domingo, 13 de julho de 2014

Igreja do Novo Testamento




6 Verdades acerca da igreja do Novo Testamento que não são pregadas na igreja moderna
Olá amigos do blog ai graphai, esta semana promete, pois tenho preparado dois textos maravilhosos para compartilhar com a igreja de Cristo. E o primeiro, é este que nos fala da igreja primitiva, a igreja do Novo Testamento.
Tomo como base, vários textos de todo o Novo Testamento, mas como texto principal, faço uso do texto de Atos dos apóstolos que diz o seguinte: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, a medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At. 2.42-47).
Nesse estudo pretendo mostrar os fatores que levaram a igreja do Novo Testamento a viver desta forma, e para isto, aponto e explico as seis verdades acerca da igreja do Novo Testamento que não são pregadas nas igrejas modernas. As seis verdades são as seguintes:

1)    Uma igreja dedicada.

A palavra perseverar no grego do Novo Testamento é proskartereo, e pode ser aplicada dentro de suas variações etc. para se referir ou dar os seguintes sentidos: ansioso com relação a; perseverar; diligente; comparecer assiduamente. Em fim, podemos dizer que era uma igreja que se dedicava, e se esforçava para manter uma fé pura e genuína! Se dedicar significa esforço, o que nos indica que já nos primeiros anos da igreja, ela lutava contra as falcas doutrinas e conceitos humanos, que são tão prejudiciais ao corpo de Cristo até os dias de hoje.

2)    No que se dedicava a igreja do Novo Testamento?
Havia entre os primeiros cristãos, o sentimento de manter a fé e os ensinos que receberam diretamente de Cristo, nos anos de discipulado que os apóstolos tiveram com o mestre. Por isso, os apóstolos foram importantíssimos (ver o estudo aqui no blog sobre os apóstolos modernos: http://blogaigraphai.blogspot.com.br/2014/04/apostolos-o-movimentoapostolico-de.html ) para a igreja nos primeiros anos, os anos de sua formação e fundamentação. Eles lançaram o fundamento doutrinário da igreja, criando o sistema de crença e fé da igreja apostólica, o que pode ser constatado na carta do próprio apóstolo Paulo aos efésios, que diz o seguinte: “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor” (Ef 2.20,21). Para manter essa fé genuína e pura, a igreja se dedicou a buscar e a manter os seguintes costumes:
a)     Doutrina: “perseveravam na doutrina dos apóstolos”. Eles estavam unidos contra toda a forma de ensino que se distanciasse dos ensinos dos apóstolos. Na verdade, podemos ver em todo o Novo Testamento um grande esforço da igreja contra as heresias que tentavam se infiltrar na igreja, e para manter a pureza da doutrina apostólica (ver: Atos 20.29,30; 1°Tm 4.16; 2°Tm 4.1-5; 2°Pe 2.1-3; 3.14-18).  
b)    Na comunhão: do grego koinonia ou koinoneo, podendo os termos ser traduzidos como participar por causa de um interesse em comum. O interesse em comum pode ser visto nos versos a seguir, como orar, cultuar, e fazer ou cumprir o propósito de Deus para a igreja.
c)     Nos sacramentos: o partir do pão, é uma clara referencia aos sacramentos da igreja, como a santa ceia por exemplo. Deus instituiu os sacramentos (santa ceia, batismo,) para serem levados a sério por parte da igreja, pois ao participar deles, o cristão se lembra de tudo o que Cristo fez para resgatá-lo das trevas para a sua maravilhosa luz. Não devemos participar da ceia do Senhor, ou do santo batismo, de qualquer forma, ou com irreverência, mas com temor e gratidão no coração.
d)     Nas orações: do grego proseuchomai, que pode significar oferecer oração, oferta etc. Podemos entender pelo original e pelo contexto de atos dois, que eles oravam não por obrigação, mas como se estivessem fazendo uma oferta a Deus! Orar exige dedicação, pois é uma batalha espiritual onde lutamos contra a carne (ver: Rm. 7.15-20), e contra os espíritos maus.

3)    Uma igreja que temia ao Senhor.

Como é triste ver o que algumas igrejas estão fazendo em seus cultos, a forma irreverente e até desrespeitosa com que tratam a Deus e a sua palavra. Igrejas que desejam mandar em Deus ou pior, fazer do Senhor e da fé uma fonte lucrativa e milionária. Pastores que constroem impérios aqui na terra em nome do reino dos céus. Mas ao olharmos a igreja dos tempos de Paulo, vemos uma igreja que lutava contra esses falsos pregadores que com sua teologia da prosperidade, não temiam ofender ao Senhor, nem ao menos sob a ameaça de um juízo final(ver: 1°Tm 6.3-10).  A igreja do Novo Testamento tinha o temor de Deus. Temor no original grego é phobos ou phebomai, é o termo phebomai, que esta no texto que estudamos no livro de Atos 2.43, e ele nos indica que a igreja tinha possivelmente assombro, espanto, admiração a Deus. O temor de Deus, significando um profundo sentimento de responsabilidade perante Deus ou Cristo.  

4)    Uma igreja que tinha sinais e maravilhas.

Muitos pregadores gostam de citar essa passagem, como sendo uma prova incontestável do poder do Espírito Santo sobre a igreja, mas se esquecem de atentar para o seguinte: os sinais e o poder derramado sobre a igreja foi o resultado da vida que a igreja levava, isto é, uma vida dedicada ao estudo e defesa do Evangelho, uma vida de oração, de testemunho, de união e de amor ao próximo.

5)    Uma igreja que tinha tudo em comum.  

O termo comum no grego é koinos que particularmente indica algo que pertence de igual maneira a todos. Ou seja, a igreja era unida, porque não pertencia a nenhum líder, nenhum papa cristão, mas pertencia a todos. Por isso, havia o desprendimento para com as coisas de Deus, e todos se davam literalmente na obra (ver: vs. 45,46). Esse quadro é muito diferente do encontrado em nossos dias, em que a maioria das igrejas possui um papa evangélico, mandando soberanamente em tudo, passando por cima de todos os que se opõe ou que não rezem segundo a sua cartilha.

6)    Uma igreja que tinha testemunho (v.47).
Com ações como essas, o Senhor Deus só poderia dar a sua benção e enviar as almas que seriam salvas (v.47). Percebam que o texto diz claramente, que o próprio Deus é quem envia as almas para a sua igreja e isso nada mais é que a eleição divina, que atua juntamente com a sua igreja (ver: At 13.48).
Conclusão:
Que igreja maravilhosa! Como era poderosa essa igreja e como Deus se manifestava no meio dela. Deus continua o mesmo, pronto a perdoar, a renovar e a usar a sua igreja como antes, mas e a igreja, continua sendo a igreja dos tempos apostólicos? Penso que precisamos voltar a ser a igreja do passado. Não falo a respeito de hinos, roupas, e regras, mas falo de atitude, compromisso, lealdade, fé e reverencia com as coisas de Deus.  
Deus vos abençoe!
Pr. Igor de Moura Cogoy


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