sábado, 5 de dezembro de 2015

O microchip é a marca da besta?

O microchip é a marca da besta?

Olá amigos do blog ai graphai! Fiz este vídeo, com o propósito de explicar e refutar a teoria do microchip como marca da besta. 
É triste perceber que grande parte dos crentes não estudam as Escrituras como deviam, mas, apenas fazem uma leitura superficial das mesmas. O pior, é que com essa leitura rasa ainda conseguem formular "doutrinas" e "ensinos" que nada contribuem para a edificação do corpo de Cristo, antes, o perturbam e o enfraquecem por meio de heresias e superstições. 
E um próximo vídeo, mostrarei o que realmente é a marca da besta, mas nesse eu apenas refuto a ideia do microchip como marca da besta.
Espero ter ajudado na compreensão do assunto, para que mais pessoas possam assim como eu, refutar esse ensino errôneo que está circulando nas redes sociais. 
Que Deus vos abençoe!  

 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Resposta ao leitor

Resposta ao leitor

Olá amigos do blog ai graphai! Hoje eu estou inaugurando um novo quadro no blog: O Resposta ao Leitor. Nele eu responderei as perguntas enviadas pelos leitores do blog. Se você tiver alguma dúvida sobre a palavra de Deus é só me enviar a pergunta, que eu terei o maior prazer em fazer um vídeo explicando o texto para você. 
O nosso vídeo inaugural, foi a pedido de nossa leitora Jane Ramos, que queria saber por quê Paulo afirmava que aquilo que ele queria fazer ele não fazia, mas aquilo que ele não queria fazer, isso ele fazia (Rm 7.19).
Espero que gostem do vídeo, abraço e que Deus vos abençoe! 
Soli Deo Glória!
Pr. Igor de Moura Cogoy

 

sábado, 21 de novembro de 2015

Algumas considerações sobre a oração




A oração

Olá amigos do blog ai graphai! É com muita alegria que escrevo mais um artigo. O tema de hoje é especial, pois se trata de algo necessário para a vida de todo cristão. A oração.
Muito se fala sobre oração, muitos são os livros que tratam desse tema e alguns até extrapolam ou a fazem cair no ridículo, como os que ensinam as “orações de batalha espiritual”, heresias que em outra oportunidade eu vou tratar aqui no blog. Mas o que quero dizer nesta introdução, é que apesar de muito divulgada, ensinada e esboçada em livros, a oração é tão pouco praticada! Como é difícil ver igrejas promovendo reuniões de oração ou vigílias! Muito mais fácil é ver as igrejas promovendo reuniões de curas, e de bênçãos materiais como a teologia da prosperidade, ou reuniões festivas do que reuniões de oração.
Essa situação de descaso quanto a oração, reflete bem a realidade ou espiritualidade das igrejas atuais, igrejas frias, sem temor, e que mais parecem reuniões sociais do que locais de culto.
Não quero ser hipócrita, eu também me cobro muito por não orar o tanto que creio que devia, não estou isento e sei disso. Sei também, que existem homens e mulheres de Deus que são guerreiros de oração, que pagam o preço e buscam com muita intensidade e fé a presença do Senhor em suas vidas. Essas são pessoas pelas quais tenho uma profunda admiração! Que Deus vos conceda sempre esta força e fé para cumprir o propósito divino em suas vidas.
Mas por quê a oração é tão importante?

1) A oração é o elo que nos aproxima de Deus, que nos permite gozarmos de comunhão com Ele nesta terra.
Quando oramos, nos aproximamos de Deus no sentido de abrirmos nossa mente e inclinarmos nosso coração para recebermos sua graça e misericórdia. Ela é um sustentáculo para uma vida espiritual sadia e vitoriosa.
Chegai-vos a Deus e ele se chegará a vós” (Tg 4.8).

2) Orar é uma obrigação.
Somos aconselhados pelas escrituras, a buscarmos ao Senhor em oração, portanto, a oração é uma ordem é um dever!
Orai sem cessar” (1Ts 5.17).
Invoca-me e eu te reponderei e te anunciarei coisas grandes e inacessíveis, que tu não conheces” (Jr 33.3). E ainda:
Procurai Iahweh enquanto ele se deixa encontrar, invocai-o enquanto está perto”(Is 55.6).
Humilhai-vos sob a poderosa mão de Deus, para que na ocasião própria vos exalte; lançai nele toda a vossa preocupação, porque é ele que cuida de vós” (1Pe 5.6,7).

3) Mas por quê devemos orar?
Muitos são os benefícios da oração, e a medida que a praticamos, passamos a desfrutar de cada um deles. Eis os motivos pelos quais devemos obedecer as Escrituras e passarmos mais tempo em oração:
a) Para entrarmos na presença de Deus.
Aproximemo-nos, então, com segurança do trono da graça para conseguirmos misericórdia e alcançarmos graça, como ajuda oportuna” (Hb 4.16).
É importante buscarmos ao Senhor e, estarmos constantemente em sua presença.
b) Para recebermos o que necessitamos.
Seja um bem material ou espiritual.
Não vos inquieteis com nada; mas apresentai a Deus todas as vossas necessidades pela oração e pela súplica, em ação de graças. Então a paz de Deus, que excede toda a compreensão, guardará os vossos corações e pensamentos, em Cristo Jesus” (Fp 4.6,7).
c) Para recebermos alegria da parte de Deus.
Devolve-me o júbilo da tua salvação e que um espírito generoso me sustente” (Sl 51.14; BJ).
Sofre alguém dentre vós um contratempo? Recorra à oração” (Tg 5.13).
d) Para recebermos a cura divina.
A Bíblia nos incentiva a buscarmos a Deus em oração a fim de recebermos uma cura, assim, exercitamos a fé e testemunhamos o poder de Deus.
Alguém dentre vós está doente? Mande chamar os presbíteros da igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o porá de pé; e se tiver cometido pecados, estes lhe serão perdoados” (Tg 5.14,15).
e) Para não cairmos em tentação.
Vivemos um conflito espiritual, onde luz e trevas tentam nos envolver a todo instante, e se quisermos ter uma vida espiritual e santa diante de Deus precisamos vigiar e orar.
Vigiai e orai para não entrar em tentação: pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mc 14.38).
f) Por livramento.
Vemos nos escritos sagrados, a igreja orando e intercedendo para Deus livre os apóstolos das autoridades perseguidoras.
Nessa mesma ocasião o rei Herodes começou a tomar medidas visando a maltratar alguns membros da Igreja. Assim, mandou matar à espada Tiago, irmão de João. E vendo que isto agradava aos judeus, mandou prender também Pedro. Era nos dias dos pães sem fermento. Tendo-o, pois, feito deter, lançou-o na prisão, entregando-o à guarda de quatro piquetes, de quatro soldados cada um, tencionando apresentá-lo ao povo depois da páscoa. Mas, enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja fazia ardentemente oração a Deus, em favor dele” (At 12.1-5).
g) Para que Deus abra a porta da palavra de evangelização dos povos.
Não podemos pregar o Evangelho sem antes orarmos a Deus, devemos pedir-lhe, que abra a mente e o coração das pessoas para que a mensagem da cruz tenha êxito. Devemos orar para Deus nos abra mais campos missionários também!
Orando por nós também ao mesmo tempo, para que Deus nos abra uma porta à Palavra, para falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou prisioneiro” (Cl 4.3).

4) Como devemos orar?
A oração é pessoal, cada um ora de modo diferente e portanto não pretendo corrigir nem ensinar como se deve orar. Mas quero expor aqui, o método apresentado por Jesus, o nosso amado mestre.
E quando orardes, não sejais como os hipócritas, porque eles gostam de fazer oração pondo-se em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: Já receberam sua recompensa. Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechando tua porta, ora a teu Pai que está lá, no segredo; e teu Pai, que vê no segredo, te recompensará. Nas vossas orações não useis de vãs repetições, como os gentios, porque imaginam que é pelo palavreado excessivo que serão ouvidos. Não sejais como eles, porque vosso Pai sabe do que tendes necessidade antes de lho pedirdes. Portanto, orai desta maneira” (Mt 6.5-9).
Segundo Cristo, a oração deve ser:
a) Sem chamar a atenção (Mt 6.5);
b) Em segredo (Mt 6.6);
c) Sem usar vãs repetições, ou seja, sem falar palavras desnecessárias (Mt 6.7,8).

Conclusão:

Devemos fazer da oração uma prática constante em nossas vidas, seja no templo, em casa, e até no serviço quando este permite. Se quisermos ter uma vida cristã de profunda comunhão com Deus, precisamos conversar com Ele! Precisamos ter o desejo de estar na presença de Deus, precisamos sentir saudades de falar com Deus.
Vamos orar e pedir a Deus para Ele aumente nossa fé e aumente em nós o desejo de passarmos mais tempo na presença dele.
Que Deus vos abençoe e vos conceda a graça de buscá-lo sempre mais em oração.
Pr. Igor de Moura Cogoy.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A família tradicional








A família Segundo o Padrão Divino
Uma defesa bíblica da família tradicional

Olá amigos do blog ai graphai! É muito bom ter você como leitor desse blog. Espero sempre poder lhe ajudar quanto ao verdadeiro ensino da Palavra de Deus.
Nesta semana, vamos estudar sobre a família, qual é a vontade de Deus para as famílias? Deus estabelece algum padrão para se constituir uma família? O que é de fato uma família segundo a palavra de Deus?
Bem, como sempre neste blog, o assunto é polêmico! Mas, se reconhecermos a Bíblia como a palavra de Deus, não teremos dificuldades em descobrir o padrão divino para família.
Escrevo este artigo, pois percebo que o padrão bíblico de família está sendo atacado pela mídia, que tenta nos empurrar o homossexualismo e a família homoafetiva. O pior, que muitas vezes o padrão de família é deturpado por parte dos que se dizem educadores, que em seus blogs ou gabinetes ficam incentivando ou tentando aprovar leis que deturpam o sentido de família. A mídia bombardeia constantemente as famílias por meio de novelas, programas e celebridades, impondo um estilo de vida mundano, sem compromisso e totalmente imoral. Mas não é apenas as novelas que combatem a santidade da família, e o propósito de Deus para ela, o próprio governo, através de algumas secretarias e órgãos cria leis cujo o objetivo é claramente a descaracterização da família tradicional (Esposo+ esposa+ filhos= família), com teorias de ideologia de gênero por exemplo. Aliado a tudo isso, vários grupos e ongues tem se unido contra a família tradicional, impondo sobre a sociedade a ideia de que ser diferente é normal, mesmo que isso agrida os padrões divinos expostos na palavra de Deus (Leia meu artigo neste blog sobre o que a Bíblia diz do homossexualismo).
É impossível um cristão verdadeiro, que respeita a palavra de Deus e deseja ver sua cidade e seu país abençoado por Deus, não se manifestar e protestar a favor da família tradicional! A família estabelecida por Deus! Que está muito bem fundamentada na Santa Palavra de Deus. Como teólogo, minha defesa da família tradicional é através das palavras, de textos, mensagens e ensinos que visam a conservação e conscientização do que é considerado família para Deus, e isso veremos a partir de agora. Pegue sua Bíblia e bom estudo!

1) O que é família?
Segundo o dicionário Melhoramentos, pg.223, família é:
Conjunto de ascendentes, descendentes, colaterais e afins de uma linhagem. O pai, a mãe e os filhos”.
Segundo a palavra de Deus, família é:
Portanto, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne” (Gn 2.24).
Como podemos ver nos textos acima, uma família se constitui da união de homem e mulher, ambos possuem uma missão dada por Deus de construir uma sociedade. Quando Deus planejou a família, o fez com o propósito de construir uma sociedade sólida e feliz. Ele queria povoar a terra e para isso criou o homem e a mulher:

Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai, multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a” (Gn 1.27,28).

2) A função existencial de uma família?
Muitos podem ao ler este texto até aqui, protestar da seguinte maneira: - Mas se a função é apenas a reprodução, por quê casar? Não podemos nos reproduzir sem o compromisso de um casamento? Claro que sim!, e isso tem acontecido cada vez mais ultimamente! Infelizmente o número de mães solteiras tem crescido muito nos últimos anos e isso é mais uma amostra da declínio de nossa sociedade onde tudo é permitido e bonito, onde atitudes e atos de desrespeito as leis e a ordem, bem como aos padrões antigos de moralidade e espiritualidade, são claramente incentivados por políticos e pessoas ligadas a grupos feministas e homoafetivos. Não podemos aceitar que a mídia e grupos militantes minoritários nos ditem o que é padrão de família, antes, mostremos confiantes a resposta da Bíblia para todos os que deturpam os valores sagrados da família. A Bíblia nos mostra que a função da família perante a sociedade e o meio onde está inserida é o seguinte:

a) Promover a procriação: Somente uma família tradicional garante continuidade da espécie!
Assim Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; Deus os abençoou e lhes disse: Frutificai, multiplicai-vos; enchei a terra e sujeitai-a” (Gn 1.27,28).
b) Promover a educação e os princípios divinos para as gerações posteriores: Os pais devem ensinar aos filhos os padrões divinos de família e sociedade.
Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração. Tu as ensinarás repetidamente a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, andando pelo caminho, deitando-te e levantando-te” (Dt 6.6,7).

c) Colaborar com o crescimento econômico: As famílias devem estar comprometidas com o crescimento e evolução econômica da sociedade.
Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; pois és pó, e ao pó tornarás” (Gn 3.19).

Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade” (Ef 4.28).

d) Promover o bem estar social e sentimental: A família foi projetada por Deus para dar equilíbrio sentimental e espiritual para seus membros, e isso, só pode ser alcançado se ela seguir os padrões espirituais estabelecidos por Deus.
Seja bendito o teu manancial; alegra-te com a mulher da tua mocidade” (Pv 5.18).

Desfruta a vida com a mulher que amas, todos os dias de vida da tua vaidade, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade. Porque essa é a tua recompensa nesta vida e do teu trabalho, que tu fazes debaixo do sol” (Ec 9.9).

Assim devem os maridos amar, cada um, a sua mulher, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo”(Ef 5.28).

3) O padrão de família segundo a palavra de Deus.

Segundo as sagradas escrituras, a família deve estar aliançada com Deus, isto é, ter na pessoa de Deus o seu amparo e esperança:
Para que entre vós não haja homem, nem mulher, nem família, nem tribo, cujo coração hoje se desvie do Senhor nosso Deus” (Dt 29.18).
Nessa instituição criada por Deus, cada um tem o seu lugar definido:

a) O papel ou missão dos maridos:
Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja: sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeita a seus maridos. Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.23-25).
O homem é segundo Deus, o responsável e chefe de seu lar! Cabe a ele o governo da família e a administração do mesmo. Sua função é semelhante ao do sacerdócio eclesiástico, não sendo aceitável inclusive, que um candidato ao ministério pastoral não governe bem a sua casa!
Convém pois que o Bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; … Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda modéstia; (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?)” (1Tm 3.2,4,5).

b) A missão das mulheres:
Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor” (Ef 5.22).
A mulher sábia entende o seu papel dentro de uma lar, e junto ao seu esposo constrói um lar abençoado e próspero:
Toda a mulher sábia edifica a sua casa: mas a tola derruba-a com as suas mãos” (Ec 14.1). Pois a mesma entende, que a submissão ao marido não significa jugo ou escravidão, mas princípio divino! Isso não significa que ela não tenha importância ou voz dentro de sua casa! A própria palavra de Deus recomenda aos maridos honrarem as suas esposas:
Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações” (1Pe 3.7). Maridos! honrar, é respeitar, amar e considerar os sentimentos da esposa. Honrar, é tratar a esposa com igualdade de modo que ela se sinta a pessoa mais importante em sua vida!

c) O papel dos filhos na família:
Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra” (Ef 6.1-3).
Os filhos são como uma herança do Senhor (Sl 127.3), e devem assim, proporcionar aos pais, a sensação de alegria, recompensa e esperança na posteridade( Sl 128.1-6). Nos tempos Bíblicos os filhos eram a garantia de sobrevivência do casal, pois caberia a eles sustentarem os seus pais na velhice. Por isso a Bíblia os define como herança, mas poderia chamar de aposentadoria hehe.
Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer” (Pv 23.22).
Ninguém pode se considerar um cristão autêntico se despreza a seus pais na velhice!
A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.27).
Também deve ser dito, que os pais devem tratar os seus filhos com respeito, servindo de exemplo de caráter e fé. Não promovendo o confronto com os filhos, mas admoestando-os no Senhor:
E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4).

