sábado, 12 de setembro de 2015

Idolatria

 

 

Eu me ajoelharia diante do pedaço de uma árvore? (Isaías 44.19)

A insensatez da idolatria!


Olá, amigos do blog ai graphai! O tema de hoje no nosso blog trata da idolatria, ou seja, o uso de imagens de escultura nos cultos e até nas casas. Não tenho a intenção de ofender a fé e a religiosidade de ninguém, quero deixar bem claro que respeito a fé de todos! Porém, como o compromisso desse blog é com a palavra de Deus a Bíblia Sagrada e não com instituições religiosas, as vezes falamos ou escrevemos algo que toca na liturgia e crenças de determinadas igrejas, por isso, eu convido ao amigo (a), leitor (a)  deste blog a sempre conferir em sua Bíblia se o que estou falando é a verdade. No estudo de hoje, falo sobre a idolatria. Mais precisamente sobre as imagens, pois idolatria não se resume só a imagens (Em uma outra ocasião falarei da idolatria no meio evangélico), mas também em outras áreas de nossa vida. Este estudo portanto, será sobre o que a Bíblia diz sobre as imagens nos altares das igrejas e nas casas dos cristãos. Quero começar com uma pergunta: Será que Deus se agrada das imagens de santos nos altares e nos lares? E as imagens de Jesus? Será que a Bíblia realmente aprova o seu uso? O livro do profeta Isaías responde nossas indagações de maneira maneira clara e objetiva. Não sendo necessário mais do que uma breve leitura para entender como Deus vê a questão do uso de imagens no culto.
 Por isso, me deterei no capítulo 44 do livro de Isaías, no Antigo Testamento.  Talvez você esteja se perguntando: - Quem foi Isaías? A resposta a essa pergunta segue abaixo:
Isaías foi um Profeta judeu, que exerceu seu ministério público durante os reinados de quatro reis de Israel: Uzias (792-740 a.C.); Jotão (750- 731 a.C.); Acaz (735-715 a.C.); e Ezequias (715-731 a.C.).
No seu ministério profético, ele procurou fazer com que o povo voltasse  a servir somente a Deus, pregou durante mais de meio século a mensagem do arrependimento. Em seu livro, ele repreende Israel pelos seus pecados, depois os encoraja perseverar e aceitar o juízo divino, e termina falando acerca de promessas divinas sobre a nação, como a volta do cativeiro e a vinda do Messias.
Um dos graves pecados cometidos pela nação de Israel e que foi denunciado pelo profeta Isaías foi a Idolatria. Israel estava descumprindo o mandamento da lei de Deus que diz:
“Não farás para ti imagem de escultura nem semelhança alguma do que há nos céus, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te encurvaras a elas nem as servirás; pois eu, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam”(Ex. 20.3-5). Adorando muitos deuses das nações vizinhas e também fabricando imagens de escultura, com a finalidade de prestar culto, devoção e etc.  Vejamos como o profeta descreve a religiosidade do povo de Israel naquela época:
“Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo, e suas próprias testemunhas nada veem, nem entendem, para que eles sejam confundidos. Quem forma um Deus e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo? Ele e todos os seus seguidores ficarão confundidos; os artífices são apenas homens. Ajuntem-se todos e levantem-se. Sejam assombrados e sejam todos juntos envergonhados. O ferreiro faz o machado, trabalha nas brasas, forma-o com martelos e o forja com a força do seu braço. Ele tem fome, e a força falta, não bebe água e desfalece. O carpinteiro estende a régua sobre a madeira e, com lápis, esboça um deus; dá-lhe forma com o formão e torna a esboçá-lo com o compasso. Faz o seu deus à semelhança de um homem, segundo a forma de um homem, para habitar em uma casa. Cortou para si cedros, ou tomou um cipreste, ou um carvalho. Ele o deixou crescer entre as árvores do bosque. Plantou um pinheiro, e a chuva o fez crescer. Tal árvore serve ao homem para queimar; com parte da sua madeira se aquece; acende um fogo e assa pão e também faz um deus e se prostra diante dele; fabrica uma imagem de escultura e se ajoelha diante dela. Metade queima no fogo, e sobre ela prepara a carne para comer; faz um assado, e dele se farta. Também se aquece e diz: Ah! Já me aqueci, já vi o fogo. Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, se inclina, lhe dirige a sua oração e diz: Livra-me; tu és o meu deus. Nada sabem nem entendem; fecharam-se os olhos para que não vejam, e se fecharam os seus corações, para que não entendam. Nenhum deles pensa; ninguém tem conhecimento nem entendimento, para dizer: Metade queimei no fogo e assei pão sobre as suas brasas, assei  sobre elas carne, e a comi. Faria eu do resto uma abominação? Eu me ajoelharia diante do pedaço de uma árvore? Alimenta-se de cinza. O seu coração enganado o desvia, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Não será mentira o que está na minha mão direita?” (Isaías 44.9-20).
Do texto Bíblico exposto acima, qualquer um pode entender  a insensatez da idolatria, pois o profeta Isaías expõe a realidade de um idólatra nos mínimos detalhes neste relato.  Se não, então vejamos.

