mesmo envia os que estão destinados a salvação “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (Atos 2.47).  De maneira, que ao fim de cada sermão, de cada mensagem ou estudo da palavra, só aceitaram a mensagem divina aqueles que estão destinados a salvação “Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna (Atos 13.48), e ainda “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.44). Pense comigo, por que Jesus disse que ninguém poderia ir até ele sem ser pelo Pai? O próprio Cristo responde isso: “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo1.12-14).
Alguns dizem não aceitar esse ensino, porque isso faria de Deus um carrasco, injusto e preconceituoso, que faz acepção de pessoas. Querem entender a Deus com base nos pensamentos e lógicas humanas, mas se esquecem que Deus não pensa como nós, e por tanto seu padrão de justiça é mais elevado e reto do que o nosso. O que não conseguem entender, é que Deus em sua sabedoria, deixa aqueles que por seu decreto não haverão de herdar a salvação, viverem da maneira como quiserem, assim quando o juízo chegar, não terão desculpas diante do criador, pois fizeram o que realmente sempre desejaram fazer, veja esse exemplo encontrado nas escrituras: ”nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais. Estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Ef 2.2-5). 
Pois a carne nunca deseja fazer a vontade de Deus, a carne é nossa inimiga “Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita a lei de Deus, nem em verdade o pode ser” (Rm 8.6,7).  Na verdade, os únicos que poderiam reclamar que Deus não respeita sua liberdade, são os predestinados! Pois eles foram impedidos de viver como os demais homens, ou seja, no pecado, Deus os resgata e abri-lhes os olhos para verem as misérias do mundo.  
Os que se recusam a aceitar a soberania de Deus em sua salvação, o fazem por dois motivos: Por não compreenderem de fato a soberania de Deus na salvação do homem, isto é, não entendem que Deus age sozinho na salvação, regeneração, e justificação do pecador “Ao Senhor pertence a salvação!” (Jonas 2.9). Ou por orgulho e preconceito, e esse sim, é o pior dos motivos. Pior é você não querer ver uma verdade que esta na palavra de Deus, do que você não conhecê-la por ignorância ou por falta de oportunidade.
Creio na predestinação, não por orgulho ou por escolha, mas sim, porque é bíblica, está na Bíblia (O termo predestinação é uma tradução da palavra grega proorizo, que aparece seis vezes no Novo Testamento. Bíblia de Estudo de Genebra, pg. 1488, ECC, SBB). Ao contrário do termo Livre arbítrio, que não está na Bíblia, mas é uma construção teológica, sendo resultado do pensamento teológico cristão.
Alguns argumentam que Deus nos dá o livre arbítrio, e usam até de textos bíblicos para o defenderem, mas se analisados dentro do seu contexto, pode-se perceber que não se sustentam. É o caso de 1° Tm  2.4 que diz o seguinte: “o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” Se olharmos só o verso quatro e não todo o contexto do capítulo, somos tentados a crer que o livre arbítrio realmente existe, mas basta uma simples verificada nos versos anteriores, para constatarmos que o texto não está realmente falando da salvação de todos, mas sim de todos os tipos étnicos, ou seja, de todas as classes e todos os tipos de pessoas! “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isso é bom e aceitável diante de Deus, nosso salvador” (1°Tm 2.1-3).  Perceba que o texto esta falando de orar para não haver perseguição e para que haja bom governo. Pois se entendermos que o verso quatro está falando de livre-arbítrio, logo, teremos que admitir que Deus não possa salvar os pecadores, antes precisa das orações dos crentes para fazê-lo. Esse não é o Deus da Bíblia. O Deus da Bíblia declara-se forte e autor da salvação “Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9.14-16).  Outros textos, usados para defender o livre arbítrio do homem, são os que falam em perseverar, esforçar e etc. Vou citar um deles para melhor expor o meu pensamento, e depois vou refutá-lo, provando que não há coerência no ensino do livre arbítrio. “ E por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 24.12,13). Alguns teólogos usam de textos como esse, para mostrar que o homem tem grande papel na salvação, e por isso pode sim decidir se aceitará ou não a mensagem do Evangelho, mas se esquecem, que os que foram escolhidos, eleitos por Deus a salvação, são preservados por ele, e depois de receberem o selo de Deus, que é o Espírito Santo em suas vidas, não podem mais se perderem, antes, são guardados até o fim “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt 24.21-22). O próprio Cristo, afirma de forma muito clara, que todos os que o Pai lhe der, nenhum será perdido: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37).
Poderia eu discutir a predestinação com Deus? Poderia eu dizer que ela não existe, se há tantos versos provando sua existência? Não, não há como negar que Deus tem os seus escolhidos e os seus preteridos, podemos até não entendermos como funciona a seleção de Deus, mas que ela existe e foi realizada antes da fundação do próprio mundo é um fato comprovado pelas escrituras sagradas.
De posse de todo esse conhecimento mostrado nas escrituras, qual será o seu procedimento meu amigo? Crerás que a Bíblia é verdadeira e seus ensinos são santos? Ou negarás a verdade contida nas escrituras a respeito da salvação?
Deixo para os descrentes as seguintes palavras do apóstolo Paulo: “Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu a sua vontade? Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?” (Rm 9.19-21).
Que Deus vos abençoe e vos de a cada dia mais graça e conhecimento!

Pr. Igor de Moura Cogoy

segunda-feira, 14 de julho de 2014




Porque não creio em pontos de contato ou legalidade ao diabo

Olá amigos do blog ai graphai, como é bom poder escrever para vocês! E no dia de hoje, quero falar sobre uma “doutrina” muito comum no meio evangélico, a do ponto de contato, ou legalidade ao diabo, como queira.
Ao contrário do que aparenta, essa doutrina é perniciosa e surgiu na mente de homens gananciosos e mal intencionados, e que infelizmente tem encontrado abrigo no coração de crentes superficiais, que temem mais ao diabo que ao próprio Deus, esse ensino de ponto de contato é herético e tem causado muitos males à igreja de Cristo. Não são poucas as vezes que ouvimos testemunhos de irmãos que se desfazem de coisas de valor financeiro ou de valor sentimental por acreditarem que tais objetos eram amaldiçoados. E isso acontece pela ignorância ou falta de conhecimento bíblico de pastores e obreiros, ou ainda pela esperteza de falsos pastores, que se aproveitam da boa fé dos irmãos para incutir o medo e a total dependência espiritual.
Os defensores dessa prática se utilizam de um simbologismo, que é de causar inveja a qualquer guru místico! Para eles, vários objetos são malditos e devem ser retirados das casas dos irmãos, como fotos do passado, de ex-amigos, de ex-namorados, e acreditem, até bichinhos de pelúcias, entram na listas de objetos malditos desses pastores gurus. Outro dia, vi um pastor pregar que o sapo de pelúcia era um ponto de contato, pois os sapos são utilizados nos rituais de feitiçaria, e quem, portanto tivesse um sapo de pelúcia, mesmo que tivesse ganhado dos pais ou do namorado, deveria se desfazer pois estava com um ponto de contato. Que absurdo! Como alguém pode acreditar que um sapo de pelúcia, é uma porta aberta ao diabo dentro de um lar cristão? Eu pergunto quem fez o sapo e todos os animais, Deus ou o diabo? E qual é a base bíblica para ensinar isso?
A base bíblica utilizada para a defesa dessa heresia é a seguinte: “Não meterás, pois, coisa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela, de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada “ (Dt. 7.26). Para quem ouve essas palavras de maneira despercebida, parece realmente falar que devemos ter o cuidado quanto aos objetos que colocamos em nossos lares, mas a pergunta correta a se fazer é a seguinte: O que seria os objetos malditos citados neste texto das escrituras?
O erro destes pastores, é que não se dão ao trabalho de verificar o contexto da citação, e usam um texto isolado para criarem uma doutrina. O erro é tão infantil que me parece até mal intencionado. Pois o texto de Deuteronômio 7.26 não pode ser interpretado separadamente do verso 25, que diz o seguinte: “As imagens de esculturas de seus deuses queimarás; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçaras, nem os tomarás para ti, para que não te enlaces neles; pois são abominação ao Senhor, teu Deus” (Dt 7.25). Entenderam o que era abominável e não deveria ser colocado dentro dos lares israelitas? Deus estava dizendo para os israelitas que deveriam tomar o cuidado de não levarem os ídolos pagãos para dentro de seus lares. Esse verso é uma advertência a idolatria, que tão de perto rodeava a nação de Israel, e não um verso para ser usado como prova de diversos objetos amaldiçoados. O objeto maldito citado aqui é o ídolo.
O grande problema de alguns pastores evangélicos brasileiros, é que eles não gostam de ler a Bíblia, não se dão ao trabalho de ler o contexto inteiro e pregam o que não sabem. Mas o problema maior, é que esses pastores, sabem que a maioria dos crentes, são como eles, que também não gostam de ler, mas antes preferem acreditar em tudo o que é ensinado nos cultos. É esse analfabetismo bíblico, patrocinado por uma falta de responsabilidade, temor, e preguiça que tem levado as igrejas e os crentes modernos a professar uma fé superficial ligada a símbolos e superstições vãs, que de bíblica não tem nada.
E incrível, como os neo-pentecostais se apoderam de versos do Antigo Testamento, e usando de um simbolismo supersticioso aliado a uma falta de conhecimento do povo, e transformam toda a mensagem das escrituras sobre o assunto em algo místico e espiritualizado. Esse texto que citei de Deuteronômio é uma prova disso, ele nada fala dos animais e da natureza que Deus em sua sabedoria e poder criou. Os animais nada têm haver com as loucuras e pecados humanos, e nada podem fazer para prejudicar ou amaldiçoar um filho de Deus.
Querido entenda uma coisa, se Deus não edificar a sua casa, nada que você fizer edificará! “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”(Salmo 127.1).
Outra coisa, onde está na Bíblia, que o diabo tem poder para entrar em sua casa através de uma foto, de um sapo de pelúcia ou coisa parecida? Onde está escrito que o diabo tem legalidade sobre a vida dos que estão em Cristo Jesus? Quem é maior Deus ou o diabo?
Pelo que vejo isso tudo é fruto de mente supersticiosa e presa ainda aos costumes e superstições do passado, de vidas não libertas e que não acreditam na palavra de Deus, nem valorizam o sacrifício de Cristo no calvário.
Que Deus vos abençoe!
Pr. Igor de Moura Cogoy



domingo, 13 de julho de 2014

Igreja do Novo Testamento




6 Verdades acerca da igreja do Novo Testamento que não são pregadas na igreja moderna
Olá amigos do blog ai graphai, esta semana promete, pois tenho preparado dois textos maravilhosos para compartilhar com a igreja de Cristo. E o primeiro, é este que nos fala da igreja primitiva, a igreja do Novo Testamento.
Tomo como base, vários textos de todo o Novo Testamento, mas como texto principal, faço uso do texto de Atos dos apóstolos que diz o seguinte: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, a medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At. 2.42-47).
Nesse estudo pretendo mostrar os fatores que levaram a igreja do Novo Testamento a viver desta forma, e para isto, aponto e explico as seis verdades acerca da igreja do Novo Testamento que não são pregadas nas igrejas modernas. As seis verdades são as seguintes:

1)    Uma igreja dedicada.

A palavra perseverar no grego do Novo Testamento é proskartereo, e pode ser aplicada dentro de suas variações etc. para se referir ou dar os seguintes sentidos: ansioso com relação a; perseverar; diligente; comparecer assiduamente. Em fim, podemos dizer que era uma igreja que se dedicava, e se esforçava para manter uma fé pura e genuína! Se dedicar significa esforço, o que nos indica que já nos primeiros anos da igreja, ela lutava contra as falcas doutrinas e conceitos humanos, que são tão prejudiciais ao corpo de Cristo até os dias de hoje.

2)    No que se dedicava a igreja do Novo Testamento?
Havia entre os primeiros cristãos, o sentimento de manter a fé e os ensinos que receberam diretamente de Cristo, nos anos de discipulado que os apóstolos tiveram com o mestre. Por isso, os apóstolos foram importantíssimos (ver o estudo aqui no blog sobre os apóstolos modernos: http://blogaigraphai.blogspot.com.br/2014/04/apostolos-o-movimentoapostolico-de.html ) para a igreja nos primeiros anos, os anos de sua formação e fundamentação. Eles lançaram o fundamento doutrinário da igreja, criando o sistema de crença e fé da igreja apostólica, o que pode ser constatado na carta do próprio apóstolo Paulo aos efésios, que diz o seguinte: “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor” (Ef 2.20,21). Para manter essa fé genuína e pura, a igreja se dedicou a buscar e a manter os seguintes costumes:
a)     Doutrina: “perseveravam na doutrina dos apóstolos”. Eles estavam unidos contra toda a forma de ensino que se distanciasse dos ensinos dos apóstolos. Na verdade, podemos ver em todo o Novo Testamento um grande esforço da igreja contra as heresias que tentavam se infiltrar na igreja, e para manter a pureza da doutrina apostólica (ver: Atos 20.29,30; 1°Tm 4.16; 2°Tm 4.1-5; 2°Pe 2.1-3; 3.14-18).  
b)    Na comunhão: do grego koinonia ou koinoneo, podendo os termos ser traduzidos como participar por causa de um interesse em comum. O interesse em comum pode ser visto nos versos a seguir, como orar, cultuar, e fazer ou cumprir o propósito de Deus para a igreja.
c)     Nos sacramentos: o partir do pão, é uma clara referencia aos sacramentos da igreja, como a santa ceia por exemplo. Deus instituiu os sacramentos (santa ceia, batismo,) para serem levados a sério por parte da igreja, pois ao participar deles, o cristão se lembra de tudo o que Cristo fez para resgatá-lo das trevas para a sua maravilhosa luz. Não devemos participar da ceia do Senhor, ou do santo batismo, de qualquer forma, ou com irreverência, mas com temor e gratidão no coração.
d)     Nas orações: do grego proseuchomai, que pode significar oferecer oração, oferta etc. Podemos entender pelo original e pelo contexto de atos dois, que eles oravam não por obrigação, mas como se estivessem fazendo uma oferta a Deus! Orar exige dedicação, pois é uma batalha espiritual onde lutamos contra a carne (ver: Rm. 7.15-20), e contra os espíritos maus.

3)    Uma igreja que temia ao Senhor.

Como é triste ver o que algumas igrejas estão fazendo em seus cultos, a forma irreverente e até desrespeitosa com que tratam a Deus e a sua palavra. Igrejas que desejam mandar em Deus ou pior, fazer do Senhor e da fé uma fonte lucrativa e milionária. Pastores que constroem impérios aqui na terra em nome do reino dos céus. Mas ao olharmos a igreja dos tempos de Paulo, vemos uma igreja que lutava contra esses falsos pregadores que com sua teologia da prosperidade, não temiam ofender ao Senhor, nem ao menos sob a ameaça de um juízo final(ver: 1°Tm 6.3-10).  A igreja do Novo Testamento tinha o temor de Deus. Temor no original grego é phobos ou phebomai, é o termo phebomai, que esta no texto que estudamos no livro de Atos 2.43, e ele nos indica que a igreja tinha possivelmente assombro, espanto, admiração a Deus. O temor de Deus, significando um profundo sentimento de responsabilidade perante Deus ou Cristo.  

4)    Uma igreja que tinha sinais e maravilhas.

Muitos pregadores gostam de citar essa passagem, como sendo uma prova incontestável do poder do Espírito Santo sobre a igreja, mas se esquecem de atentar para o seguinte: os sinais e o poder derramado sobre a igreja foi o resultado da vida que a igreja levava, isto é, uma vida dedicada ao estudo e defesa do Evangelho, uma vida de oração, de testemunho, de união e de amor ao próximo.

5)    Uma igreja que tinha tudo em comum.  

O termo comum no grego é koinos que particularmente indica algo que pertence de igual maneira a todos. Ou seja, a igreja era unida, porque não pertencia a nenhum líder, nenhum papa cristão, mas pertencia a todos. Por isso, havia o desprendimento para com as coisas de Deus, e todos se davam literalmente na obra (ver: vs. 45,46). Esse quadro é muito diferente do encontrado em nossos dias, em que a maioria das igrejas possui um papa evangélico, mandando soberanamente em tudo, passando por cima de todos os que se opõe ou que não rezem segundo a sua cartilha.

6)    Uma igreja que tinha testemunho (v.47).
Com ações como essas, o Senhor Deus só poderia dar a sua benção e enviar as almas que seriam salvas (v.47). Percebam que o texto diz claramente, que o próprio Deus é quem envia as almas para a sua igreja e isso nada mais é que a eleição divina, que atua juntamente com a sua igreja (ver: At 13.48).
Conclusão:
Que igreja maravilhosa! Como era poderosa essa igreja e como Deus se manifestava no meio dela. Deus continua o mesmo, pronto a perdoar, a renovar e a usar a sua igreja como antes, mas e a igreja, continua sendo a igreja dos tempos apostólicos? Penso que precisamos voltar a ser a igreja do passado. Não falo a respeito de hinos, roupas, e regras, mas falo de atitude, compromisso, lealdade, fé e reverencia com as coisas de Deus.  
Deus vos abençoe!
Pr. Igor de Moura Cogoy


segunda-feira, 7 de julho de 2014




O cristão pode emprestar dinheiro a juros?