Conclusão:

Como podemos verificar neste artigo, e nos textos bíblicos expostos nele, o modelo de família segundo a Bíblia é a família tradicional. Não há apoio na Bíblia para famílias homoafetivas! A Bíblia não reconhece esse tipo de relação, pois para Deus as famílias tem uma função, ou seja, um propósito. Que já foi explanado aqui neste artigo.
Não podemos aceitar que um setor da sociedade nos imponha aquilo que a Bíblia condena, devemos mostrar com amor, mas também com coragem a fé que temos na palavra de Deus, e defendermos de maneira veemente os valores da família cristã, que não estão alicerçados em palavras e filosofias humanas, mas na palavra de Deus.
Que Deus nos abençoe e nos dê forças para conduzirmos nossas famílias nos caminhos do senhor!

Um abraço!

Pr. Igor de Moura Cogoy

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A soberania de Deus- parte 2





5 Verdades Bíblicas sobre a Soberania de Deus


"a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores" (1Tm 6.15). 


Olá amigos do blog ai graphai! No artigo desta semana, vou falar sobre a soberania de Deus, vou dar sequencia ao primeiro estudo sobre este tema, pois já tratei acerca dele aqui no blog. Mas hoje, vou discorrer sobre alguns aspectos ou verdades não tratadas no primeiro estudo, por tanto, este estudo é a segunda parte ou continuação do primeiro. A Bíblia nos mostra que Deus é soberano sobre todas as coisas, que Ele é Senhor e Rei! Quando afirmo a soberania divina, o faço no sentido de que Deus tem todo o poder, e tem sob sua autoridade todas as coisas, sendo elas físicas ou espirituais. A soberania divina é encontrada ao longo de toda escritura sagrada, onde a vemos apresentada de forma variada e sobretudo em muitos aspectos diferentes. Ex: Nas lutas e provações da igreja ou dos crentes individuais; em nossos sonhos e projetos pessoais; nas nossas necessidades básicas e cotidianas; até no simples ato de pregar ou levar a mensagem do evangelho, encontramos a soberania divina. Mas sem dúvida, o maior de todos os aspectos da soberania divina, encontra-se na salvação do homem. 
A partir de agora, passarei a explicar cada uma dessas verdades bíblicas citadas acima, tomando as escrituras sagradas como base e fundamento para tais afirmações e ensino. Então, pegue sua Bíblia e prepare-se para conhecer mais cinco verdades Bíblicas sobre a Soberania de Deus.

1) A soberania de Deus está nas lutas e provações da igreja. 

Ao contrário do que as igrejas neo-pentecostais ensinam em seus púlpitos, Deus nunca prometeu uma vida de vitórias e bençãos materiais constantes para a igreja, antes, Cristo alertou seus discípulos que eles teriam aflições, lutas, e etc. 
"Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo" (Jo 16.33). 
O que Deus nos mostra em sua palavra, é que tais lutas e dificuldades enfrentadas pela igreja como um todo, ou o crente em sua individualidade, está sob o controle de Deus:
"Meus irmãos, tende por motivo de grande alegria o passardes por provações, sabendo que a prova da vossa fé desenvolve a perseverança. Ora a perseverança deve terminar a sua obra, para que sejais maduros e completos, não tendo falta de alguma coisa" (Tg 1.2-4). 
As lutas e provações enfrentadas pelo crente, tem como objetivo o seu crescimento e maturidade espiritual! É o modo de Deus agir para o nosso crescimento espiritual. 
Outro exemplo claro nas escrituras, está registrado no livro de Atos dos Apóstolos onde está registrado o seguinte:
"Naquele dia, levantou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia  e Samaria. Entrementes, os que foram dispersos iam por toda a parte pregando a palavra" (At 8.1,4). 
Podemos perceber no verso exposto acima, que a perseguição surgiu porque o Senhor Deus queria que a igreja saísse para evangelizar o mundo! Pois ela estava acomodada em Jerusalém e arredores.
É claro que não podemos pregar um Evangelho derrotista, que só invoca desgraças e tragédias, apenas devemos entender que na nossa caminhada de fé, nem tudo serão flores, mas mesmo em meio as lutas e aflições, podemos descansar em Deus, pois Ele certamente está nos provando para fazermos algo para Ele, ou para nos abençoar e nos fazer amadurecer na fé. Nesta hora, devemos nos lembrar que mesmo em meio as lutas, Deus é justo e soberano para nos dar vitória e recompensas celestiais:
"Ora, se somos filhos, somos também herdeiros,herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados" (Rm 8.17). 

2) A soberania de Deus em nossos projetos pessoais.

O segundo aspecto da soberania divina está relacionado diretamente conosco, ou seja, com cada pessoa no mundo. Seja ela crente ou incrédula, a verdade é que Deus determina se podemos ou não receber algo, ou realizar alguma coisa. O que eu quero dizer, é que nem quando se trata de assuntos ou planos pessoais, temos o livre arbítrio! até nas pequenas coisas o Senhor Deus influencia nossas escolhas e determina o rumo de nossas vidas.
Sei que há muitos pregadores por ai, que estão ensinando suas igrejas a determinarem as bençãos de Deus para suas vidas, sei também que muitos pensam que ao darem ordem no mundo físico, isso repercutirá no mundo espiritual fazendo com que as bençãos de Deus sejam acionadas. Lamento informar que tudo isso não passa de palavras ao vento! Nada há nas escrituras que corroborem com esse pensamento, antes a Bíblia é suficientemente clara ao nos dizer que Deus é que determina e não o homem: 
"O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor" (Pv 16.1).

"Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em veis disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo" (Tiago 4.13-15). 
Pelo que podemos ver nestes versos das escrituras, Deus é o Senhor! Mas muitos pregadores pensam que é o contrário. Fiquemos com a palavra de Deus, pois ela é inspirada e útil para nossa correção e edificação (2Tm 3.16).

3) A soberania de Deus em nossas necessidades cotidianas. 

A Bíblia nos ensina, que não devemos amar as coisas materiais mais do que o nosso Deus, ela nos adverti que muitos ricos não alcançarão a salvação (Mt 19.23,25). Pois o coração deles está com as riquezas (Mt 6.21). Não quero dizer que todos os ricos estão condenados! Estou afirmando pelas escrituras, que todos aqueles que amam mais as riquezas do que a Deus estão perdidos! 
Deus em sua soberania nos promete o pão de cada dia, isto é, nada nos faltará (Sl 23.1; Mt 6.25-34). 
Vejamos outros versos da palavra de Deus que nos elucidarão sobre o cuidado de Deus para com os seus filhos, e também qual é a sua vontade acerca das riquezas para a vida do crente:
"E o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades, segundo a sua gloriosa riqueza em Cristo Jesus" (Fp 4.19). 

"Seja a vossa vida livre do amor ao dinheiro, contentando-vos com o que tendes, pois ele mesmo disse: Não te deixarei, nunca te desampararei" (Hb 13.5). 
Por tanto, tudo o que temos vem de Deus, nosso trabalho, nossa casa, nosso carro e etc. Ele em sua soberania nos concede usufruirmos desses bens transitórios, para que conforme nossa fidelidade a Ele, possa então nos abençoar com bençãos maiores e melhores, sobretudo as espirituais, que o tempo não destrói e nem diminui o seu valor (Mt 6.19,20). Mas se alguém pensa conquistar algo que não está nos planos de Deus para a sua vida, é mero engano e inútil a sua empreitada:

" Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam" (Sl 127.1). 

4) A soberania de Deus na Pregação do Evangelho.

Até para pregar o Evangelho o homem precisa da direção divina, de sua autorização, de seu aval confirmando que o caminho é por ali mesmo e etc. Não podemos simplesmente pegarmos nossa Bíblia e sairmos pelo mundo pregando. Até podemos, mas nada nos garante que surtirá efeito a nossa pregação, pois estamos agindo por nossa vontade, ou melhor, pela vontade permissiva de Deus. 
Vemos alguns exemplos claros na palavra de Deus, onde os apóstolos oravam e pediam as orações dos irmãos para que as portas fossem abertas para a pregação do Evangelho:

"Orai também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou preso" (Cl 4.3);

"porque uma porta grande e promissora se me abriu, e há muitos adversários" (1 Co 16.9). 

Percebam, que é dever do crente orar para que Deus abençoe os pregadores, para que portas sejam abertas para as boas novas do Evangelho de Cristo. 

5) A soberania de Deus em nossa salvação.

Bom, se até para pregarmos o Evangelho dependemos da soberania de Deus, o que nos levaria a pensar que a salvação do público que assiste nossa mensagem, fosse diferente? Acaso existe livre arbítrio? Na Bíblia não encontramos o termo livre arbítrio, ele é na verdade uma construção teológica e não bíblica! A predestinação sim, está fundamentada na palavra de Deus, não só porque é citada e explicada de maneira bem clara e contundente pelo apóstolo Paulo, mas porque se encontra em toda a Bíblia. Ela afirma de maneira categórica, que é Deus que salva e realiza todo o processo salvífico do homem:

" Ao Senhor pertence a salvação!" (Jn 2.9);

"Os seus discípulos, ouvindo isso, admiraram-se muito e disseram: Quem poderá, então, salvar-se? Jesus, olhando para eles, lhes disse: Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível" (Mt 19.25,26). 
Talvez você esteja se perguntando: Mas como funciona isso? Será que não fui eu, através de minha fé que decidi aceitar a Cristo como o meu salvador? Vou deixar a Bíblia responder a sua pergunta: 

"Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8). 
Esse verso da carta de Paulo aos Efésios, nos mostra como funciona o mecanismo da salvação, pois ele nos mostra a salvação em etapas e isso de maneira bem clara. Primeiro ele nos informa que a salvação é pela graça! Depois, ele nos diz que o meio pelo qual alcançamos essa graça salvadora, é a fé! Ou seja, nós alcançamos a graça da salvação por meio, ou através da fé, mas essa fé para alcançarmos a graça não vem de nós, ou seja, não é nossa, é um dom de Deus. Foi por isso que Jesus disse aos discípulos em (Mt 19.25,26), que era impossível ao homem se salvar, pois o homem não possui a fé, ele recebe de Deus essa fé para alcançar a graça da salvação.
Com isso em mente, podemos entender de maneira bem fácil o agir de Deus na nossa salvação, e constatarmos a sua imensa soberania na salvação do homem. Pois uma vez que ele predestina alguém a salvação, esse alguém responde através da fé que recebe diretamente de Deus o apelo a salvação, isso pode ser constatado nas seguintes passagens: 
"Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna" (At 13.48);

" Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos" (At 2.47b). 
Como podemos ver nestes versos, o próprio Deus em sua soberania, envia os que Ele predestinou antes da fundação do mundo (Ef 1.4,5,11) para ouvirem sua mensagem. Quando ouvem a mensagem, nasce-lhes a fé que os salvará. Só os predestinados a salvação ouvirão e entenderão o Evangelho:
"Se vos digo a verdade, por que razão não me credes? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus" (Jo 8.47). 
Creio ter ficado suficientemente claro, a soberania de Deus na salvação do homem, não sendo necessário apresentar mais textos para comprovação, embora seja vasta a fundamentação doutrinária da predestinação. Sugiro aqueles que desejam aprofundar o seu conhecimento sobre o assunto, a conferir o meu artigo no blog ai graphai: Porque creio na predestinação. Segue o link: http://blogaigraphai.blogspot.com.br/2014/07/porque-creio-napredestinacao-uma.html

Conclusão: 

Podemos concluir após este artigo, que o Senhor é o Deus soberano, e que reina em todas as áreas de nossas vidas, sendo Ele o Deus que nos prova, aprova, sustenta, dirige e nos salva eternamente.
Podemos glorificarmos por seu grande amor e bondade para conosco, pois nos amou enquanto estávamos mortos em nossos pecados.
"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). 

Que Deus vos abençoe! 

Pr. Igor de Moura Cogoy




quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Sonhar os sonhos de Deus



Podemos sonhar os sonhos de Deus?

Uma refutação á teologia antropocêntrica. 


Olá amigos do blog ai graphai! Hoje a pedido de um grande amigo, o meu irmão em Cristo, Alex Haag, eu vou tratar de um assunto no mínimo inusitado, que não parece representar grande perigo a ortodoxia e fé bíblica verdadeira, mas que esconde um ensino perigoso que muitas vezes passa desapercebido pelos apologistas e teólogos da igreja. E por causa disso, vem crescendo cada vez mais o sentimento de que o homem é o centro de tudo. Isso é divulgado por parte dos pregadores neopentecostais: O antropocentrismo teológico! Sistema onde o Homem é o centro de todas as coisas, nesse sistema “teológico” o homem manda em Deus, com jargões do tipo; “Eu determino!”, ou por meio de barganhas e trocas com “Deus”, em que ensinam que para alcançar a Deus é preciso primeiro ofertar, sacrificar (dinheiro), e etc. Se não bastassem as heresias já citadas, agora a moda é sonhar os sonhos de Deus!
Não são poucos os pregadores que afirmam que tal coisa nasceu diretamente do coração de Deus! Ou que incentive a igreja a sonhar os sonhos de Deus. Eu mesmo, já presenciei uma pastora “pregar” sobre isso por quase uma hora! Ela incentivava a igreja a sonhar os sonhos de Deus, mas como já esperava, sem comprovação bíblica.
Tal pratica tem apoio nas Escrituras? Deus nos revela em sua palavra que podemos ter a capacidade de sonhar os seus sonhos? De desvendar o seu coração? Aliás, onde em toda a Escritura Sagrada encontramos um verso que mostre o Todo Poderoso Deus dormindo!? Como esse blog não tem medo de falar a verdade acerca das Escrituras, veremos o que a Bíblia diz sobre esse assunto.

1) Deus dorme?

Não, é claro que não! Ele não é um ser fragilizado, corrompido ou em fase de crescimento kkk
O que eu quero na verdade dizer, é que Deus não necessita de descanso, pois não está preso a matéria, nem possui limites físicos como o ser humano.

Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda. É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel” (Sl 121. 3,4).

2) Deus sonha?

Claro que não! Os sonhos são reações do nosso corpo em resposta aos anceios de nossa alma, ou seja, descarregamos toda a tenção, medo, e desejos particulares do nosso dia a dia, quando dormimos. Assim surgem os sonhos! Claro que Deus pode se revelar a nós através de sonhos (Gn 37.3-24; Nm 12.6). Mas precisamos entender que esses sonhos foram nossos, não é Deus quem está dormindo! Ele usa a nossa necessidade física de dormir, para falar conosco, por tanto, não é a mesma coisa, não podemos dizer com isso que eu sonhei o sonho de Deus! Devo aceitar que Deus meu deu uma mensagem através de meus sonhos!
Outra coisa, sonhar é para alguém que não tem condições de realizar ou de alcançar algo, seja por um momento ou por toda a sua vida. Como ter a vida dos jogadores de futebol, ganhar o que eles ganham! Muitos sonham em ser jogadores de futebol, mas não possuem aptidão nenhuma para o esporte. Será que podemos dizer que existe alguma coisa que Deus não possa realizar? Claro que não! Seria uma verdadeira blasfêmia afirmar isso! Por tanto meu amigo, tome cuidado! Pense antes de falar qualquer coisa sobre Deus. Não vos enganeis: de Deus não se zomba” (Gl 6.7).
O Senhor Deus não tem dificuldades em realizar seus propósitos, e tudo o que imagina e deseja realizar assim o faz!

Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem, pois a fará voltar atrás?” (Is 14.27).
E ainda:
nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11).

3) A Bíblia faz menção aos falsos profetas sonhadores!

Quero agora, com todo o temor de Deus, lhes advertir aqueles que talvez por ingenuidade, ou por influencia de maus líderes eclesiásticos tem afirmado sonhar os sonhos de Deus. Lembrem-se: Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Êx 20.7). 

Se por acaso você que está lendo este artigo, faz esse tipo de coisa, ou já fez isso, nunca é tarde para se arrepender! Confesse a Deus o seu erro e pregue a verdade da palavra, não precisamos enxertar nada na palavra de Deus para resgatarmos os pecadores, pois Deus mesmo se compromete com sua palavra.
No Livro do profeta Jeremias, vemos o Senhor usar o profeta para repreender os falsos profetas que diziam sonhar os sonhos de Deus:

Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, proclamando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei. Até quando sucederá isso no coração dos profetas que proclamam mentiras, que proclamam só o engano do próprio coração? Os quais cuidam em fazer que meu povo se esqueça do meu nome pelos seus sonhos que cada um conta ao seu companheiro, assim como seus pais se esqueceram do meu nome, por causa de Baal. O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo?- Diz o Senhor” (Jr 23.25-28). 

Perceba a semelhança do que acontecia nos tempos de Jeremias (580-539 aC) com o que acontece nos dias de hoje. Já naquela época os falsos profetas afirmavam sonhar os sonhos de Deus, e perceba também, que já naquela época Deus estava perdendo a paciência com esse tipo de coisa, ou seja, com essa prepotência deles. Inclusive o resultado é o mesmo! O povo acaba se desviando ou perdendo o interesse em buscar a vontade de Deus para as suas vidas e passa a buscar somente os seus interesses.

Conclusão:

Não há base bíblica para acreditarmos que podemos sonhar os sonhos de Deus, isso é heresia, e deve ser combatido e rejeitado. Todo aquele, que insistir com isso deve ser exortado ao arrependimento. Pois como vimos, Deus não dorme, não sonha, e não ignora os que usam o seu nome para ludibriar os incautos na fé.
Espero ter ajudado a todos os que sinceramente desejam trilhar o caminho da verdade, e que não aceitam mais o “evangelho' supersticioso que tem sido oferecido em nossos dias!

Deus vos abençoe em Cristo Jesus!

Pr. Igor de Moura Cogoy

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Ungidos






Os pastores são os ungidos do Senhor?


Olá amigos do blog ai graphai! É muito bom contar com a visita de vocês aqui no blog, melhor ainda é saber que o motivo da sua visita, é o desejo de estudar e aprender mais a cerca das verdades contidas na palavra de Deus. Pois a Bíblia, é o nosso manual do fabricante, é a bússola do cristão sincero, que deixa-se guiar por ela a fim de encontrar-se com o seu autor.  Na Bíblia vemos o carácter de Deus, bem como sua vontade e sua graça sobre todos nós, aprendemos como nos tornarmos mais fiéis e somos a conselhados por ela a buscarmos os dons do Espírito Santo.
Por falar em dons espirituais, você já ouviu falar de unção? E de ungido? Aposto que já ouviu algum pastor dizer-se ungido do Senhor! Será isso uma verdade? Os pastores são realmente os ungidos do Senhor?
Esse é o tema da semana no blog ai graphai, e nele, discutiremos a luz das escrituras tudo o que diz respeito a unção, ungidos, níveis de unção, unção hierárquica, e transferência de unção de geração.
Então pegue sua Bíblia e bom estudo!

1) O que é uma unção na Bíblia?


Uma unção, é o ato de ungir algo ou alguém. E vemos na palavra de Deus que só algumas pessoas tinham esse privilégio: Reis (1°Sm 10.1); Profetas (1°Rs 19.16); Sacerdotes (Êx 30.30). Podemos deduzir pelas Escrituras que ao receber a unção específica, que era ministrada por meio de um óleo aromático, o individuo escolhido recebia uma capacitação espiritual da parte de Deus para desempenhar uma tarefa para ELE. Um exemplo disso é o rei Ciro, a quem o profeta Isaías chama de ungido (Is 45.1).

2) Quem é considerado o ungido do Senhor?


Na Bíblia Sagrada, só uma pessoa era considerada o ungido do Senhor (masiah), embora o termo hebraico possa ser aplicado aos sacerdotes do Antigo Testamento (Lv 4.3,5). O único que era reconhecido em seu sentido pleno como ungido do Senhor, era o Rei (1°Sm 24.6; 2°Sm 1.14-16). Isto pode ser visto de maneira bem clara quando Davi cita reis e profetas em um de seus Salmos (1Cr 16.22) numa referência aos patriarcas (espécie de reis antes da monarquia). Davi nesse caso atribui o termo ungido ao líder político e não aos profetas.
Depois de entendermos a visão bíblica do termo ungido e quem era o ungido, podemos entender porque o termo ungido é atribuído a Jesus (christos). Os judeus esperavam e esperam um reino messiânico (At 1.6).
Conforme podemos ver até aqui, os únicos que poderiam ostentar o título de ungidos do Senhor eram os reis de Israel (Sl 105.15; 1°Sm 24.6). No Novo Testamento, não encontramos nada que mostre uma mudança ou uma novidade em relação ao ungido do Senhor, ele continuava na concepção judaica a ser o rei, no sentido profético o messias (masiah), o Cristo (christos).

3) Os pastores e os líderes espirituais de nosso dias podem ser reconhecidos como ungidos do Senhor?


A resposta é não! Pois nada há no Novo Testamento que indique essa possibilidade. Como vimos no  primeiro tópico desse artigo os ungidos eram pessoas separadas para exercerem uma função, sendo elas capacitadas por Deus, através de seu Espírito Santo. Isso não era para todos, a unção era para alguns, hoje, podemos afirmar pelas Escrituras que essa unção especial da parte de Deus foi derramada no dia de Pentecostes (At 2.1-21), sobre os líderes (2Co 1.21), e sobre toda a igreja (1Jo 2.20,27), pois todos fazem parte do sacerdócio real (1Pe 2.9). Outro ponto que cabe elucidar aqui, é o fato de que na nova aliança não há medida de unção na vida da igreja, algo comum na antiga aliança, onde o Espírito Santo era dado por medida (2°Rs 2.9). Por tanto, a unção na vida de um pastor não é maior do que a unção na vida de um membro comum da igreja, o título pastoral e eclesiástico não determinam a unção na vida do crente, a oração e a consagração ao Senhor sim, fazem toda a diferença. Não há uma unção hierárquica no Novo Testamento, se um Bispo não orar e não viver uma vida de santidade ao Senhor, provavelmente terá menos unção e graça que seu diácono que se santifica ao Senhor! O único que é reconhecido como o ungido do Senhor na nova aliança, no sentido de autoridade  e supremacia é o Senhor Jesus (Lc 4.18; At 4.27; 10.38).

4) É possível transferirmos a unção que há em nossas vidas para outras pessoas?


Não! Essa é mais uma das heresias propagadas pelos falsos profetas e falsos mestres que se multiplicam nas igrejas neopentecostais. Segundo esses falsos mestres a unção pode ser transferida  para outros através da imposição de mãos, sendo possível em alguns casos até transferir a mesma unção de uma geração para  outra. O problema, é que não há base bíblica para isso, como não há para as demais heresias ensinadas por esses grupos, como unção do riso, atos proféticos, quebras de maldição, legalidade ao diabo e reforma apostólica.  
O Novo Testamento nos mostra de maneira claríssima, que não podemos passar ou repassar para as outras pessoas os dons que recebemos do Espírito de Deus, pois isso cabe ao Espírito Santo! É Ele quem determina quem irá receber o dom e qual dom irá distribuir (1Co 12.1-11).

Conclusão:


Espero que este artigo possa ser de grande utilidade para aqueles que estão começando a estudar a Bíblia, e para aqueles que desejam saber a verdade sobre o que é a unção na Bíblia.
Nele podemos constatar pelas Escrituras que não há base bíblica para os líderes religiosos se intitularem os ungidos do Senhor, nem para aceitarmos heresias a respeito da unção e do poder de Deus, pois aprendemos que Cristo é o nosso ungido, e que a unção já foi derramada sobre a igreja de Deus. Cabendo ao Santo Espírito distribuir os dons espirituais da maneira que lhe apraz.
Deus vos abençoe!
Pr. Igor de Moura Cogoy.

sábado, 17 de outubro de 2015

O culto ao Senhor





O culto ao Senhor

Que tipo de culto estamos oferecendo a Deus?