1) Os artífices e os ídolos são coisas sem valor (Vaidade) (Is 44.9,10).

No hebraico a palavra utilizada aqui é tõhû, que dentre as variações possíveis do termo, encontramos o sentido figurado coisa sem valor (Dicionário Hebraico do Antigo Testamento de James Strong, Anotado pela AMG, Pg. 1997 CPAD). O profeta Isaías trata aquele que fabrica, bem como o ser fabricado (o ídolo, a imagem) como algo inútil! Que não serve para nada, que não tem nenhum poder, servindo apenas para irritar a Deus! E os que acreditam nas imagens, ele os define como sendo cegos “e suas próprias testemunhas nada veem, nem entendem” (v.9).

2) Os idólatras serão envergonhados, pois os ídolos são frutos da imaginação dos homens (Is 44.11).

Isaías começa agora, a mostra-lhes a insensatez da idolatria, fazendo-os ver, que os ídolos não tem sua origem em Deus, mas nos homens, são eles que imaginam como seria deus e através dessa imaginação fabricam o seu deus. Depois, nos versos seguintes ele expõe isso de maneira mais clara.
Como nasce um ídolo?

3) O ferreiro, o carpinteiro e a árvore! (Is 44.12-14).

Aqui vemos três agentes importantes para o nascimento de uma imagem de escultura: O ferreiro (v.12), que produz o machado de forma  tão exaustiva que lhe faltam as forças (desfalece); depois entra em cena o carpinteiro (v.13), que com suas ferramentas de trabalho e sua criatividade, começa a trabalhar na madeira desenhando a forma de uma pessoa que deverá ser o seu deus e que habitará em uma casa. Perceba que todo o projeto da fabricação do ídolo que vai para uma casa, não tem a participação, ou aprovação divina (ver novamente o texto de Êxodo 20.3-5), mas é produto da imaginação e vontade do homem! E por último, mas não menos importante, temos o terceiro agente responsável pelo nascimento dos ídolos, a árvore (V. 14). De uma simples árvore, o carpinteiro, o artífice fabrica o que seria o seu protetor, ou o seu próprio deus.  Será que Jesus ou o Pai aprovam essas imagens que fazem deles e colocam nas casas e nas igrejas? Vamos ver o que as Escrituras sagradas dizem sobre isso: “ Portanto, sendo nós geração de Deus, não havemos de pensar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida pela arte e imaginação do homem” (Atos 17.29).  Amado, Deus se ofende quando alguém se ajoelha diante de uma imagem, pois uma imagem não pode de forma alguma representar o todo poderoso Deus. Ele mesmo (Deus), afirma em sua palavra que não divide a sua glória com imagens de escultura: “Eu sou o Senhor; este é o meu nome! A minha glória a outrem não a darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Isaías 42.8). 

4) A insensatez da idolatria (Is 44.15-20).

O profeta Isaías começa a partir do verso 15 a mostrar para o povo de Deus, como a idolatria ou o uso de imagens era uma insensatez, ou seja, uma falta de juízo e de sabedoria, pois como poderiam não ver que da mesma árvore, o carpinteiro e o artífice se alimentaram e se aqueceram,e depois, do que sobrou da árvore, também fizeram uma imagem  de escultura (ver os versos 15,16 e 17)?    O profeta continua a chamar o povo de Deus ao perfeito juízo, quando lhes diz que parecem estar com os olhos fechados para não ver a realidade da idolatria! (v.18), e que não paravam para pensar no grande erro que estavam praticando ao servir e prestar culto as imagens: “Nenhum deles pensa; ninguém tem conhecimento, para dizer : Metade queimei no fogo e assei pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne, e a comi. Faria eu do resto uma abominação? Eu me ajoelharia diante do pedaço de uma árvore?” (V. 19).  Amigo católico, preste muita atenção nas palavras do profeta, ele nos mostra que o ídolo (imagem) é uma abominação! Ele não está levando em consideração a desculpa, que as imagens representam ou simbolizam, etc. Não! Não há desculpas diante de Deus para o uso de imagens, o que era pecado no passado, continua sendo nos dias de hoje, Deus não muda e nem a sua palavra. Por isso o profeta diz no verso 20, que o coração pode desviar o homem dos caminhos de Deus, impedindo-o de alcançar a salvação, fazendo-o achar desculpas para não cumprir ou obedecer a palavra de Deus que nos diz de maneira enfática: “Não farás para ti imagem de escultura… Não te encurvarás a elas nem as servirás”.
Que Deus te abençoe!
Pr. Igor de Moura Cogoy

Nenhum comentário: