quinta-feira, 17 de abril de 2014






A Páscoa do cristão
Uma reflexão sobre o verdadeiro sentido do sacrifício de Cristo
Olá, amigos do Blog AI GRAPHAI, é com um imenso prazer que escrevo essa mensagem de reflexão sobre a Páscoa, que é uma data especial para todo aquele que ama a Jesus Cristo e valoriza o seu sacrifício na Cruz. O triste é ver que poucos realmente se importam ou entendem o significado desse evento tão importante para a vida do cristão, dando mais valor ao feriado do que ao motivo real dele. Pior ainda, é ver que o pecado e a vida sem compromisso com Deus tem se tornado algo tão comum no meio cristão, as pessoas estão se tornando tão egoístas e materialistas, que não há mais espaço para Deus em seus corações. E esse espírito de frieza espiritual tem entrado cada vez mais em nossas igrejas, gerando crentes sem vida e sem propósito com Deus.
A Páscoa amados, é um evento sem igual pelo menos para dois povos distintos, os judeus e os cristãos. Os primeiros porque foram libertados da escravidão no Egito, e os cristãos porque receberam a libertação da escravidão do pecado! Pois a Bíblia nos diz, se referindo as festas e leis do antigo concerto, que é o Antigo Testamento, que eram sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo (Colossenses 2.17).
Cristo Jesus é o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1.29). Mas que cordeiro? Que história é essa? E onde entra a Páscoa nesta história?
É exatamente ai, que entra o primeiro povo que eu citei no início do texto, os judeus.  Você se lembra que a Páscoa é uma festa judaica? E que celebra a libertação do povo judeu da escravidão no Egito? Então, antes da saída do povo judeu do Egito, o Senhor Deus ordena que cada família judaica sacrifique um cordeiro, mas esse cordeiro tinha que ser perfeito, sem mácula, veja: “Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez desde mês tome cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada casa... O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula, um macho de um ano, o qual tomareis das ovelhas ou das cabras... E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem... E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até os animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos: Eu sou o Senhor... E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu  sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito” (Êxodo 12. 3,5,7,12,13).  O mesmo cordeiro que os judeus tiveram que sacrificar naquela noite especial, representava o sacrifício de Cristo em favor de seu povo na cruz do calvário, e isso, é descrito de forma bem nítida no livro do profeta Isaías “Quem deu crédito a nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor? Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz duma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais indigno entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos: e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.  Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades: o castigo que nos trás a paz estava sobre ele, ele pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho: mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. Ele foi oprimido, mas não abriu a sua boca: Como um cordeiro foi levado ao matadouro, e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Isaías 53.1 ao 7).
Desse evento maravilhoso, podemos tirar  quatro lições ou benefícios espirituais para nossa vida:
a)      Cristo se sacrificou por nós. Sua morte foi o preço pago em resgate de muitos “Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10.45). E assim como na libertação de Israel, o sangue do cordeiro sacrificado representava o preço do resgate daquele povo, o sangue de Cristo representa o preço do resgate de todos nós “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (1° Pedro 1.18,19). Uma vez que temos a consciência do sacrifício de Cristo por nós, temos a obrigação moral e espiritual de respeitá-lo e segui-lo! “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1° Coríntios 6.20), e ainda “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, Remindo o tempo; porquanto os dias são maus. Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Efésios 5. 15 ao 17). 
b)      Seu sacrifício nos garante o perdão. Cristo, o cordeiro de Deus, morreu para que todo aquele que se arrependesse de seus pecados e o invocasse, fosse salvo e perdoado por ele. O seu sangue derramado na cruz foi à garantia do nosso perdão “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados” (Colossenses 1.14), também, “E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9.22). De posse de todas essas informações e promessas bíblicas, podemos ter toda a confiança no amor de Deus e na certeza de seu perdão “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1°Jo 1.9).
c)       Seu sacrifício nos liberta de todas as maldições. A morte de Jesus naquela cruz quebrou todo o poder de Satanás sobre nós, toda a maldição que havia sobre nós, inclusive as hereditárias que alguns acreditam existir. Tudo se desfaz pelo poder do sacrifício maravilhoso de Jesus por nós “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos. E quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz” (Colossenses 2.12 ao 14). Se assim não fosse, como poderia Cristo afirmar na cruz que tudo estava consumado (João 19.30), se ainda havia pecados do passado e maldições para serem quebradas? Nem poderia o apóstolo Paulo afirmar que quem está em cristo vive uma vida nova, se ainda existisse pendências e pecados do nosso passado sem Cristo para quebrados! Veja o que diz o apóstolo sobre nossa nova vida em Cristo: “Assim que, se alguém esta em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2°Coríntios 5.17). Amados, Deus nos libertou em Cristo Jesus! Entendam isso! Não existe pecado não perdoado do nosso passado, nem pacto satânico que não tenha sido quebrado por Deus no momento que nos curvamos diante de Deus, e o recebemos como nosso salvador pessoal, confessando-o diante dos homens mediante nosso testemunho, e nosso batismo.  Portanto, satanás não pode nos amaldiçoar, nem mesmo pegar uma palavra de maldição lançada sobre nós, porque “Filhinhos, sois de Deus e já os tendes vencido, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1°Jo 4.4).
d)      O sacrifício de Jesus nos garante lugar na terra prometida. Assim como Deus ao garantir para Moisés que iria libertar o povo de Israel do Egito, e depois levá-lo para a terra prometida (Êxodo 3. 6 ao 12), também, a igreja do Senhor possui a promessa da parte de Deus, que um dia Ele voltará e a levará juntamente com Ele, para as mansões celestiais, as moradas eternas: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito: vou preparar-vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14. 1 ao 3). Crendo nesta promessa, o apóstolo Paulo pode inspirado pelo Espírito Santo escrever versos maravilhosos a esse respeito: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Filipenses 3.20), e ainda: “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo o desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne” (Filipenses 1.23, 24).

Concluindo, a Páscoa não é chocolate, nem uma oportunidade para não trabalhar, mas é um evento glorioso, que deveria ser desfrutado para refletirmos sobre nosso relacionamento com Deus, e como estamos levando nossa vida cristã. A Páscoa, fala de sacrifício, sangue, amor, perdão, libertação e felicidade eterna. Na páscoa, temos a oportunidade de relembrarmos que não importa onde estamos, nem o que fizemos contra Deus, Ele nos ama e deseja nos libertar das trevas do pecado para nos transportar para o reino de sua glória. Mas cabe a nós valorizarmos esse sacrifício, não o tornando uma coisa banal e sem efeito, cabe-nos advertir os que andam fracos na fé, e os que ainda não conhecem Jesus, que: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (Atos 17.30,31).
Que Deus vos abençoe!
Pr. Igor de Moura Cogoy