Olá amigos do blog ai graphai, é com alegria que volto a postar um novo estudo aqui em nosso blog, que é o maior e mais interessante blog de teologia de todo o vale do rio Tijucas! E o estudo de hoje, é uma resposta bíblica para alguns irmãos amados que acompanham o nosso blog, e que possuem dúvidas a respeito deste assunto, que de fato, causa dúvidas nos crentes sinceros, e muita confusão no meio dos arraiais evangélicos.
A questão em si, não é se podemos ou não emprestar dinheiro, mas sim, o que seria os juros segundo a palavra de Deus? Esse é o ponto principal para realmente elucidarmos essa questão.
Para isso, vamos tomar por base o texto de Levítico 25.36,37 que diz o seguinte:
“Não receberás dele juros nem ganho; teme, porém, ao teu Deus, para que teu irmão viva contigo. Não lhe darás teu dinheiro com juros, nem lhe darás o teu mantimento por causa de lucro”.
E o texto de Deuteronômio 23.19-20 que nos diz o seguinte:
“A teu irmão não emprestarás com juros, nem dinheiro, nem comida, nem qualquer cousa que se empresta com juros. Ao estrangeiro emprestarás com juros, porém a teu irmão não emprestarás com juros; para que o Senhor teu Deus te abençoe em todos os teus empreendimentos, na terra a qual passas a possuir”.
Uma vez que estamos de posse desses textos maravilhosos da palavra de Deus, podemos retirar deles a palavra juros (usura), para sabermos o significado desse termo no texto original, isto é, no hebraico. Podemos ver que o texto de levítico é uma clara proibição dos juros entre os israelitas, porém, em Deuteronômio, vemos que essa prática comercial é perfeitamente aplicável com os estrangeiros. A palavra usura, ou juros, vem dos termos neshek, “usura”, e marbît, “juro extra”. Segundo o Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, pg. 1011, o texto de Lv. 25 não pode estar se opondo a cobrança de juros, pois a passagem fala da escravização do devedor (ver. 25.39). Também é dito na referida página, que naquela época, os empréstimos eram feitos já com os juros descontados! Por exemplo, se alguém precisava de 80 siclos para saudar uma dívida, deveria pedir um empréstimo de 100 siclos, pois os juros já eram descontados na hora, sendo que juros posteriores eram totalmente proibidos, mas caso não conseguisse quitar sua dívida com o credor (agiota), o devedor se tornava um escravo. Porém o código levítico ordenava um tratamento justo e humano para com a pessoa escravizada “Também se teu irmão empobrecer, estando ele contigo, e vender-se a ti, não o farás servir como escravo” (Lv. 25.39). Em fim, havia permissão de se cobrarem juros, mas não juros irreais (usura), que traria a ruína e o empobrecimento do irmão israelita.
Mas é claro, que nem todos os israelitas não obedeceram à lei de Deus, e cobraram impiedosamente os juros, até o ponto de Deus os repreender por meio dos profetas “...usura e lucros tomaste, extorquindo-o; exploraste o teu próximo com extorsão; mas de mim te esqueceste, diz o Senhor Deus.” (Ez 22.12). Mas aqueles que temiam de fato ao Senhor se guardaram de cobrar juros abusivos dos irmãos, e creram na prosperidade divina sobre as suas vidas “O que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.” (Sl. 15.5).
Mas, e os estrangeiros? Os israelitas poderiam emprestar dinheiro a juros para eles?
Ao que tudo indica, para os estrangeiros que viviam em meio ao povo de Israel, ou os que vinham das nações vizinhas, era permitido cobrar juros “Ao estrangeiro emprestarás com juros; porém a teu irmão não emprestarás com juros” (Dt. 23. 20).
Bom, para concluirmos este pequeno estudo, transcrevo mais uma passagem, dessa vez do Novo Testamento: “Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6.21).
 Devemos entender o caráter das leis de Deus sobre empréstimos e juros, e entendermos que o mais importante nesta vida não é juntarmos tesouros e glórias aqui neste mundo, mas sim no céu. E que fazer fortuna em cima da fraqueza e desgraça alheia, entristece o coração de Deus.
Não quero dizer com isso, que a Bíblia proíbe a prática de juros ao cristão, mas sim, que ela nos aconselha a agirmos com justiça, não nos esquecendo a quem servimos.
Que Deus vos abençoe!
Soli Deo Glória!
Pr. Igor De Moura Cogoy


quarta-feira, 2 de julho de 2014





Três verdades a respeito de Jesus em relação ao Pai

“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).

Olá amigos do blog AI GRAPHAI, neste estudo que coloco a disposição dos amados, pretendo falar de uma parte importante do discurso de despedida de Jesus para os discípulos, onde ele claramente preparava seus discípulos para a vida sem o mestre.
Neste verso seis, vemos três verdades fundamentais que Cristo passa aos seus seguidores, verdades que se mostram indispensáveis até o fim de todas as coisas, e principalmente nos dias de hoje, onde o liberalismo teológico parece corromper até os seminários teológicos, ensinando um Jesus fraco, liberal e sem santidade. Uma pena, mas a triste realidade dos nossos dias é que as pessoas não sabem mais quem foi, e quem é Jesus Cristo.
Este estudo, portanto tem como finalidade resgatar a verdade a cerca de Cristo, verdade esta, não construída pela mente e propósitos humanos, mas pela própria declaração e testemunho de Cristo a cerca de si mesmo. E Ele nos diz o seguinte:

1)      Jesus é o caminho. O caminho para qual destino? O Pai. Jesus é o caminho para Deus o Pai! E a confirmação disso, está nos primeiros versos do capítulo quatorze: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14.2,3). Amados, a vida pode te oferecer vários caminhos e escolhas, mas o único caminho que te leva para o céu é Cristo! Só ele pode te levar para o céu, pois é o único mediador entre Deus e os homens (1Timóteo 2.5), e o único que deu a vida por você naquela cruz.  

2)      Jesus é a verdade. Mas que verdade? A verdade do Pai. Toda a verdade que conhecemos a cerca de Deus o Pai, nos é revelada em Cristo Jesus. Portanto, não existe outra verdade fora de Cristo. E nenhuma religião ou profeta que não esteja ligado a Cristo, pode te conduzir a verdade plena de Deus, mas somente Cristo, pois ele veio a esse mundo nos guiar em toda a verdade de Deus, e quando fez este discurso aos discípulos, fez questão de dizer que os ensinos que transmitia aos discípulos não eram dele, mas do Pai (Jo 14.10). Por isso, toda a doutrina religiosa e soteriológica (que se refere à salvação), têm que ter Cristo como base e centralidade, se não, deve ser descartada.

3)      Jesus é a vida.  Que vida é essa? A vida eterna junto a Deus o Pai. Jesus é a nossa garantia de vida eterna, ou seja, de que um dia, todos aqueles que nele creram e que por ele foram conduzidos ao Pai, serão ressuscitados e viverão eternamente com ele: “Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros. Ainda por um pouco, e o mundo não me verá mais; vós, porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis. Naquele dia, vós conhecereis que eu estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós” (João 14.18-20).  Jesus morreu na cruz, mas ressuscitou, e porque ele venceu a morte, nós, que estamos nele pela fé, também venceremos, e isso, no dia em que Jesus voltar para buscar seu povo e cumprir sua promessa, a saber: “E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14.3). Não sabemos o dia nem à hora do retorno de Jesus, nem da ressurreição dos mortos, mas temos a plena convicção, que esse dia chegará e que será um dia glorioso para aqueles que entregaram suas vidas aos pés do mestre e trocaram os prazeres desta terra pela glória de Cristo.

Talvez, a vida esteja te oferecendo muitos caminhos, muitas verdades, e quem sabe até prometendo uma vida maravilhosa. Mas você deve analisar se esses caminhos são os caminhos de Deus, se esses caminhos, vão levar-te ao céu. Pois se o ditado popular reza que todos os caminhos levam a Roma, a verdade que está em cristo diz que somente Cristo te conduz a presença do Pai celestial.
Talvez alguém tenha te mostrado muitas verdades, mas saiba, que a única que pode salvar a tua alma é a verdade que está em Cristo Jesus! Não existe salvação ou verdade eterna sem Cristo. Pode haver salvação fora da igreja, mas não fora de Cristo. Pense nisso.
Pode a te ser, que muitos tem te conduzido a uma vida de festas e alegrias constantes, mas a verdadeira felicidade só Cristo pode te dar. Pode ser que o teu estilo de vida te faça feliz, mas saiba amigo (a), que o verdadeiro sentido, e a verdadeira plenitude da vida, estão em Cristo Jesus. Você pode se sentir feliz, mas só se realizará como pessoa, no dia em que entregares tua vida a Cristo.
Que Deus possa te abençoar e realizar os teus sonhos e projetos nele, que é o autor da vida e a rocha da nossa salvação. Que Cristo Jesus, nosso Senhor e mestre, te conduza no caminho da verdade e da vida eterna.
 A Ele toda a glória, a Ele, toda a honra, e a Ele, todo o louvor.
Pr. Igor de Moura Cogoy

sábado, 28 de junho de 2014

Calvinismo fácil de se entender!

Gosto muito dos textos e vídeos de Nicodemus, pois sempre são pautados no respeito, na lógica, e sobre tudo na palavra de Deus!

quinta-feira, 26 de junho de 2014







Os livros Apócrifos


Este estudo é para os alunos do nosso curso de teologia e visa complementar as informações da nossa última aula. Estamos estudando o Antigo Testamento, mais precisamente o Pentateuco e como prometi na aula, coloco a disposição dos alunos um material sobre os livros apócrifos, esse estudo não é de minha autoria, pego emprestado do livro Deus e Seu Povo Vol. 1. De autoria de William S. Smith, e editado pelo CEIBEL que pertence ao Instituto Bíblico Eduardo Lane. Pois bem, feita as devidas considerações vamos ao que interessa eis o texto:
 Provavelmente você já sabe que o Antigo Testamento numa Bíblia Católica contém alguns livros que não se incluem em nosso Antigo Testamento. Sabia que são sete em número? Sabe o nome deles? São: Sabedoria, Eclesiástico (não confunda com Eclesiastes!), Baruque, Tobias, Judite e 1-2 Macabeus, além de alguns acréscimos aos livros de Ester e Daniel. Estes livros são chamados deuterocanônicos pelos católicos, e apócrifos pelos protestantes. Pertencem eles ao Antigo Testamento ou não?
No decorrer da história da igreja, levantaram-se várias vozes em oposição aos livros apócrifos, inclusive a de Jerônimo, o ilustre tradutor da Bíblia para o Latim (do quinto século). Mesmo assim, eles sempre desfrutaram uma boa aceitação, às vezes até oficializada PR um ou outro concílio da igreja.
No século dezesseis, contudo, os reformadores renovaram a oposição à inclusão dos livros apócrifos na Bíblia. Lutero os inclui, mas fez nítida distinção entre eles e os demais livros. Calvino e seus discípulos rejeitaram-nos por completo. Apesar disso, até o início do século corrente (século 20), a inclusão dos livros controvertidos nas edições protestantes da Bíblia em vários países era muito comum. E na segunda metade deste século, os livros apócrifos de novo tem sido incluídos em várias Bíblia editadas por protestantes no exterior. Na igreja Católica Romana, o Concílio de Trento (1546), em oposição aos reformados, definitivamente oficializou o Antigo Testamento mais amplo. E a igreja Grega Ortodoxa aceita ainda mais dois ou três livros que não se incluem em nossa Bíblia! Quem é, portanto que tem razão?
O fato é que a discussão a respeito da amplitude do Antigo Testamento já existia antes de nascer a Igreja. Uns dois séculos antes do nascimento de Cristo, os judeus que moravam no Egito traduziram o Antigo Testamento para sua própria língua, isto é: para o grego. Assim existia o Antigo Testamento em duas línguas: Sua original, ou seja, o hebraico, e a da tradução, a saber: o grego. Mas no decorrer dos anos, o Antigo Testamento grego (chamado de Septuaginta) começou a ter alguns livros não incluídos no Antigo Testamento original, ou seja: o Antigo Testamento hebraico. Assim se tornou mais amplo o Antigo Testamento grego.
O Antigo Testamento da Igreja Católica é mais amplo porque ele conserva, falando a grosso modo, todos os livros do Antigo Testamento grego. E, de maneira semelhante, nosso Antigo Testamento tem apenas trinta e nove livros, porque as igrejas protestantes seguem, neste assunto, o Antigo Testamento hebraico. Mas não é o caso que a “Bíblia missionária” da Igreja primitiva foi a grega? E quando os escritores no Novo Testamento citam o Antigo, não é que eles, de preferência, citam o Antigo Testamento grego? E não é verdade que tanto a Bíblia Católica como a dos protestantes conservam a ordem dos livros seguida no Antigo Testamento grego? Levando em conta somente essas considerações, parece que a razão está ao lado daqueles que seguem o Antigo Testamento grego, ou seja: o da Igreja Católica.
Mas nós achamos que há duas considerações fortes a favor da posição protestante , isto é: de adotar somente os livros do Antigo Testamento original, ou seja do Antigo Testamento hebraico.
Primeiro: os livros apócrifos caem muito abaixo do nível geral dos livros do Antigo Testamento hebraico. São inferiores literária e teologicamente.
Os livros apócrifos refletem o judaísmo tardio que os produziu, sendo caracterizados por legalismo, magia, nacionalismo, exageros e erros.
Em segundo lugar, será que Jesus e os apóstolos não nos orientam quanto a esta questão? Para saber isto, basta estudar um pouco o Novo Testamento.
E será que os livros apócrifos são citados no Novo Testamento? Admitimos que há umas poucas referências cujas origens são difíceis de identificar (Lc 11.49; Jo 7.38; Rm 1.19-32; 1Co 2.9; 6.2; Ef 5.14; Tg 4.5). Mas mesmo supondo que há, em um caso ou outro, uma alusão a um escrito que não está no Antigo Testamento hebraico, nem sempre é possível estabelecer que os autores do Novo Testamento consideram tal escrito como pertencente as  Sagradas Escrituras. Assim não é fácil comprovar que um ou outro escrito apócrifo foi considerado como parte das Escrituras Sagradas pelos autores do Novo Testamento.
Talvez em Judas 14,15 tenhamos a única citação dum livro judaico que não faz parte do Antigo Testamento hebraico, onde se cita expressamente o livro de Enoque. Mas este livro não somente não esta contido no Antigo Testamento hebraico; ele também não faz parte do Antigo Testamento grego. Outrossim não é possível afirmar com certeza que Judas considerou o livro de Enoque como Escritura Sagrada. Assim um segundo argumento para não aceitarmos os livros apócrifos é por causa do Novo Testamento, onde eles não são citados como sendo genuínos.

