quinta-feira, 1 de maio de 2014


 Porque não creio em quebra de maldição
Apesar de essa prática supersticiosa ter se espalhado por várias igrejas no Brasil, e isso graças ao livro benção e maldição, que muito contribuiu para que esta heresia se perpetuasse por aqui. Eu posso afirmar sem medo de errar, que só acredita nela quem não conhece a palavra de Deus, ou aqueles que valorizam mais a opinião de um pastor ou líder do que a Bíblia. Não há outra explicação, essa prática é anti-bíblica, perigosa, e maléfica. Peço desculpas pela forma como vou tratar o assunto, pois sei que muitas pessoas inocentes e bem intencionadas acreditam e defendem essa prática, mas, me entristece e às vezes até me revolto ao ver líderes que freqüentaram seminários e faculdades teológicas defendendo essa heresia, e por mais que se mostre que não há comprovação bíblica para sustentá-la eles preferem negar a bíblia, e o poder do sacrifício de Cristo do que negar esses ensinos. Neste estudo, pretendo mostrar de maneira bem simples e biblicamente como essa prática é na verdade uma grande e perigosa heresia, que deve ser combatida por todos os que amam a verdade e amam a Cristo Jesus.
Eis os motivos para não aceitarmos essa prática em nossas igrejas:
1)Porque não é bíblica. Não há nas escrituras sagradas uma só pessoa que tenha feito uma oração de quebra de maldição.  
2) Por que não é ensinada por nenhum Profeta no Antigo Testamento, nem por Jesus no Novo Testamento, e muito menos por um dos apóstolos. Se a quebra de maldição fosse bíblica e necessária para a saúde espiritual da igreja, teríamos muitas passagens bíblicas sobre o assunto.
3) Porque ela nega o poder do sacrifício de Jesus. Se a Bíblia afirma em (2° Co 5.17) que quem está em Cristo é nova criatura, e que as coisas velhas (a nossa vida antes de Cristo) já passaram, e que tudo se fez novo (novidade de vida em Cristo), como posso ter ainda maldições a serem quebradas? Se o próprio Cristo afirmou na cruz que estava consumado (Jo 19.30), e isso, se referindo a nossa salvação, que é completa e não pela metade! Não existe pecado e nem maldição escondida em nossas vidas, tudo foi quebrado quando aceitamos a Jesus como nosso salvador. Crer diferente disso é perigoso e contrário ao ensino das escrituras, Jesus vem buscar uma igreja liberta e convertida, e não uma igreja cheia de maldições!
4) Porque a Bíblia nos afirma que uma vez que foi feito o sacrifício pelos nossos pecados, não há necessidade de outra oferta. Pois Deus prometeu que se esqueceria dos nossos pecados e das nossas iniqüidades (Hb 10. 17,18), e isso, se referindo a nossa antiga vida de pecados.
5) Porque não apresenta lógica ou sentido. Como posso servir a Cristo e acreditar que ele é poderoso para me salvar, e ao mesmo tempo crer que sua morte não foi capaz de quebrar uma maldição, um pecado praticado por um ancestral? Perceba, que não há sentido nisso, ou cremos que Deus é poderoso e nos liberta de todo o pecado do passado e de todos os pactos que tenhamos feito antes de conhecê-lo, ou negamos tudo isso, fazendo orações de quebra de maldições. Não dá para ser crente e em Jesus e fazer quebra de maldições! Pois isso é não reconhecer o poder purificador de seu sangue, o sacrifício perfeito: “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se a destra de Deus... Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.12,14). Perceba que o autor de Hebreus diz que, o sacrifício pelos pecados foi único! E pecados estão no plural, e significa todos os pecados. Também afirma que, nós estamos sendo purificados, como podemos ser purificados se estamos cheios de maldições não quebradas? Não há por tanto sentido algum em acreditar nesse ensino errôneo de maldições não quebradas.