Olá amigos do blog ai graphai! No artigo de hoje quero falar com vocês sobre o culto. Que tipo de culto estamos prestando a Deus? Você já se perguntou se o que você faz na sua igreja está realmente agradando a Deus? Se a adoração na sua igreja reflete a santidade de Deus e está de fato honrando a Deus? Como podemos ver, o tema de hoje é sério! E deve ser refletido com toda a seriedade e temor. Pretendo expor neste artigo o que a Bíblia nos mostra sobre a adoração a Deus, sobre o tipo de culto e principalmente sobre a postura que um adorador deve ter na celebração ao Senhor. Por fim, falarei do que não é culto ao Senhor, ou seja, dos exageros, extravagancias e heresias praticadas em muitos cultos por ai. Por tanto, abra sua mente, abandone seu orgulho denominacional, pegue sua Bíblia e bom estudo!

1) O que é Culto?


Segundo o Dicionário teológico de Claudionor Corrêa de Andrade, culto é o seguinte: "Do lat. cultus, veneração. Tributação voluntária de louvores e honra ao criador” (CPAD, PG.85). Por tanto, culto é algo voluntário, cujo objetivo é louvar e honrar a Deus.
Sendo assim, tudo o que acontece no templo durante a celebração deve ter o objetivo exclusivo de agradar e honrar a Deus, ou seja, o culto deve ser planejado para agradar exclusivamente a Deus. Isso inclui os louvores, a adoração e principalmente a postura dos adoradores diante do Senhor, bem como a forma que se comunicam com Ele.
Se procurarmos nos originais, veremos que culto ao Senhor tem uma profundidade e um significado bem diferente do que é apresentado por alguns dos líderes eclesiásticos de nossos dias, que apresentam ou oferecem em grande parte, cultos com uma superficialidade medíocre e até irreverente muitas vezes. Isso se dá, porque na maioria das vezes os pastores estão preocupados em planejar cultos que agradem os fiéis e não ao Senhor! Já que mencionei os escritos originais, como as escrituras do Antigo Testamento relatam o culto ao Senhor? Lembrando que não discutiremos aqui a modernidade do culto, e sim, o sentido e o propósito do culto a Deus! Você pode cultuar a Deus de maneira moderna e atual, sem com isso ofender a sua Santidade e os princípios bíblicos de culto.
Para os escritores bíblicos, para os profetas do Antigo Testamento e para a Igreja do Novo Testamento o culto era um serviço que se prestava a Deus. Não tinha o objetivo de agradar os crentes, ou prender os fiéis na congregação! Não havia manipulação ou falso espiritualismo, mas tudo era simples e tinha como objetivo único e final, a honra e a adoração a Deus.
A palavra culto no hebraico está relacionada diretamente ao trabalho ou serviço, isto é, ao ato de servir ao Senhor. Por isso, algumas traduções trazem em Êxodo 20.5 “Não as adorarás, nem lhes darás CULTO (´ãbhadh)” (ARA), e outras versões apresentam assim: “Não te encurvarás a elas nem as SERVIRÁS (´ãbhadh)” (ARC). Percebam, que a palavra traduzida como culto, trabalho ou serviço no original hebraico é a mesma. Essa palavra é aplicada na Bíblia em passagens que indicam um trabalho duro, árduo (Gn 2.15; 4.2; Dt 28.39); a escravidão (Êx 1.14); e a adoração, culto (Êx 3.12; 4.23; 20.5; Js 24.15,18). Como no serviço (culto) oferecido aos falsos deuses (Dt 7.16; 2°Rs 10.18,19,21-23).
Por tanto, quando um israelita ia ao tabernáculo ou ao templo de Salomão adorar ao Senhor, ele tinha em mente o serviço ao Senhor! Ele tinha total consciência que o culto era para o Senhor e que a sua adoração era um serviço prestado diretamente a Deus. Não havia entre os israelitas a adoração extravagante no templo! Pois sabiam que a casa de Deus era lugar de adoração e sacrifício, e que o Senhor era Santo e devia ser adorado com reverencia e temor:
“Oh, vinde, adoremos e prostremo-nos, ajoelhemos diante do Senhor que nos criou” (Sl 95.6).
Infelizmente, nos dias de hoje, muitos vão as igrejas com o sentimento de que ali é a sua casa, e portanto podem gritar, rir escandalosamente, e acredite, até mandar no local! Ficam gritando e dando ordens a Deus, determinando a cura e a prosperidade para as suas vidas, depois passam a barganhar com Deus, oferecendo uma quantia de dinheiro em troca de uma quantia bem maior no futuro! Como se o Senhor fosse um negociante qualquer. Triste realidade de alguns cultos no Brasil.
Talvez alguém diga: -essa informação sobre o culto está relacionado ao Antigo Testamento, mas no Novo a coisa é diferente, nós somos livres para adorar!, -Deus quer que o povo o adore em espírito e em verdade! -Deus procura verdadeiros adoradores! -No Novo não é um serviço, mas uma liberalidade pessoal do cristão!.
Será mesmo isso verdade? Será que a visão dos apóstolos acerca do culto ao Senhor era tão diferente da dos profetas do Antigo Testamento? A resposta é Não! No Novo testamento a palavra culto também tem o sentido de serviço, e isso é o que podemos constatar com os seguintes versos:

“Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar CULTO (latreia) a Deus” (Jo 16.2 ARA).

“ Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um SERVIÇO (latreia) a Deus” (Jo 16.2 ARC);

“Ora, a primeira aliança também tinha preceitos de SERVIÇO (latreia) sagrado e o seu santuário terrestre” (Hb 9.1 ARA).

“Ora, também o primeiro tinha ordenanças de CULTO (latreia) divino e um santuário terrestre” (Hb 9.1 ARA).

Perceba, que os dois versos usados aqui demonstram de maneira bem clara, que para os crentes do Novo Testamento o culto, e o local de culto não era a casa da mãe Joana! Onde se podia adorar vestido de marinheiro, de pirata, etc. O culto era algo sério! Era um serviço de adoração prestado ao soberano Deus! E isso exigia a reverencia e o temor que a santidade de Deus requer.

2) O culto que agrada a Deus.


Confesso ser estranho falar sobre o tipo de culto que agrada a Deus, pois isso cabe ao Senhor mostrar! Na verdade Ele já mostrou e está revelado em sua palavra a Bíblia. Mas como a nossa geração parece não curtir a leitura devocional da Bíblia, isso acaba meio oculto e faz com que os “adoradores” aceitem todo os tipo de reunião como se fosse verdadeiramente um culto. Um culto que honre ao Senhor deve ter o seguinte:

“Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis,um tem salmo, outro, doutrina, este tráz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação” (1Co 14.26).

a) Deve ser Bíblico. A palavra de Deus deve ser a base de todo o culto ao Senhor, a mensagem do evangelho deve ser pregada ou ensinada constantemente nos cultos. Não podemos substituir a palavra pelos louvores ou apresentações.
b) Deve ser espiritual. Devemos dar liberdade ao Espírito de Deus para Ele agir em nosso corações, revelando sua vontade e seu propósito em nossas vidas. No caso das manifestações espirituais, ex: línguas, profecias e etc. Paulo nos mostra que devem ter interpretação, ou seja, deve ser feita para a edificação do corpo de Cristo, senão há intérpretes, como poderá edificar a igreja?
c) O culto deve ter um propósito. O propósito do culto é adorar a Deus e edificar a igreja! Nada que fuja disso deve ser praticado no culto. Não podemos e não estamos autorizados pela Bíblia a incluir no culto ao Senhor, coisas sem o objetivo de edificar a igreja, como teatros, jograis, danças, e etc. Tais coisas podem ser organizadas pelos departamentos da igreja, mas não para serem apresentadas no culto ao Senhor. Talvez em um local apropriado, num dia alternativo mas não no culto.
d) O culto deve ter canções que exaltem a Deus. Os hinos cantados no culto ao Senhor, devem ser cânticos de adoração e exaltação ao Senhor e não para alegrar e agitar a igreja. “louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais” (Ef 5.19b).

3) O que não é culto?