sábado, 21 de junho de 2014






A SOBERANIA DA IGREJA DE CRISTO


“... edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18b).
Olá amigos do blog AI GRAPHAI, neste estudo, darei a continuidade a série SOBERANIA, e no tema de hoje que é o último da série, falarei sobre a soberania da igreja de Cristo.
Amados, a igreja pode passar por muitas dificuldades, escândalos e até perseguições, mas nada pode parar a marcha da igreja triunfante e militante. Isso, porque ela não surgiu da vontade e do intelecto humano, mas sim da vontade e dos propósitos divinos. Foi o próprio Deus quem a concebeu, e lhe capacitou a resistir e triunfar até o final da história desse mundo.
Mas talvez você se pergunte: - Como que a igreja pode estar em uma marcha triunfante e vitoriosa, se ao olharmos para as igrejas modernas e até mesmo as tradicionais, só enxergamos maus exemplos e pecados de todas as formas? Por incrível que pareça, essa é uma pergunta bem fácil de ser respondida, pois ao olharmos para a palavra de Deus podemos ver de maneira bem clara que existem duas igrejas! Uma espiritual, que como já disse segue triunfante e militante, buscando a glória de Cristo e ganhando almas para o reino de Deus e composta de crentes de todas as partes do mundo (Apocalipse 5.9) e de várias denominações espalhadas pelo globo terrestre. A outra é uma igreja física e materialista, onde o que importa não é a glória de Deus, mas sim a glória dos homens! Essa visa o crescimento financeiro e material dos crentes, pouco se importando com o destino eterno de seus membros. O que realmente importa é o crescimento de seus impérios religiosos que representados por seus bens materiais (Catedrais, emissoras de rádio e televisão, e etc.), enganam e atraem muitos incautos e crentes carnais, que sucumbem aos seus engodos e demonstram como aqueles, o amor as riquezas e prazeres da vida terrestre. A seguir eu mostrarei o porquê que a igreja de Cristo é soberana e invencível:
1)      A igreja de Cristo é soberana, porque foi escolhida por Deus. Deus em sua infinita sabedoria e graça planejou como seria sua igreja, e escolheu até quem iria pertencer a sua igreja: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda a sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados.” (Efésios 1.3-7).

2)      A igreja de Cristo  é soberana, porque foi comprada por Deus. O próprio Deus pagou o preço para que sua igreja fosse triunfante na terra, ou seja, tudo o que era necessário para a edificação e justificação da igreja, foi pago com o sacrifício de seu filho Jesus Cristo: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constitui bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (Atos 20.28). E ainda: “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1 Pedro 1.18,19).