6) Porque a própria Bíblia desmente essa prática. A Bíblia afirma de forma categórica, que aqueles que servem ao Senhor não sofrerão pelos pecados de seus pais: “Eis que se ele gerar um filho que veja todos os pecados que seu pai fez, e, vendo-os, não cometer coisas semelhantes... o tal não morrerá pela iniqüidade de seu pai; certamente viverá. Quanto a seu pai, porque praticou... eis que ele morrerá por causa de sua iniqüidade... Mas dizeis: Por que não levará o filho a iniqüidade do pai? Porque o filho fez o que era reto e justo, e guardou todos os meus estatutos, e os praticou, por isso, certamente viverá” (Ez 18.14-19). Ler também: (Ez 1.1-3). Outro exemplo bíblico que não existe maldição na vida daquele que serve a Deus é o rei Josias, ele era neto de Manassés, o pior rei que Jerusalém já teve! A Bíblia chega a afirmara que ele provocou a ira de Deus. Sua lista de pecados parecia não ter fim (ver: 2° Reis 21. 1-9). Mas Josias, que era seu neto, e, portanto deveria estar debaixo da maldição de (Êx 20.5) que eu explicarei mais adiante, promoveu uma reforma religiosa em Judá, serviu ao Senhor de todo o coração e chegou a ser citado na Bíblia da seguinte forma: “Antes dele, não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao Senhor de todo o coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, segundo toda a lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro igual” (2° Reis 23.25). Perceba que o princípio de Êxodo 20.5, fosse o que os defensores da maldição hereditária acreditam Josias não poderia ter sido essa benção toda, ele teria que ser uma abominação diante de Deus, como fora seu avô e seu pai. Mas não foi, e por que não foi? Porque a bíblia nos mostra que o pecado é questão de caráter, enquanto vivermos nesta terra lutaremos contra os nossos defeitos de caráter (Rm 7.23-25; Tg 1.14), que é a nossa velha criatura, e isso nada tem haver com maldições não quebradas. Não herdamos maldições de nossos pais depois de Cristo em nossas vidas, e não pagaremos pelos pegados de nossos antepassados, pois cada um dará conta de si mesmo diante de Deus! (Rm. 14.12).
7) Porque não podemos ir além da Bíblia. Não podemos dar voz onde a Bíblia nada fala! Não podemos colocar na Bíblia doutrinas que ela não ensina! Isso na teologia é chamado de eisegese, que é dar ao texto, ou tirar do texto o sentido que ele não quer dar. Isso é uma desonestidade com a palavra de Deus e quem pratica este ato, deve levar em conta a advertência bíblica de não acrescentar nada a palavra de Deus (Ap.22. 18,19).  Para que um ensino possa ser considerado uma doutrina bíblica, ele deve estar fundamentado em várias passagens bíblicas, e não em apenas uma como é o caso de Êxodo 22.5, que é constantemente citado pelos defensores da maldição hereditária como prova bíblica. Quando fiz teologia, meu professor de hermenêutica sempre dizia: -“Um texto fora do contexto é um pretexto!”. Como ele estava certo. Mas como explicar o texto de Êxodo 22.5? É simples, o texto citado é uma advertência divina para aqueles que o desobedecessem. Mas o desobedecessem em que? Em fazer imagem de escultura, ou seja, ídolos. O verso, entretanto, afirma que essa suposta maldição era destinada a um povo, o povo de Israel (Êx 20.2), na Bíblia, há mensagens para três povos distintos: Os judeus, os gentios, e a igreja (1°Co 10.32), essa advertência era para Israel. Deus tinha libertado o povo de Israel do Egito, e fez uma aliança com eles baseada em bênçãos e maldições, conforme a obediência ou desobediência dos judeus (Ver: Dt 11.26-32). Portanto, essa mensagem era para Israel e não para nós a igreja, isso se confirma em (Ez 18.1,2), onde Deus começa a trabalhar em Israel com a individualidade (Ez 18.3; 33.20), até anunciar que faria uma nova aliança (Jr 31.31-34).
