quarta-feira, 11 de junho de 2014

Blog AI GRAPHAI no EEEBSJB

É com muita alegria, que aviso aos amigos do Blog AI GRAPHAI, que nosso blog pode ser visitado através do blog do colégio de São João Batista (Ver: http://eebsjb.blogspot.com.br/2014/06/blog-do-professor-igor.html). 
Espero através desse blog, atrair a atenção dos alunos de nossa escola para refletir um pouco mais na espiritualidade, fé, e vivência cristã. E para terminar, deixo um verso da Bíblia para todos os alunos de nossa querida escola: "Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento" (Eclesiastes 12.1). Um abraço a todos!
Professor Igor de Moura Cogoy

Sobre Seminários e Cursos de Teologia - Augustus Nicodemus.

terça-feira, 10 de junho de 2014






A Soberania da Palavra de Deus

“Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Salmo 119.11)

Olá amigos do Blog AI GRAPHAI, hoje vamos continuar com a série Soberania.  E abordarei um tema muito interessante. Que muitos acreditam valorizar e crer, mas que infelizmente, na prática está sendo desprezada ou ignorada a sua importância real. A soberania da palavra de Deus. Amados, a palavra de Deus é soberana, ela é o guia de todo o cristão. Nossa fé e nossas doutrinas têm que estar fundamentados na Bíblia. A Bíblia é a maior autoridade dentro de uma igreja, visto que ela é a própria boca de Deus falando ao homem, e nela, consta a vontade divina sobre todos os assuntos concernentes ao viver cristão. Por tanto, nenhuma igreja ou pastor, possui autoridade doutrinária e espiritual acima da Bíblia, mas todos devem obedecer e honrar a palavra de Deus. A Bíblia deve ser soberana sobre todas as experiências espirituais da igreja, e nenhuma igreja deveria valorizar mais suas experiências espirituais do que valorizar a Bíblia! Mas infelizmente, não é o que se vê nos arraiais dos crentes brasileiros e no mundo.
O próprio Deus confirma a importância das Escrituras quando afirma o seguinte: "Disse-me o Senhor: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir" (Jeremias 1.12), e ainda: "Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei" (Isaías 55.11). Por isso, proponho neste estudo fazer uma análise para ver se as igrejas ditas evangélicas estão pregando e vivendo a soberania da palavra de Deus em suas comunidades. 
É comum ouvirmos pregadores inflamados em seus púlpitos afirmarem que ali esta sendo anunciado o verdadeiro Evangelho! Ou que naquela igreja a palavra de Deus é pregada de verdade! Mas eu fico me perguntando: será verdade?
O que seria realmente pregar a palavra de Deus? E como podemos identificar se uma igreja esta fundamentada na palavra de Deus? Não há dúvidas que todas as igrejas evangélicas e até mesmo as seitas pseudo-cristãs (Adventistas, Testemunhas de Jeová, Mórmons) afirmam estarem seguindo os ensinamentos da Bíblia e pregando doutrinas bíblicas. Mas como podemos descobrir a verdade sobre essas afirmações? Só temos uma alternativa se realmente queremos saber onde esta sendo anunciado o verdadeiro Evangelho, e onde a Bíblia é realmente exaltada como a palavra de Deus. E essa alternativa, é a própria palavra de Deus! Ninguém mais poderia julgar se uma igreja ou instituição está ou não fundamentada na palavra de Deus se não ela, que é a própria palavra inspirada e guia de todo cristão sincero em matéria de fé e prática.
A partir de agora, prepare-se para confrontar sua realidade cristã, para ver se em sua igreja é anunciada a verdade da palavra de Deus, ou se a palavra pregada lá é resultado das muitas invenções e imaginações do coração do homem.  

A soberania da palavra de Deus é confirmada na igreja quando:

a)      Todas as doutrinas estão fundamentadas na palavra de Deus. Uma igreja ou um pastor, não pode simplesmente colocar sua crença e suas experiências “espirituais” acima da palavra de Deus, mas deve submeter seus conceitos a palavra de Deus. Uma crença para que possa ser considerada doutrina bíblica, deve constar em mais de uma passagem da Bíblia, mais do que em um livro dela, mas deve estar inserida em vários livros da Bíblia. Não podemos criar uma doutrina com base em um só verso! Mas devemos conferir se o que esta sendo pregado em nossas igrejas, está realmente fundamentada na Bíblia: “Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17.11). Queridos, sempre que a palavra de Deus é confrontada com as experiências espirituais dos líderes ou dos ditos profetas da igreja, fique com a palavra de Deus, seja como os crentes de Bereia, que a cada mensagem que recebiam, verificavam se a mesma estava fundamentada na palavra de Deus.