Com toda certeza, não podemos considerar como culto divino as seguintes práticas:
a) Culto empresarial. Cultos que dão muita atenção ao dinheiro não são cultos bíblicos e portanto não podem ser considerados ou inclusos como de adoração a Deus. A parte das ofertas deve ser rápida e passar quase desapercebida no culto. Quem deseja ofertar de livre e espontânea vontade já separou a sua oferta, por tanto não há necessidade de insistir e constranger aos demais presentes no culto com esse assunto. “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2Co 9.7).

b) O culto extravagante. Está na moda em alguns lugares oferecer a “Deus” um culto diferente, onde os crentes vão para a igreja fantasiados de marinheiro, pirata, e etc. Ou cultos onde ficam gritando e pronunciando palavras de ordem a Deus, as doenças e ao diabo. Também deve ser digno de citação as igrejas discotecas, onde os cultos jovens se transformaram em festas, em que djs e luzes coloridas transformam a casa de Deus em um clube, e os louvores em baladas.   

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne” (Gl 5.13).

c) Culto emocional e supersticioso. O verdadeiro culto a Deus não tem como objetivo exaltar a espiritualidade dos crentes, mas sim a soberania e a misericórdia divina. Cultos onde os crentes aparecem mais que o Senhor não são cultos dedicados a Deus, mas a promoção e exaltação humana.
Não podemos aceitar como culto a Deus as seguintes praticas e ensinamentos:
- Unção do riso; - Pontos de contato
- Atos proféticos; - Cobertura espiritual
- Quebras de maldições; - Transferência de Unção e de geração
- Batalha espiritual - Nova Unção e nova ordem Apostólica
Muitas heresias tem surgido em nome de uma falsa espiritualidade e nova unção, portanto, todo aquele que deseja cultuar ao Senhor deve estar atento a esse tipo de coisa e rejeitá-las imediatamente.

 “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos, e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2Tm 4.3,4).

Conclusão:


Não quero que levem este artigo para o lado pessoal, não pretendo atacar ou desmoralizar a fé de ninguém, quero antes abrir os olhos daqueles que são sinceros adoradores, aqueles que desejam ter uma fé pura e firmada nas Escrituras. Entenda amigo (a) se qualquer um dos apóstolos de Cristo, ensinasse acerca dessas coisas citadas acima, eu humildemente me retrataria e pediria perdão, mas não há como imaginar os apóstolos fazendo uma reunião com unção do riso! Ou o culto do ministério de dança! Absurdo! Chega a ser ridículo pensar que essas heresias teriam o apoio dos apóstolos de Cristo. Sei que sou duro com as palavras, mas antes ser assim e te falar a verdade, do que te enganar falando aquilo que você meu amigo (a) deseja ouvir, e ser o culpado de sua perdição eterna. Pense nisso!
Deus vos abençoe!
Pr. Igor de Moura Cogoy.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015




Deus amou o mundo?

O mundo citado em João 3.16 é cada indivíduo?


Olá amigos do Blog Ai Graphai! É com imenso prazer que posto mais um artigo nesse espaço virtual. E o tema de hoje, como sempre, é bem polêmico. O que será que Jesus quis dizer com Deus amou o mundo? Será que isso quer dizer todas as pessoas? Cada indivíduo? Parece que para os arminianos sim! Mas se analizarmos o texto da maneira correta, ou seja, conferindo atentamente o seu contexto e os demais capítulos do Evangelho de João, veremos que não é bem assim.
Neste artigo portanto, vamos analisar o texto de João 3.16, o texto áureo de todo defensor do livre arbítrio.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3.16).

Uma olhada simples, sem prestar atenção corretamente no verso e em todo o seu contexto, bem como na mensagem de todo o livro, podemos ser levados a crer que Jesus afirmou que o mundo se refere a todas as pessoas, e que depende de cada um escolher ou não seguir a Cristo. Porém se compararmos esse verso com outros versos em que a palavra mundo ( do gr. kosmos)é citada, veremos que esta palavra não pode estar associada a todas as pessoas do mundo, antes, mundo como está posto neste verso, se refere ao cuidado de Deus, o tomar conta, a ordem e etc. Pois do contrário, o autor do evangelho, o apóstolo João estaria em grande confusão, inserindo uma contradição nas palavra de Cristo e em toda a escritura do Novo testamento, em sua parte soteriológica (referente a salvação). Digo contradição, pois o próprio João no mesmo livro, um pouco antes afirma que os que acreditam e aceitam a Cristo, são feitos filhos de Deus e isso não da vontade da carne (de própria escolha), mas, pela vontade de Deus. E logo mais adiante, no mesmo evangelho ele afirma que não orava ao Pai pelo mundo, mas por aqueles que o Pai havia lhe dado, ou seja, os seus escolhidos e não todas as pessoas do mundo.

No entanto, a todos os que o receberam, àqueles que creem em seu nome, deu lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; filhos nascidos não da vontade da carne nem da vontade do homem, mas de Deus (Jo 1.12,13).

Eu rogo por eles. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus” (Jo 17.9).

E se o termo mundo estiver mesmo se referindo a todas as pessoas, como harmonizá-lo com o texto de João 16.8?, que diz o seguinte:

Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.”

Como se pode constatar no livro de Atos dos apóstolos, aquele que viria depois de Cristo era o Espírito Santo, mas como podemos ver a nossa volta, nem todas as pessoas acreditam em Cristo! Muitas inclusive até matam os seus seguidores. Se mundo em Jo 3.16 se refere a todas as pessoas, logo em Jo 16.8 também deveria ter o mesmo sentido! Pois o autor e o livro é o mesmo.
Outra coisa, se for para interpretar que a palavra mundo em Jo3.16 é todas as pessoas, temos que interpretar que o Espírito Santo converterá o mundo inteiro, isso com base em Jo16.8 e no próprio verso de Jo3.16, pois se Deus ama a todos, ele salvará a todos! Isso é universalismo! Uma tremenda heresia. Percebam o perigo que é interpretar a palavra mundo como sendo todas as pessoas.
Ainda comparando as declarações do apóstolo João a respeito da palavra mundo, veremos que não pode ser aplicada no sentido universal, ou seja, todas as pessoas. Pois se compararmos Jo 16.8 com 1Jo. 5.19 veremos o grande erro que labutam os que assim interpretam a palavra mundo.

Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no maligno” (1Jo 5.19).
Neste verso, vemos de forma clara que João ao aplicar a palavra mundo no seu evangelho estava se referindo ao cuidado de Deus com o mundo (natureza, ordem, cuidado de Deus,de modo geral e etc), e não a todas as pessoas. Pois aqui em 1Jo 5.19, ele faz essa separação entre os eleitos e o mundo (novamente no sentido geral), que está corrompido pelo pecado em todas as esferas. Do contrário ele não poderia citar as palavra de Jesus que o consolador convenceria o mundo e depois dizer que o mesmo mundo jazia no poder do maligno!
A Bíblia nos diz de maneira bem clara, que a expiação de Cristo foi limitada, não foi por todas as pessoas, mas por seus escolhidos (predestinados):

"Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. A mim me convém agregá-las também. Elas também ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor" (Jo 10.16). 

assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez, para levar os pecados de muitos, aparecerá pela segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação” (Hb 9.28);

Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria. Mas por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou aqueles dias” (Mc 13.20).

Quando foi feita as escolha daqueles por quem Cristo morreria?

Pois nos elegeu nele antes da fundação do mundo… nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o bom propósito da sua vontade” (Ef 1.4,5);

A besta que viste era e já não é, e subirá do abismo, e irá à sua destruição. Os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá” (Ap 17.8).

Acerca da eleição e da predestinação dos santos, eu trato do assunto de maneira mais profunda no artigo Porque creio na predestinação:http://blogaigraphai.blogspot.com.br/2014/07/porque-creio-napredestinacao-uma.html

Espero ter ajudado na compreensão do sentido correto da palavra mundo em João 3.16.

