sábado, 26 de setembro de 2015

A segunda vinda de Cristo






A segunda vinda de Cristo

O evento chave para o fim dos tempos


 
Olá amigos do blog ai graphai! Essa semana vamos falar do evento mais importante e mais esperado pela verdadeira igreja de Cristo, que é a noiva do cordeiro. A segunda vinda de Cristo será um evento sem precedentes, e muito glorioso, que trará a paz e a felicidade eterna para uns, e a vergonha e o desprezo eterno para outros.
Jesus veio a esta terra para salvar aquele que estava perdido (Mt 18.11), sendo necessário pagar o preço desse resgate com o seu próprio sangue (1 Pe 1.18,19). Agora virá outra vez, não para morrer novamente, mas de forma gloriosa para julgar o mundo e buscar os seu filhos (24.30,31).
Muitos teólogos acreditam que essa segunda vinda está dividida em dois eventos separados: O arrebatamento, que segundo os teólogos pentecostais pré-tribulacionistas, e os dispensacionalistas, ocorrerá antes do retorno glorioso de Cristo de modo invisível (um rapto). E a segunda vinda de maneira visível e gloriosa, quando Jesus destruirá o anticristo e o falso profeta e dará início ao milênio. Mas, esse ensino não resiste ha uma análise profunda e exegética nas Escrituras, que apresentam a volta de Cristo como um evento único, glorioso e terrível para os ímpios (Hb 9.28; Mt 24.36-39).

Como será a segunda vinda de Cristo?


a) Será visível: A Bíblia demonstra isso de maneira bem clara, que as pessoas testemunharão a volta de Cristo, portanto não será um evento secreto e invisível, mas visível.

 
E estando eles com os olhos fixos no céu enquanto ele subia, de repente junto deles se puseram dois homens vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado ao céu, há de vir, assim como para o céu o viste ir” (At 1.10,11).

Vede, ele vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até mesmo os que o trespassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém” (Ap 1.7).

Então verão o filho do homem vir nas nuvens, com grande poder e glória” (Mc 13.26).

b) Será repentina: O mundo não estará preparado para a segunda vinda de Cristo, por isso, estarão envolvidos em seus afazeres e completamente presos ao pecado. Quando menos perceberem, Jesus virá como um ladrão (1Ts 5.2; 2Pe 3.10).

 
Como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Pois assim como nos dias anteriores ao Dilúvio, comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o Dilúvio e levou todos- assim será também a vinda do Filho do homem” (Mt 24.37-40).

c) Será gloriosa: Muitos estão ensinando uma volta invisível, escondida e impessoal, mas, as Escrituras dizem o contrário.

 
Pois o mesmo Senhor descerá do Céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro do Senhor nos ares e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4.16,17)

Podemos ver por esse verso acima, que na segunda vinda de Cristo haverá muito barulho, vozes e brados. E no versos que se seguem logo abaixo, veremos que esse evento será único e definitivo, pois, através dele, muitos eventos escatológicos se cumprirão a saber: Ressurreição dos mortos, Arrebatamento (durante a tribulação), Destruição do sistema mundano e da ordem mundial implantada por Satanás, Fim do Milênio (onde Cristo entrega o reino ao Pai), O tribunal de Cristo (onde Cristo julgará sua igreja) e do Trono Branco (Onde os ímpios serão julgados), e O destino final de todos (morte eterna e vida eterna).
 
A ressurreição se dará na segunda vinda:

Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos mais infelizes de todos os homens. Se de fato, porém, Cristo ressurgiu dentre os mortos e foi feito primícias dos que dormem. Pois assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Pois assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Cada um, porém, por sua ordem: Cristo, o primeiro, depois os que são de Cristo, na sua vinda. Então virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, o Pai, e quando houver destruído todo domínio, toda autoridade e todo o poder. Pois convém que ele reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo dos seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser destruído é a morte” (1Co 15.19-26).

Eis que vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao soar a última trombeta. Pois a trombeta soará, e os mortos ressurgirão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Pois convém que aquilo que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e aquilo que é mortal se revista da imortalidade” (1Co 15.51-53).

A ressurreição dos mortos será no mesmo dia, e não em épocas separadas.

Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e o desprezo eterno. Os sábios resplandecerão como o fulgor do firmamento; os que a muitos ensinam a justiça refulgirão como as estrelas sempre e eternamente” (Dn 12.2,3). Compare com (Mt 25.31-46).

Não vos maravilheis disto, pois vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: Os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida, e os que praticaram o mal, para a ressurreição da condenação” (Jo 5.28,29).

O arrebatamento será no fim da tribulação, com a segunda vinda de Cristo.