3)      A igreja é soberana, porque é preservada por Deus.  A igreja recebe da parte de Deus a proteção para seguir triunfante, isso não quer dizer que a igreja não peque ou que os crentes não errem, mas sim que eles possuem da parte de Deus a proteção para que ainda que caiam, tornem a se levantarem. E também a proteção divina, não significa que o crente não sofrerá nesta terra mal algum, mas sim, que será preservado por Deus da ira futura: “e para guardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1Tessalonicenses 1.10); e ainda: “Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno” (2 Tessalonicenses 3.3). A soberania da igreja se estende até o período da tribulação, onde vemos Jesus falando o seguinte: “porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados. Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos Cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mateus 24.21-24). Como podemos ver, a igreja pode passar por maus e terríveis dias, dias de apostasia, pecado e escândalos, mas sobreviverá a tudo isso porque Deus irá preservá-la, sustentá-la e resgatá-la no dia da sua vinda: “E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombetas, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mateus 24.31). E isso, porque Cristo ama a sua igreja: “Vós, maridos, amai as vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5.25 RC).  
4)      A igreja de Cristo é soberana, porque ela é a coluna e baluarte da verdade. Em um mundo tão hostil, e cheio de superstições, a igreja de Cristo, é a coluna da verdade, ou seja, é a única capaz de conduzir a humanidade no caminho de Deus e a lutar pelos padrões divinos de moralidade. Os ensinos da igreja de Cristo são verdadeiros e conduzem os homens ao conhecimento da vontade de Deus: “Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1 Timóteo 3.14,15). Sem a igreja, o homem está perdido, não existe luz, pois a igreja é a luz desse mundo: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso pai que está nos céus.” (Mateus 5.14-16). Por favor, entenda que a igreja que estou falando, não é a material e denominacional, mas sim, a igreja invisível, composta de crentes oriundos de todos os lugares e denominações, a igreja que Cristo edificou e prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam sobre ela! (Mt 16.18.b).
Muito se poderia falar sobre a Igreja de Cristo e sua soberania, pois ela é a noiva do Cordeiro, que espera a chegada do seu noivo para juntos desfrutarem das bodas celestiais, mas penso que o que foi exposto aqui já é o suficiente por hoje, para mostrar que a igreja de Cristo é linda, preciosa e amada por Deus. Não nego que existem muitas falhas e escândalos no meio da Igreja, mas ainda assim, ela é a coluna da verdade e sempre que se der de conta do papel e do dever que pesa sobre os seus ombros, e se voltar para Deus, este a levantará novamente e a usará como sempre a usou para cumprir os seus propósitos.
Por isso amado, ame sua igreja! Lute por ela! Faça dela uma igreja viva e abençoada por Deus, ajude o seu pastor a manter a pureza e a alegria da igreja, participe mais e vibre mais com a igreja em que Deus te colocou. Não abandone sua igreja, ore por ela e Deus vai te abençoar.
Que Deus vos abençoe!
Pr. Igor de Moura Cogoy

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Blog AI GRAPHAI no EEEBSJB

É com muita alegria, que aviso aos amigos do Blog AI GRAPHAI, que nosso blog pode ser visitado através do blog do colégio de São João Batista (Ver: http://eebsjb.blogspot.com.br/2014/06/blog-do-professor-igor.html). 
Espero através desse blog, atrair a atenção dos alunos de nossa escola para refletir um pouco mais na espiritualidade, fé, e vivência cristã. E para terminar, deixo um verso da Bíblia para todos os alunos de nossa querida escola: "Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento" (Eclesiastes 12.1). Um abraço a todos!
Professor Igor de Moura Cogoy

Sobre Seminários e Cursos de Teologia - Augustus Nicodemus.

terça-feira, 10 de junho de 2014






A Soberania da Palavra de Deus

“Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Salmo 119.11)

Olá amigos do Blog AI GRAPHAI, hoje vamos continuar com a série Soberania.  E abordarei um tema muito interessante. Que muitos acreditam valorizar e crer, mas que infelizmente, na prática está sendo desprezada ou ignorada a sua importância real. A soberania da palavra de Deus. Amados, a palavra de Deus é soberana, ela é o guia de todo o cristão. Nossa fé e nossas doutrinas têm que estar fundamentados na Bíblia. A Bíblia é a maior autoridade dentro de uma igreja, visto que ela é a própria boca de Deus falando ao homem, e nela, consta a vontade divina sobre todos os assuntos concernentes ao viver cristão. Por tanto, nenhuma igreja ou pastor, possui autoridade doutrinária e espiritual acima da Bíblia, mas todos devem obedecer e honrar a palavra de Deus. A Bíblia deve ser soberana sobre todas as experiências espirituais da igreja, e nenhuma igreja deveria valorizar mais suas experiências espirituais do que valorizar a Bíblia! Mas infelizmente, não é o que se vê nos arraiais dos crentes brasileiros e no mundo.
O próprio Deus confirma a importância das Escrituras quando afirma o seguinte: "Disse-me o Senhor: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir" (Jeremias 1.12), e ainda: "Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei" (Isaías 55.11). Por isso, proponho neste estudo fazer uma análise para ver se as igrejas ditas evangélicas estão pregando e vivendo a soberania da palavra de Deus em suas comunidades. 
É comum ouvirmos pregadores inflamados em seus púlpitos afirmarem que ali esta sendo anunciado o verdadeiro Evangelho! Ou que naquela igreja a palavra de Deus é pregada de verdade! Mas eu fico me perguntando: será verdade?
O que seria realmente pregar a palavra de Deus? E como podemos identificar se uma igreja esta fundamentada na palavra de Deus? Não há dúvidas que todas as igrejas evangélicas e até mesmo as seitas pseudo-cristãs (Adventistas, Testemunhas de Jeová, Mórmons) afirmam estarem seguindo os ensinamentos da Bíblia e pregando doutrinas bíblicas. Mas como podemos descobrir a verdade sobre essas afirmações? Só temos uma alternativa se realmente queremos saber onde esta sendo anunciado o verdadeiro Evangelho, e onde a Bíblia é realmente exaltada como a palavra de Deus. E essa alternativa, é a própria palavra de Deus! Ninguém mais poderia julgar se uma igreja ou instituição está ou não fundamentada na palavra de Deus se não ela, que é a própria palavra inspirada e guia de todo cristão sincero em matéria de fé e prática.
A partir de agora, prepare-se para confrontar sua realidade cristã, para ver se em sua igreja é anunciada a verdade da palavra de Deus, ou se a palavra pregada lá é resultado das muitas invenções e imaginações do coração do homem.  