8)  Porque não foi ensinada pelos patriarcas da igreja, nem pelos reformadores. Essa doutrina de bênçãos e maldições é relativamente nova, não era ensinada pelos pais da igreja, ex: Agostinho, Orígenes, Tomás de Aquino, e etc. E muito menos pelos reformadores. Ai cabe a pergunta aos defensores da quebra de maldição: Se a quebra de maldição é uma prática bíblica, e que, portanto deve ser realizada. Por que Deus não instruiu seus servos do passado a fazerem orações de quebra de maldição? Será que as primeiras gerações da igreja foram para o túmulo cheio de maldições não quebradas? Se isso for verdade, será que perderão a salvação? Já que a Bíblia afirma que não entrará no céu nada impuro (1° Co 6.9-11).  
Conclusão: Não há como negar, que a doutrina da maldição hereditária é uma heresia, assim como são as doutrinas da benção e maldição, atos proféticos, nova unção, cair no poder, batalha espiritual, pecados passados por imposição de mãos, a teologia da prosperidade e etc. Todas ensinadas e propagadas por pregadores como Benny Hinn, Morris Cerullo, Kenneth E. Hagin, Mike Mordock, que não possuem nenhum compromisso com a palavra de Deus, ou por aqueles, que se deixam levar por pregadores que admiram. Esses pecam por omissão e aqueles por desonestidade. Vamos ficar com a palavra de Deus, que é viva e eficaz (Hb 4.12).
No amor e na verdade de Cristo Jesus, Soli Deo Gloria!
Pr. Igor de Moura Cogoy

segunda-feira, 28 de abril de 2014




Apóstolos
O movimento apostólico de nossos dias é válido?
Olá, amigos do Blog AI GRAPHAI, nessa semana eu gostaria de compartilhar algo que tem me chamado a atenção cada vez mais, o apostolado nas “igrejas” “evangélicas”.
Parece que nos dias de hoje, ninguém mais quer ser um pastor, não, a moda agora é pegar carona no apostolado e sair pregando uma nova unção profética de reaviva mento e conversão em massa. Mas será que esse apostolado moderno tem base bíblica? Nem vou tocar no assunto da nova unção, pois essa heresia eu já refutei aqui no blog. A coisa está tão complicada, que é possível se ver em cidades pequenas, inúmeras igrejas ditas apostólicas, e o pior de tudo, é que já existem cursos para apóstolos on-line!(Se já não bastasse os de pastores!) É bem prático e rápido, basta desembolsar uma pequena quantia e pronto, logo chegará a sua casa um belo certificado apostólico. A final, por que ser um pastor on-line se você pode ser um apóstolo? Já existe até convenções apostólicas no Brasil e no mundo, é a onda do momento em uma igreja que se moderniza e se afasta cada vez mais de Deus e de sua palavra, igreja supersticiosa, cheia de maldições a serem quebradas e atos proféticos a serem proclamados nos quatro cantos do nosso Brasil. Mas, qualquer dia, o apostolado vai sair de moda e com toda a certeza irá surgir um novo título eclesiástico, que trará mais “unção e graça” a igreja de Cristo, quem sabe o título de semideus? Com poderes de mudar o que está escrito na Bíblia, ou até o de fazer uma nova Bíblia como os mórmons fizeram.  Parece brincadeira, mas não é, esse movimento apostólico que presenciamos no nosso país, reivindica a autoridade apostólica para si, e isso é sério e deve ser combatido, pois as Escrituras Sagradas não dão aval para tal pretensão e prepotência.
Proponho neste texto, demonstrar o que a Bíblia diz a respeito do apostolado e ajudar aqueles que com sinceridade e temor de Deus desejam descobrir a verdade sobre o assunto, para tanto, eu começarei dando a definição no original do termo apóstolo, depois, as características ou requisitos para ser um apóstolo, e por fim, a importância destes no início da igreja cristã.