Quando virdes a abominação que causa a assolação, situada no lugar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na judeia fujam para os montes… porque naqueles dias haverá uma aflição tal qual nunca houve desde o princípio do mundo que Deus criou, até agora, e nunca jamais haverá. Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria. Mas por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou aqueles dias (Mc 13.14,19,20). Percebam que os crentes estarão na tribulação e não serão arrebatados antes dela começar, mas passarão por esse tempo de angustia e perseguição onde presenciarão a chegada do anticristo, bem como a sua destruição.
Ora, irmãos, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamo-vos que não desistais facilmente do vosso modo de pensar nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, como se o dia de Cristo já tivesse chegado. Ninguém de maneira alguma vos engane, pois isso não acontecerá sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição. Ele se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto, de sorte que se assentará, como Deus, querendo parecer Deus. Não vos lembrais de que essas coisas dizia quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Pois já o ministério da injustiça opera; somente há um que agora o detém até que seja afastado. E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo sopro da sua boca e destruirá pelo esplendor da sua vinda. A vinda desse iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, sinais e prodígios da mentira e com todo engano da injustiça para os que perecem. Perecem porque não receberam o amor à verdade para serem salvos. Por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira e para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na iniquidade. Devemos, porém, sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou pelo nosso evangelho, a fim de alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo” (2Ts 2.1-14).

Na segunda vinda, Cristo destruirá o falso profeta, o anticristo e todos os seus seguidores.

Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo. Ele respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do homem. O campo é o mundo, e a boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do maligno, e o inimigo que o semeou é o Diabo. A colheita é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos. Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa pecado e todos os que praticam o mal. E serão lançados na fornalha de fogo, onde haverá pranto e ranger de dentes” (Mt 13.36-42). Veja de maneira mais detalhada em: (Ap. 19.11-21).

Com a segunda vinda, o milênio ou o reino milenial acaba, e Cristo iniciará então os julgamentos da igreja e do juízo final.

Então virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, o Pai, e quando houver destruído todo o domínio, toda autoridade e todo o poder. Pois convém que ele reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo dos seus pés” (1Co 15.24,25).

O Milênio de Cristo, bem como seu reinado nesse período tem dividido a opinião dos teólogos ao longo da história da Igreja, criando muitas teorias e formas de ver e aceitar esse reino de Cristo. As mais aceitáveis e respeitadas são: Pré-milenista (Que defende a ideia que Cristo virá antes do milênio, sendo esse na terra e literal), Pós-milenista (Que defende a ideia que a vinda será após o Milênio, e que este será um período de expansão da obra e do evangelho), Amilenista ( Que consideram o milênio uma imagem do reinado presente de Cristo e dos santos no céu e do início do domínio de Cristo sobre a terra, especialmente por meio da igreja).
Eu também compartilho da ideia do amilenismo, pois vê o reino de Cristo como algo espiritual e não terreno.
Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus súditos combateriam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas agora o meu reino não é daqui” (Jo 18.36).
Portanto, para nós, o texto de (Ap 20.1-10) é simbólico e não literal pois, se ( Ap 20.1-6) for realmente literal, quem será engado por Satanás quando ele for solto (Ap 20.7-10) visto que todos os ímpios estarão mortos?

Provas Bíblicas de que o reino de Cristo é espiritual e não terreno:
 
Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3.2).

E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda a sorte de doenças e enfermidades” (Mt 9.35).

A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele” (Lc 16.16).

Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Mt 12.28).

Durante três meses, Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, dissertando e persuadindo com respeito ao reino de Deus” (At 19.8).

Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do filho do seu amor” (Cl1.13).

exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória” (1Ts 2.12).

mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino” (Hb 1.8).

Como podemos ver nos versos acima, o reino de Deus, de Cristo, do Céu, ou Vindouro, sempre é tratado ou proposto de forma espiritual, com Cristo sendo o rei que dos céus governa seu povo, a igreja na marcha triunfal até a consumação dos séculos. No módulo de Escatologia trataremos desse assunto (Amilenismo) de modo mais profundo.
Depois da segunda vinda e da batalha final, acontecerá os tribunais da igreja e do trono branco.

Tribunal de Cristo (bodas do Cordeiro)

 
Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou mal que tiver feito por meio do corpo” (2 Co 5.10).

E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12).

Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto , o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. Se permanecer a obra de alguém que sobre o fundamento edificou, esse receberá galardão; se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo” (1Co 3.11-15).

Tribunal do Trono Branco

Quando vier o Filho do homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à sua esquerda” (Mt 25. 31-33a).

Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. E se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” (Ap 20.11-15).


Deus vos abençoe!
 
Pr. Igor de Moura Cogoy.