b)      Todo o avivamento espiritual deve ser confirmado pela bíblia. Não existe avivamento do Espírito fora da palavra de Deus! Pois Deus não vai contra a sua palavra. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos” (Atos 4.42,43).  Percebam que os sinais (milagres, curas, revelações, e etc.) estão citados aqui, como sendo resultado direto das coisas citadas antes! Ou seja, os sinais só aconteceram porque os apóstolos e a igreja perseveravam no estudo e no ensino da Bíblia. Nenhum avivamento é genuíno se não estiver alicerçado na palavra de Deus. Amados, o simples fato de alguém “curar” ou “operar milagres” em nome de Deus, não prova que esse movimento é de Deus, pois a Bíblia nos adverte que muitos fariam milagres em nome de Deus, mas que não teriam parte alguma com ele: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7. 21-23). Vejam que aqui, Jesus coloca como padrão para sinais e milagres divinos autênticos, o fazer a vontade de Deus. E onde podemos descobrir qual é a vontade de Deus? Na Bíblia, a palavra de Deus. É através dela, que verificamos se o avivamento ou milagre operado por pregadores e ministérios são genuínos. Não podemos ter medo de julgarmos as mensagens, profecias e os milagres que vemos, pois a Bíblia nos adverte que nos últimos tempos, viriam falsos mestres e operadores de milagres que enganariam a muitos: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduziram, dissimuladamente, heresias destruidoras, até o ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme.” (2° Pedro 2.1-3).  O interessante, é que nessa passagem podemos ver claramente que os falsos profetas e falsos mestres introduzirão dissimuladamente as heresias e os falsos milagres, isto é, misturarão a verdade da palavra de Deus com as mentiras de seus ensinos. Mas por quê? A parte b do texto explica: “movidos por avareza, farão comércio de vós”. Algum leitor desse blog já viu algum pastor televisivo fazer ato profético vendendo Bíblia por R$ 900,00?  Qualquer semelhança, não é mera coincidência.
c)       Quando o estudo da Bíblia é incentivado na igreja. Igreja que não tem escola bíblica dominical, grupos familiares e até células para estudar a Bíblia, não é uma igreja comprometida com a verdade divina. A Bíblia deve ter um espaço de honra na igreja e em seus departamentos ou eventos. A pregação deve ter um espaço especial nos cultos, pois Crente que não estuda a Bíblia cai facilmente nas heresias dos falsos profetas e das seitas cristãs. O apóstolo Paulo, prevendo tempos difíceis em que a igreja não daria ouvidos e atenção a palavra de Deus, admoesta a Timóteo da seguinte maneira: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1°Timóteo 4.16). É importante falar aqui do dever que temos como pastores, de pregar e de valorizar a pregação bíblica na igreja. Nós não fomos chamados para entreter a igreja, nossa missão não é distrair e prender as pessoas nos cultos e atividades da igreja, mas nosso chamado é para pregar o Evangelho: “Tu, porém, fala o que convém á sã doutrina” (Tito 2.1).   
d)      Quando os Ministros da Igreja se submetem aos preceitos da Bíblia. Por incrível que pareça, grande parte dos pastores e obreiros nas igrejas evangélicas brasileiras nunca leram a bíblia inteira! Isso é um absurdo, mas é verdade. O que dizer então do estudo teológico! Outro absurdo infelizmente. Mas o que mais me deixa estarrecido, é o fato de que os fiéis não se importam com isso, ou seja, para eles, pouco importa se estão sendo pastoreados e ensinados por alguém que mal sabe ler, ou que não tira o tempo nem para ler as escrituras. Para grande parte dos evangélicos brasileiros, o mais importante na mensagem a ser pregada, é que ela seja: engraçada, atraente, “avivada” (entende-se= barulhenta), e principalmente que fale de prosperidade, restituição ou curas. Queridos, não estou sendo arrogante soberbo ou insensível com os colegas leigos no ministério, estou apenas sendo sincero. Devemos valorizar nossos pastores verdadeiros, que tiraram tempo para se preparar para a obra, que meditam e estudam a Bíblia antes de pregar na igreja. Devemos valorizar o ministério pastoral e exigir pastores formados, que realmente estão comprometidos com o ensino da palavra de Deus e não dar nossos púlpitos a qualquer um que se intitula pastor. É por falta de zelo com a palavra de Deus, que a igreja evangélica brasileira está do jeito que está, com cultos recheados de heresias, de falsas unções, e com extravagâncias sem propósitos definidos. Se o candidato ao ofício pastoral não tem tempo para cursar um seminário teológico, então não seja pastor! Que ocupe-se com outra área na igreja, menos o pastorado. Se o candidato possui um chamado, mas não possui condições financeiras para ir estudar teologia, a igreja deve ajudá-lo, pois fazendo assim, se mostra zelosa e preocupada com o ensino genuíno da palavra de Deus. É claro que não apenas de teologia e dogmática se faz um pastor, por favor, me entendam. Mas o tema desse estudo é sobre a soberania da palavra de Deus, e por tanto é esse o meu foco de hoje.
Muito poderia ser dito sobre a soberania da Palavra de Deus, mas acredito que esse paralelo que fiz entre a soberania da Bíblia na igreja brasileira, já serve para nos mostrar o lugar de honra que a palavra de Deus deve ter em nossas igrejas e eventos. Também é possível analisar, se sincero formos, o quanto nossa igreja está comprometida com a palavra de Deus, e o quanto nossos pastores valorizam a Bíblia. Até o próximo estudo da série Soberania.
Soli Deo Glória!
Pr. Igor de Moura Cogoy