1)      Definição etimológica e histórica. Literalmente enviado, formado de apo, de, e stellõ, enviar. A palavra é usada acerca do Senhor Jesus para descrever sua relação com Deus (Hb 3.1; Jo 17.3). Os doze discípulos escolhidos pelo Senhor para treinamento especial foram chamados assim (Lc 6.13; 9.10). Paulo, embora tivesse visto o Senhor Jesus (1°Co 9.1; 15.8), não tinha acompanhado os doze todo o tempo do seu ministério terrestre e, conseqüentemente, não era elegível para um lugar entre eles, de acordo com a descrição de Pedro sobre as qualificações necessárias (At 1.22). Paulo foi comissionado diretamente pelo próprio Senhor, depois de Sua ascensão, para levar o Evangelho aos gentios. (Dicionário Vine, pg 407, C.P.A.D).
2)      Requisitos para ser um apóstolo. Para ser um apóstolo do Senhor Jesus, era necessário preencher alguns requisitos básicos e indispensáveis. Estes estão descritos em: (At 1.15-26; 1°Co 9.1,2; 15.7,8; 2°Co 12.12; Gl 1.1), e definem os requisitos da seguinte maneira: a) ter visto e sido ensinado por Jesus (At 1.20-26; 1°Co 9.1; Gl 1.11-18) ; b) realizar sinais, prodígios e milagres (2°Co 12.12); c) ter recebido a comissão direta de Deus, ou seja, ser escolhido diretamente por ELE (Lc 6.13; At 1.24-26). Perceba também, que a preocupação dos apóstolos era apenas de preencher a vaga de apóstolo! “E, orando, disseram: Tu Senhor, que conheces o coração de todos, revela-nos qual destes dois tens escolhido para preencher a vaga neste ministério e apostolado, do qual Judas se transviou, indo para seu próprio lugar. E os lançaram em sortes, vindo a sorte recair sobre Matias, sendo-lhe, então, votado lugar com os onze apóstolos” (At 1.24-26), o conselho apostólico de nossos dias tem que se decidir, e escolher apenas doze apóstolos e não esses milhares que andam por ai. Os verdadeiros apóstolos nos deixaram de forma bem clara, que para ser apóstolo tinha que ser da geração de Jesus, ter visto ou ter sido ensinado por Ele, e mais, tinha que ser doze. O próprio livro do apocalipse nos sugere isso, quando faz referencia ao muro da Nova Jerusalém Celestial, onde estarão gravados nos fundamentos dela os nomes dos DOZE apóstolos do Cordeiro! (Ap 21.14). Não havia nos apóstolos a ideia de montar um novo colégio apostólico, o próprio Paulo enfrentou muitas dificuldades para ser reconhecido como apóstolo (1°Co 9.1,2), apelando para os sinais e milagres no seu ministério como prova do seu apostolado (2°Co 12.11,12). Paulo foi à última pessoa para o qual o Senhor apareceu depois de ter ressuscitado, o seu encontro pessoal com o Senhor, era uma de suas qualificações ao apostolado e, excluem a possibilidade de haver novos apóstolos.
3)      A importância do apostolado nos tempos do Novo Testamento. O apostolado era algo de extrema importância no início da igreja, eles lançaram os fundamentos da igreja de Cristo. Portanto, havia um propósito e sentido no apostolado: “Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1°Co 3.10,11). Jesus os treinou e capacitou-os diretamente, para que isso servisse de autoridade para pregar a mensagem do Evangelho, para que também, organizassem a igreja, isto é, lançassem o fundamento doutrinário e espiritual da mesma. Tanto que a missão apostólica era a de fazer discípulos e, não a de fazer apóstolos. Mais tarde, depois que Matias assume o lugar de Judas, os apóstolos entenderam que não haveria mais a necessidade de completar o colégio apostólico, e com a perseguição feita por Herodes em (At 12. 1-4), Tiago é o primeiro mártir apostólico. Perceba que não é colocado ou nomeado nenhum outro para assumir o seu lugar entre os apóstolos, mesmo quando eles levantavam obreiros para as igrejas (At 14.23), nunca mais transferiram o ministério apostólico.   
