terça-feira, 13 de maio de 2014




Chamados a liberdade. Mas não para pecar!



“Porque vós, irmão a liberdade; porém, não useis da liberdade para dar ocasião a carne” (Gl 5.13).
Escrevo este post, com pesar no coração, pois me entristece ver a situação em que se encontra a liturgia e o ensino da palavra em muitas igrejas contemporâneas, onde o louvor tem sido substituído por músicas, que na maioria das vezes de tão barulhentas ou rápidas, mal da para entender a letra. É o pós modernismo na igreja! Isso sem falar das letras! Que não trazem mensagens de transformação e muitas não são teologicamente corretas. Em muitos cultos, na hora do louvor quem passa em frente de certas igrejas não consegue discernir se o que esta acontecendo ali é uma reunião religiosa, um culto, ou um show! Pois há de tudo: bailes, danças, luzes, fumaça, música pesada, ou o pior, rap!  Uma verdadeira babilônia onde não há ordem e respeito às coisas de Deus.
Na igreja de nossos dias, é proibido ser igreja! É errado e totalmente antiquado desejar ser igreja, o que vale é mostrar para o mundo que nós mudamos que não somos carolas ou quadrados, mas que aceitamos o mundo e o mundanismo dentro da igreja, e junto com ele, todos os tipos de músicas na adoração, e que nossas reuniões são agradáveis e modernas e nossa mensagem é voltada para as necessidades do crente, nosso evangelho é antropocêntrico.
Na igreja de nossos dias, estudar a Bíblia e suas doutrinas é desnecessário, pois como poderei pregar sobre bênçãos e maldições, quebra de maldições, e batalha espiritual, se eu ensinar as verdades da bíblia? Como poderei sustentar meu apostolado se os crentes da minha igreja conhecer de fato as escrituras? Então a Bíblia vai sendo esquecida nos bancos das igrejas, nos criados mudos das casas dos crentes, e a igreja vai ao embalo dos “louvores da nova unção” e nos ensinos supersticiosos de pastores de desconhecem a teologia, ou que pelo menos quando a cursaram, excluíram de seus cursos matérias tão importantes como a hermenêutica e a crítica textual das escrituras.
A igreja de nossos dias parece ter vergonha do passado. A igreja de nossos dias tem vergonha de ser igreja! E parece se envergonhar dos reformadores, que literalmente entregaram suas vidas no altar de Deus que como os cordeiros que eram sacrificados nos rituais do Antigo testamento, muitos reformadores foram queimados em praças públicas, diante de multidões que em êxtase os insultavam e riam da desgraça deles. Esses reformadores do passado, que hoje seus ensinos são desprezados pelo neo-pentecostalismo, passavam muitas horas do dia aos pés do Senhor, em oração e consagração total. Os hinos que cantavam e compuseram, nasceram de corações gratos, e muitas vezes até angustiados pelas lutas e perseguições religiosas cruéis que sofriam, eram resultados de vidas consagradas e experimentadas na obra. Seus ensinos eram a prova do que Deus estava fazendo na vida da igreja. Mas infelizmente muitos não compreenderam a mensagem da reforma, e semelhantemente a igreja atual, zombaram e se desfizeram do sangue, suor e lágrimas dos reformadores e heróis do passado. Eles morreram e pagaram o preço pela fé em um Deus que perdoava pecados, que transformava vidas, que quebrava todas as maldições e pactos do passado dos crentes na hora da conversão, um Deus que tinha sido crucificado para nossa total libertação.
O apóstolo Paulo advertia a igreja da Galácia, que Cristo era a nossa liberdade, mas essa liberdade não era para o pecado. Ela era para a nossa alegria e deleite espiritual, deveria nos aproximar de Cristo, da santidade, da fé e da vontade de Deus. Era para nos proporcionar o poder sobre o pecado e sobre a nossa velha vida. E não para conciliar nossa vontade de pecar com a santidade de Deus. Outro apóstolo advertiu a igreja para não amar o mundo, nem o que no mundo há (1° Jo 2.15), mas a igreja de nossos dias parece ignorar o conselho dos apóstolos, trazendo para seus cultos e rituais litúrgicos, os costumes do mundo. A musicalidade mundana, concebida em meio a goles de cerveja e inspirada muitas vezes em meio ao efeito das drogas e entorpecentes, ou estilos musicais claramente criados por pessoas envolvidas ou sob influencia demoníaca são cantados em muitas igrejas com letras “cristãs”. Tudo isso é permitido e incentivado por pastores que se acham mais sábios que os apóstolos, e afirmam que Satanás não é o criador de nada! Que todos os ritmos são ou foram criados por Deus. Mas eu pergunto aos defensores dessa ideia: Deus não deu a capacidade criadora ao homem? O ser humano não é capaz de criar coisas grandiosas? Se o homem é capaz de criar muitas coisas, por que só Satanás não é criador de nada? Por que ele não pode ter criado ritmos que o ajudem a dominar mentes e corações? Todos sabem o poder que a música causa nos seres humanos e até nos animais, será que Satanás não usa isso para seu proveito? Pelo o que vejo, a ideia que o diabo não pode criar ritmos musicais não tem respaldo bíblico nem lógico.
Está na hora da igreja parar de brincar com as coisas de Deus e com as trevas, está na hora da igreja assumir sua identidade e se orgulhar de ser igreja! Não podemos ter vergonha de ser o que somos e nossos cultos tem que agradar a Deus e não a musicalidade do homem, as nossas mensagens têm que falar de arrependimento, de fé, de concerto, e não apenas de conforto, e prosperidade. A igreja de nossos dias tem que parar de ser supersticiosa e começar a valorizar a Bíblia, dar valor ao que realmente está escrito na Bíblia, e não o que eu acho que ela esta dizendo. Vamos pregar mais sermões expositivos, bíblicos e exegeticamente corretos! Vamos ser igreja e realmente fazer a diferença nesse mundo.
Na paz e no amor de Cristo, a Ele: Soli Deo Glória!
 Pr. Igor de Moura Cogoy

2 comentários:

Anônimo disse...

Muito interessante o conteúdo, verdade pura, estamos vivendo tempos difíceis.

Blog AI GRAPHAI disse...

Muito obrigado anônimo por sua visita, volte sempre!