Que Deus vos abençoe!
Pr. Igor de Moura Cogoy

sábado, 26 de setembro de 2015

A segunda vinda de Cristo






A segunda vinda de Cristo

O evento chave para o fim dos tempos


 
Olá amigos do blog ai graphai! Essa semana vamos falar do evento mais importante e mais esperado pela verdadeira igreja de Cristo, que é a noiva do cordeiro. A segunda vinda de Cristo será um evento sem precedentes, e muito glorioso, que trará a paz e a felicidade eterna para uns, e a vergonha e o desprezo eterno para outros.
Jesus veio a esta terra para salvar aquele que estava perdido (Mt 18.11), sendo necessário pagar o preço desse resgate com o seu próprio sangue (1 Pe 1.18,19). Agora virá outra vez, não para morrer novamente, mas de forma gloriosa para julgar o mundo e buscar os seu filhos (24.30,31).
Muitos teólogos acreditam que essa segunda vinda está dividida em dois eventos separados: O arrebatamento, que segundo os teólogos pentecostais pré-tribulacionistas, e os dispensacionalistas, ocorrerá antes do retorno glorioso de Cristo de modo invisível (um rapto). E a segunda vinda de maneira visível e gloriosa, quando Jesus destruirá o anticristo e o falso profeta e dará início ao milênio. Mas, esse ensino não resiste ha uma análise profunda e exegética nas Escrituras, que apresentam a volta de Cristo como um evento único, glorioso e terrível para os ímpios (Hb 9.28; Mt 24.36-39).

Como será a segunda vinda de Cristo?


a) Será visível: A Bíblia demonstra isso de maneira bem clara, que as pessoas testemunharão a volta de Cristo, portanto não será um evento secreto e invisível, mas visível.

 
E estando eles com os olhos fixos no céu enquanto ele subia, de repente junto deles se puseram dois homens vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado ao céu, há de vir, assim como para o céu o viste ir” (At 1.10,11).

Vede, ele vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até mesmo os que o trespassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém” (Ap 1.7).

Então verão o filho do homem vir nas nuvens, com grande poder e glória” (Mc 13.26).

b) Será repentina: O mundo não estará preparado para a segunda vinda de Cristo, por isso, estarão envolvidos em seus afazeres e completamente presos ao pecado. Quando menos perceberem, Jesus virá como um ladrão (1Ts 5.2; 2Pe 3.10).

 
Como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Pois assim como nos dias anteriores ao Dilúvio, comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o Dilúvio e levou todos- assim será também a vinda do Filho do homem” (Mt 24.37-40).

c) Será gloriosa: Muitos estão ensinando uma volta invisível, escondida e impessoal, mas, as Escrituras dizem o contrário.

 
Pois o mesmo Senhor descerá do Céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro do Senhor nos ares e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4.16,17)

Podemos ver por esse verso acima, que na segunda vinda de Cristo haverá muito barulho, vozes e brados. E no versos que se seguem logo abaixo, veremos que esse evento será único e definitivo, pois, através dele, muitos eventos escatológicos se cumprirão a saber: Ressurreição dos mortos, Arrebatamento (durante a tribulação), Destruição do sistema mundano e da ordem mundial implantada por Satanás, Fim do Milênio (onde Cristo entrega o reino ao Pai), O tribunal de Cristo (onde Cristo julgará sua igreja) e do Trono Branco (Onde os ímpios serão julgados), e O destino final de todos (morte eterna e vida eterna).
 
A ressurreição se dará na segunda vinda:

Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos mais infelizes de todos os homens. Se de fato, porém, Cristo ressurgiu dentre os mortos e foi feito primícias dos que dormem. Pois assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Pois assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém, por sua ordem: Cristo, o primeiro, depois os que são de Cristo, na sua vinda. Então virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, o Pai, e quando houver destruído todo domínio, toda autoridade e todo o poder. Pois convém que ele reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo dos seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser destruído é a morte” (1Co 15.19-26).

Eis que vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao soar a última trombeta. Pois a trombeta soará, e os mortos ressurgirão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Pois convém que aquilo que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e aquilo que é mortal se revista da imortalidade” (1Co 15.51-53).

A ressurreição dos mortos será no mesmo dia, e não em épocas separadas.

Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e o desprezo eterno. Os sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento; os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas sempre e eternamente” (Dn 12.2,3). Compare com (Mt 25.31-46).

Não vos maravilheis disto, pois vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: Os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que praticaram o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5.28,29).

O arrebatamento será no fim da tribulação, com a segunda vinda de Cristo.

Quando virdes a abominação que causa a assolação, situada no lugar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na judeia fujam para os montes… porque naqueles dias haverá uma aflição tal qual nunca houve desde o princípio do mundo que Deus criou, até agora, e nunca jamais haverá. Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria. Mas por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou aqueles dias (Mc 13.14,19,20). Percebam que os crentes estarão na tribulação e não serão arrebatados antes dela começar, mas passarão por esse tempo de angustia e perseguição onde presenciarão a chegada do anticristo, bem como a sua destruição.
Ora, irmãos, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamo-vos que não desistais facilmente do vosso modo de pensar nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, como se o dia de Cristo já tivesse chegado. Ninguém de maneira alguma vos engane, pois isso não acontecerá sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição. Ele se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto, de sorte que se assentará, como Deus, querendo parecer Deus. Não vos lembrais de que essas coisas dizia quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Pois já o ministério da injustiça opera; somente há um que agora o detém até que seja afastado. E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo sopro da sua boca e destruirá pelo esplendor da sua vinda. A vinda desse iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, sinais e prodígios da mentira e com todo engano da injustiça para os que perecem. Perecem porque não receberam o amor à verdade para serem salvos. Por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira e para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniquidade. Devemos, porém, sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou pelo nosso evangelho, a fim de alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Ts 2.1-14).

Na segunda vinda, Cristo destruirá o falso profeta, o anticristo e todos os seus seguidores.

Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo. Ele respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do homem. O campo é o mundo, e a boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do maligno, e o inimigo que o semeou é o Diabo. A colheita é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos. Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa pecado e todos os que praticam o mal. E serão lançados na fornalha de fogo, onde haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 13.36-42). Veja de maneira mais detalhada em: (Ap. 19.11-21).

Com a segunda vinda, o milênio ou o reino milenial acaba, e Cristo iniciará então os julgamentos da igreja e do juízo final.

Então virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, o Pai, e quando houver destruído todo o domínio, toda autoridade e todo o poder. Pois convém que ele reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo dos seus pés” (1Co 15.24,25).

O Milênio de Cristo, bem como seu reinado nesse período tem dividido a opinião dos teólogos ao longo da história da Igreja, criando muitas teorias e formas de ver e aceitar esse reino de Cristo. As mais aceitáveis e respeitadas são: Pré-milenista (Que defende a ideia que Cristo virá antes do milênio, sendo esse na terra e literal), Pós-milenista (Que defende a ideia que a vinda será após o Milênio, e que este será um período de expansão da obra e do evangelho), Amilenista ( Que consideram o milênio uma imagem do reinado presente de Cristo e dos santos no céu e do início do domínio de Cristo sobre a terra, especialmente por meio da igreja).
Eu também compartilho da ideia do amilenismo, pois vê o reino de Cristo como algo espiritual e não terreno.
Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus súditos combateriam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas agora o meu reino não é daqui” (Jo 18.36).
Portanto, para nós, o texto de (Ap 20.1-10) é simbólico e não literal pois, se ( Ap 20.1-6) for realmente literal, quem será engado por Satanás quando ele for solto (Ap 20.7-10) visto que todos os ímpios estarão mortos?

Provas Bíblicas de que o reino de Cristo é espiritual e não terreno:
 
Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3.2).

E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda a sorte de doenças e enfermidades” (Mt 9.35).

A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele” (Lc 16.16).

Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Mt 12.28).

Durante três meses, Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, dissertando e persuadindo com respeito ao reino de Deus” (At 19.8).

Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do filho do seu amor” (Cl1.13).

exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória” (1Ts 2.12).

mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino” (Hb 1.8).

Como podemos ver nos versos acima, o reino de Deus, de Cristo, do Céu, ou Vindouro, sempre é tratado ou proposto de forma espiritual, com Cristo sendo o rei que dos céus governa seu povo, a igreja na marcha triunfal até a consumação dos séculos. No módulo de Escatologia trataremos desse assunto (Amilenismo) de modo mais profundo.
Depois da segunda vinda e da batalha final, acontecerá os tribunais da igreja e do trono branco.

Tribunal de Cristo (bodas do Cordeiro)

 
Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5.10).

E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12).

Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto , o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo” (1Co 3.11-15).

Tribunal do Trono Branco

Quando vier o Filho do homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à sua esquerda” (Mt 25. 31-33a).

Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. E se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” (Ap 20.11-15).


Deus vos abençoe!
 
Pr. Igor de Moura Cogoy.