4)      Refutando os textos usados pelos “apóstolos” de hoje. Os apóstolos de hoje, procuram defender seus chamados apostólicos usando logicamente a Bíblia, mas, existe na palavra de Deus versos que comprovem ou autorizem a continuação do ministério apostólico até os dias de hoje?   O texto mais usado e mal compreendido pelos defensores do apostolado moderno é o texto de 1° Coríntios 12.28 que diz: “A uns estabeleceu Deus na Igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”. A questão não compreendida neste texto é o tempo. Paulo não está afirmando que todos podem ser apóstolos ou para buscarem o dom apostólico, mas sim, que Deus deu uns para apóstolos. Tanto é, que no capítulo 14 e verso 1, o apóstolo cita como o dom mais importante, o de profecia e não o de apóstolo. Esta passagem deve ser compreendida dentro do seu contexto, que é o de unidade e importância de cada pessoa no corpo de Cristo (ver: 1° Co 12.12-30), no verso 27, Paulo diz que somos o corpo de Cristo (unidade), e individualmente (partes do todo), membros desse corpo. E cada um no tempo de Deus exerce uma função ou tem um propósito específico, é o caso dos apóstolos, que tinham o propósito de juntamente com Cristo lançarem as bases, os fundamentos da igreja (1° Co 3.10-12; Ef 2.20). Se o apostolado fosse um dom para os dias de hoje, não teria o apóstolo incentivado os irmãos de Corinto a buscarem esse dom? Claro que teria! Mas, ao contrário disso, ele orientou a igreja de Corinto a buscar o dom de profecia (1° Co 14.1).  O curioso, é que não vejo ninguém com o título de profeta! Nenhuma igreja tem como líder um profeta, por que será? A resposta só pode ser uma, a que esse título não soa de forma atraente e agradável. Não é um título vendável, não consegue atrair a atenção das pessoas, pois os profetas sempre tiveram uma imagem meio injustiçada na sociedade, ou eram vistos como fanáticos, loucos, pessoas sem interesses financeiros, ou como pessoas que separadas totalmente para Deus, que desprezavam a vaidade e as riquezas deste mundo, usavam roupas simples, moravam em lugares afastados e nem sempre se alimentavam do melhor desta terra. Os que defendem o apostolado com base em 1° Co 12.28, deveriam almejar também o título de profeta, pois está inserido no mesmo verso. Os outros versos apresentados pelos “apóstolos” modernos são os que apresentam obreiros e até mulheres com o título de apóstolos na igreja do Novo Testamento, há alguns versos da Bíblia que se não compreendermos o sentido e a função dos apóstolos na igreja, somo de fato, levados a crer que existiam outros apóstolos além dos doze. Um exemplo disso é o seguinte texto: “Saudai Andrônico e Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim” (Rm 16.7). Seria uma contradição da Bíblia, se de fato essas pessoas citadas em diversas passagens fossem de realmente apóstolos, pois muitos deles não viram o Senhor Jesus, e não o viram ressuscitar (requisito necessário para a função de apóstolo At 1.21-26). Como é o caso de Timóteo, Epafrodito e etc., citados nas escrituras como apóstolos. Mas como explicar esses versos então? É simplesmente uma questão de estudar a função e o significado do termo apóstolo, que significa enviado e, é traduzido em 2° Co 8.23 (ver: Bíblia de Estudo de Genebra, pg. 1548, SBB, ECC) como mensageiros, se referindo a todos os irmãos que foram enviados a anunciar a mensagem do Evangelho.  Portanto, toda vez que nos deparamos na Bíblia com a palavra apóstolo sendo usada para citar alguém que não consta na lista apostólica de Mateus 10.2-4, tenha toda a certeza, que o termo ali se refere à função de enviado por Deus, ou seja, a de um mensageiro, e nunca a de um apóstolo como dom ou cargo eclesiástico.
Espero sinceramente que este estudo possa ajudar a todos que possuem dúvidas sobre a validade do dom apostólico. Não se deixe enganar por aqueles que manipulando a palavra de Deus, fazem negócio com as coisas de Deus e com o próprio povo de Deus (2° Pedro 2.3), mas apegue-se a palavra de Deus e seja como os crentes de Bereia, que analisavam e conferiam tudo o que lhes era dito nas Escrituras (At 17.11).
Soli Deo Glória!

Pr. Igor de Moura Cogoy