A soberania da palavra de Deus é confirmada na igreja quando:

a)      Todas as doutrinas estão fundamentadas na palavra de Deus. Uma igreja ou um pastor, não pode simplesmente colocar sua crença e suas experiências “espirituais” acima da palavra de Deus, mas deve submeter seus conceitos a palavra de Deus. Uma crença para que possa ser considerada doutrina bíblica, deve constar em mais de uma passagem da Bíblia, mais do que em um livro dela, mas deve estar inserida em vários livros da Bíblia. Não podemos criar uma doutrina com base em um só verso! Mas devemos conferir se o que esta sendo pregado em nossas igrejas, está realmente fundamentada na Bíblia: “Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17.11). Queridos, sempre que a palavra de Deus é confrontada com as experiências espirituais dos líderes ou dos ditos profetas da igreja, fique com a palavra de Deus, seja como os crentes de Bereia, que a cada mensagem que recebiam, verificavam se a mesma estava fundamentada na palavra de Deus.

b)      Todo o avivamento espiritual deve ser confirmado pela bíblia. Não existe avivamento do Espírito fora da palavra de Deus! Pois Deus não vai contra a sua palavra. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos” (Atos 4.42,43).  Percebam que os sinais (milagres, curas, revelações, e etc.) estão citados aqui, como sendo resultado direto das coisas citadas antes! Ou seja, os sinais só aconteceram porque os apóstolos e a igreja perseveravam no estudo e no ensino da Bíblia. Nenhum avivamento é genuíno se não estiver alicerçado na palavra de Deus. Amados, o simples fato de alguém “curar” ou “operar milagres” em nome de Deus, não prova que esse movimento é de Deus, pois a Bíblia nos adverte que muitos fariam milagres em nome de Deus, mas que não teriam parte alguma com ele: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7. 21-23). Vejam que aqui, Jesus coloca como padrão para sinais e milagres divinos autênticos, o fazer a vontade de Deus. E onde podemos descobrir qual é a vontade de Deus? Na Bíblia, a palavra de Deus. É através dela, que verificamos se o avivamento ou milagre operado por pregadores e ministérios são genuínos. Não podemos ter medo de julgarmos as mensagens, profecias e os milagres que vemos, pois a Bíblia nos adverte que nos últimos tempos, viriam falsos mestres e operadores de milagres que enganariam a muitos: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduziram, dissimuladamente, heresias destruidoras, até o ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme.” (2° Pedro 2.1-3).  O interessante, é que nessa passagem podemos ver claramente que os falsos profetas e falsos mestres introduzirão dissimuladamente as heresias e os falsos milagres, isto é, misturarão a verdade da palavra de Deus com as mentiras de seus ensinos. Mas por quê? A parte b do texto explica: “movidos por avareza, farão comércio de vós”. Algum leitor desse blog já viu algum pastor televisivo fazer ato profético vendendo Bíblia por R$ 900,00?  Qualquer semelhança, não é mera coincidência.
c)       Quando o estudo da Bíblia é incentivado na igreja. Igreja que não tem escola bíblica dominical, grupos familiares e até células para estudar a Bíblia, não é uma igreja comprometida com a verdade divina. A Bíblia deve ter um espaço de honra na igreja e em seus departamentos ou eventos. A pregação deve ter um espaço especial nos cultos, pois Crente que não estuda a Bíblia cai facilmente nas heresias dos falsos profetas e das seitas cristãs. O apóstolo Paulo, prevendo tempos difíceis em que a igreja não daria ouvidos e atenção a palavra de Deus, admoesta a Timóteo da seguinte maneira: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1°Timóteo 4.16). É importante falar aqui do dever que temos como pastores, de pregar e de valorizar a pregação bíblica na igreja. Nós não fomos chamados para entreter a igreja, nossa missão não é distrair e prender as pessoas nos cultos e atividades da igreja, mas nosso chamado é para pregar o Evangelho: “Tu, porém, fala o que convém á sã doutrina” (Tito 2.1).   
d)      Quando os Ministros da Igreja se submetem aos preceitos da Bíblia. Por incrível que pareça, grande parte dos pastores e obreiros nas igrejas evangélicas brasileiras nunca leram a bíblia inteira! Isso é um absurdo, mas é verdade. O que dizer então do estudo teológico! Outro absurdo infelizmente. Mas o que mais me deixa estarrecido, é o fato de que os fiéis não se importam com isso, ou seja, para eles, pouco importa se estão sendo pastoreados e ensinados por alguém que mal sabe ler, ou que não tira o tempo nem para ler as escrituras. Para grande parte dos evangélicos brasileiros, o mais importante na mensagem a ser pregada, é que ela seja: engraçada, atraente, “avivada” (entende-se= barulhenta), e principalmente que fale de prosperidade, restituição ou curas. Queridos, não estou sendo arrogante soberbo ou insensível com os colegas leigos no ministério, estou apenas sendo sincero. Devemos valorizar nossos pastores verdadeiros, que tiraram tempo para se preparar para a obra, que meditam e estudam a Bíblia antes de pregar na igreja. Devemos valorizar o ministério pastoral e exigir pastores formados, que realmente estão comprometidos com o ensino da palavra de Deus e não dar nossos púlpitos a qualquer um que se intitula pastor. É por falta de zelo com a palavra de Deus, que a igreja evangélica brasileira está do jeito que está, com cultos recheados de heresias, de falsas unções, e com extravagâncias sem propósitos definidos. Se o candidato ao ofício pastoral não tem tempo para cursar um seminário teológico, então não seja pastor! Que ocupe-se com outra área na igreja, menos o pastorado. Se o candidato possui um chamado, mas não possui condições financeiras para ir estudar teologia, a igreja deve ajudá-lo, pois fazendo assim, se mostra zelosa e preocupada com o ensino genuíno da palavra de Deus. É claro que não apenas de teologia e dogmática se faz um pastor, por favor, me entendam. Mas o tema desse estudo é sobre a soberania da palavra de Deus, e por tanto é esse o meu foco de hoje.
Muito poderia ser dito sobre a soberania da Palavra de Deus, mas acredito que esse paralelo que fiz entre a soberania da Bíblia na igreja brasileira, já serve para nos mostrar o lugar de honra que a palavra de Deus deve ter em nossas igrejas e eventos. Também é possível analisar, se sincero formos, o quanto nossa igreja está comprometida com a palavra de Deus, e o quanto nossos pastores valorizam a Bíblia. Até o próximo estudo da série Soberania.
Soli Deo Glória!
Pr. Igor de Moura Cogoy