sábado, 28 de junho de 2014

Calvinismo fácil de se entender!

Gosto muito dos textos e vídeos de Nicodemus, pois sempre são pautados no respeito, na lógica, e sobre tudo na palavra de Deus!

quinta-feira, 26 de junho de 2014







Os livros Apócrifos


Este estudo é para os alunos do nosso curso de teologia e visa complementar as informações da nossa última aula. Estamos estudando o Antigo Testamento, mais precisamente o Pentateuco e como prometi na aula, coloco a disposição dos alunos um material sobre os livros apócrifos, esse estudo não é de minha autoria, pego emprestado do livro Deus e Seu Povo Vol. 1. De autoria de William S. Smith, e editado pelo CEIBEL que pertence ao Instituto Bíblico Eduardo Lane. Pois bem, feita as devidas considerações vamos ao que interessa eis o texto:
 Provavelmente você já sabe que o Antigo Testamento numa Bíblia Católica contém alguns livros que não se incluem em nosso Antigo Testamento. Sabia que são sete em número? Sabe o nome deles? São: Sabedoria, Eclesiástico (não confunda com Eclesiastes!), Baruque, Tobias, Judite e 1-2 Macabeus, além de alguns acréscimos aos livros de Ester e Daniel. Estes livros são chamados deuterocanônicos pelos católicos, e apócrifos pelos protestantes. Pertencem eles ao Antigo Testamento ou não?
No decorrer da história da igreja, levantaram-se várias vozes em oposição aos livros apócrifos, inclusive a de Jerônimo, o ilustre tradutor da Bíblia para o Latim (do quinto século). Mesmo assim, eles sempre desfrutaram uma boa aceitação, às vezes até oficializada PR um ou outro concílio da igreja.
No século dezesseis, contudo, os reformadores renovaram a oposição à inclusão dos livros apócrifos na Bíblia. Lutero os inclui, mas fez nítida distinção entre eles e os demais livros. Calvino e seus discípulos rejeitaram-nos por completo. Apesar disso, até o início do século corrente (século 20), a inclusão dos livros controvertidos nas edições protestantes da Bíblia em vários países era muito comum. E na segunda metade deste século, os livros apócrifos de novo tem sido incluídos em várias Bíblia editadas por protestantes no exterior. Na igreja Católica Romana, o Concílio de Trento (1546), em oposição aos reformados, definitivamente oficializou o Antigo Testamento mais amplo. E a igreja Grega Ortodoxa aceita ainda mais dois ou três livros que não se incluem em nossa Bíblia! Quem é, portanto que tem razão?
O fato é que a discussão a respeito da amplitude do Antigo Testamento já existia antes de nascer a Igreja. Uns dois séculos antes do nascimento de Cristo, os judeus que moravam no Egito traduziram o Antigo Testamento para sua própria língua, isto é: para o grego. Assim existia o Antigo Testamento em duas línguas: Sua original, ou seja, o hebraico, e a da tradução, a saber: o grego. Mas no decorrer dos anos, o Antigo Testamento grego (chamado de Septuaginta) começou a ter alguns livros não incluídos no Antigo Testamento original, ou seja: o Antigo Testamento hebraico. Assim se tornou mais amplo o Antigo Testamento grego.
O Antigo Testamento da Igreja Católica é mais amplo porque ele conserva, falando a grosso modo, todos os livros do Antigo Testamento grego. E, de maneira semelhante, nosso Antigo Testamento tem apenas trinta e nove livros, porque as igrejas protestantes seguem, neste assunto, o Antigo Testamento hebraico. Mas não é o caso que a “Bíblia missionária” da Igreja primitiva foi a grega? E quando os escritores no Novo Testamento citam o Antigo, não é que eles, de preferência, citam o Antigo Testamento grego? E não é verdade que tanto a Bíblia Católica como a dos protestantes conservam a ordem dos livros seguida no Antigo Testamento grego? Levando em conta somente essas considerações, parece que a razão está ao lado daqueles que seguem o Antigo Testamento grego, ou seja: o da Igreja Católica.
Mas nós achamos que há duas considerações fortes a favor da posição protestante , isto é: de adotar somente os livros do Antigo Testamento original, ou seja do Antigo Testamento hebraico.
Primeiro: os livros apócrifos caem muito abaixo do nível geral dos livros do Antigo Testamento hebraico. São inferiores literária e teologicamente.
Os livros apócrifos refletem o judaísmo tardio que os produziu, sendo caracterizados por legalismo, magia, nacionalismo, exageros e erros.
Em segundo lugar, será que Jesus e os apóstolos não nos orientam quanto a esta questão? Para saber isto, basta estudar um pouco o Novo Testamento.
E será que os livros apócrifos são citados no Novo Testamento? Admitimos que há umas poucas referências cujas origens são difíceis de identificar (Lc 11.49; Jo 7.38; Rm 1.19-32; 1Co 2.9; 6.2; Ef 5.14; Tg 4.5). Mas mesmo supondo que há, em um caso ou outro, uma alusão a um escrito que não está no Antigo Testamento hebraico, nem sempre é possível estabelecer que os autores do Novo Testamento consideram tal escrito como pertencente as  Sagradas Escrituras. Assim não é fácil comprovar que um ou outro escrito apócrifo foi considerado como parte das Escrituras Sagradas pelos autores do Novo Testamento.
Talvez em Judas 14,15 tenhamos a única citação dum livro judaico que não faz parte do Antigo Testamento hebraico, onde se cita expressamente o livro de Enoque. Mas este livro não somente não esta contido no Antigo Testamento hebraico; ele também não faz parte do Antigo Testamento grego. Outrossim não é possível afirmar com certeza que Judas considerou o livro de Enoque como Escritura Sagrada. Assim um segundo argumento para não aceitarmos os livros apócrifos é por causa do Novo Testamento, onde eles não são citados como sendo genuínos.